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quinta-feira, 18 de março de 2010

O MESTRE ZEN QUE FAZIA CHOVER

Aldeões pediram a um mestre ZEN que os ajudasse a levar chuva aos seus campos áridos.

O mestre solicitou apenas uma pequena casa com um jardim onde pudesse cultivar.

Dia após dia, ele cultivava o pequeno jardim, sem praticar nenhuma magia. Decorrido algum tempo, a chuva começou a cair sobre a terra ressecada.

Ao perguntarem como obtivera tamanho milagre, ele respondeu humildemente...

"A cada dia, ao cultivar o jardim, voltava-me mais para dentro de mim mesmo. Quanto à chuva, não sei a razão, mas tenho certeza que a terra do meu jardim já está preparada. E a de vocês?"

Conto Zen.



retirado do blog:
http://pensandozen.blogspot.com/2008/02/o-mestre-zen-que-fazia-chover.html
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quarta-feira, 17 de março de 2010

AMOR E AMIZADE

“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se”. 
(Gabriel Garcia Marques)
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CONECTIVIDADE

Compartilho abaixo alguns preciosos trechos do Livro "Afinal, quem somos" sobre Física Quântica, do Físico Moacir de Araújo Lima. Boa reflexão !

"...Na visão tradicional, éramos máquinas, sem consciência. Uma máquina se pode descartar, matar, jogar no lixo, pois se não temos consciência, e entenda-se aí uma variante do nome espírito, podemos agir sem consciência.
Mas o Universo quântico é como um gigantesco organismo altamente conectado em termos de espaço e tempo e, sendo assim, o que faço tem impacto sobre todo o mundo. Então torno-me responsável e verifico que moral e ética tem realmente fundamento.
A grande Lição é a da conectividade, que segundo Erwin Schoroedinger, um dos criadores da mecânica quântica, não é uma propriedade, mas "a propriedade". Referimo-nos à conectividade. A idéia de que nada está isolado no Universo.
E mais, pensam os físico quânticos, ao contrário do pensamento tradicional, que não existe uma realidade lá fora, independentemente do que está acontecendo aqui dentro. Referimo-nos a cada um de nós. O que acontece aqui dentro cria a realidade externa.
Somos máquinas de criar realidade.
...
Retomando a irresponsabilidade em que nos jogou o materialismo, não podemos esquecer que com ela também colaboraram as religiões fatalistas, ao afirmarem que nosso destino estava preestabelecido. Obviamente por um ser superior que jamais poderíamos contrariar.
Então, não tínhamos possibilidade de intervenção nem no Universo Material, nem em nossa vida. Um estava pronto e a outra estava predeterminada.
A Quântica nos devolveu as duas responsabilidades. Tanto de influírmos no mundo exterior, ao colapsar entre infinitas possibilidades a escolhida por nossa consciência, bem como construímos nosso destino e até nosso corpo, de dentro para fora, sendo os arquitetos de nossa existência.
E não adianta apelar para a vitimologia. Pensando, influenciamos pessoas e objetos. Alargando nossa visão, construímos nossa felicidade ou desdita.
Não são os outros, Deus ou seus inimigos que constroem nossa vida. É nossa consciência.
...
O Livre-arbítrio, Deus, Consciência, colapso, entraram para a Física, porque os físicos descobriram o Princípio da Incerteza e passaram a saber que existem as possibilidades e as probabilidades.
...
Acreditam os pensadores citados que se estes estudos se desenvolverem, Deus será objeto de ciência e não apenas de religião.
...
Hoje, sabemos que o verdadeiro conhecimento leva ao Amor, pois se tudo está conectado no Universo é amando meu próximo e ajudando-o que consigo progredir e ajudar-me."
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PARA ABRAÇAR O INFINITO

O Último Poema do Pensador Mineiro Augusto de Lima

* Nota dos Editores:

No poema a seguir, a ideia de “matéria-prima elementar” corresponde ao conceito teosófico e oriental de “mulaprakriti”, a matéria sutil e primordial, a matéria indiferenciada, a luz astral - o “akasha” hindu.

Os versos concluem com uma referência ao círculo infinito,  o círculo de Pascal, “cuja circunferência não
está em parte alguma, e cujo centro está em todas as partes”. Helena P.  Blavatsky alertou para o fato de que, embora este conceito seja atribuído a Pascal, na verdade ele foi concebido antes pelo filósofo Nicolau de Cusa.

O poema foi publicado sem indicação de título na principal biografia de Augusto de Lima [1] . Ao descrever a chegada do final da vida do pensador brasileiro,  o biógrafo escreve a seguinte introdução a estes versos cosmológicos:

“Nenhum dever lhe resta a cumprir. Nenhuma ambição o tortura. Nenhum remorso o atormenta. No crepúsculo que o envolve lentamente, sua arte readquire o tom solene do passado, e ele canta pela última vez: (...) ”

Que procuras no espaço, olhar faminto,
através das camadas siderais? 
Réstia de luz, órfã de um foco extinto, 
a que destino vais?

Que te falta em  ti mesmo, ser inquieto? 
Fração de um Todo excelso que não vês,
quando serás completo?  
Hoje, amanhã, depois, nunca, talvez!

E, contudo, te exaures nas pesquisas
da fugitiva Essência. Esforço vão! 
Ela, impalpável, voa sem balizas
na divina amplidão. 

Se nem chegas ao sol, corpo tangível, 
nem à matéria-prima elementar,
como podes prender o Incognoscível 
e o Infinito abraçar?

Volve a ti mesmo. Prostra-te. Contrito,
tudo verás da Fé no esplendor. 
Que importa que haja um círculo infinito, 
se cada átomo é um centro refletor?  


NOTA:

[1]  “Augusto de Lima, Seu Tempo, Seus Ideais”,  de  José Augusto de Lima, 322 pp., Ministério da Educação e Cultura, RJ, 1959. Ver p. 318.

retirado do site: www.filosofiaesoterica.com
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UMA ORAÇÃO AO EU SUPERIOR


Quando os estudantes de teosofia ou crentes das diferentes religiões pensam em Deus, Krishna, Cristo, Buddha – ou meditam no Tao, na Lei, em Zoroastro, em Jeová ou Parabrahman – eles estão concentrando seu pensamento em metáforas culturalmente criadas que simbolizam, em última instância, os seus próprios eus superiores ou Almas Espirituais. O mesmo pode ser dito de quem pensa com devoção nos Mestres de Sabedoria. A função técnica e prática do trabalho de tais Mestres é, precisamente, ativar e estimular o sexto princípio ou inteligência espiritual dos discípulos e cidadãos de boa vontade em geral (sejam ou não membros do movimento esotérico).

Um velho livro de orações judaico, editado nos Estados Unidos em 1953, traz uma excelente oração que pode ser conscientemente dirigida ao eu superior ou alma imortal de cada estudante.
Diz a “Oração ao Eu Superior”:
Nesta hora feliz de adoração, deixo de lado todo esforço e cuidado e elevo meu coração até Ti em busca de luz e força, de fé e coragem.
Durante a tensão e o tumulto das lutas diárias, eu cedo com demasiada frequência às facilidades egoístas e a ambições menores. Fico tão envolvido com as coisas da terra que perco a percepção da simplicidade e da nobreza da vida.
Fortalece meu espírito, ilumina a minha razão, e eleva minhas metas e meus desejos, de modo que eu possa colocar todos os meus poderes de corpo e mente a Teu serviço.
Tu implantaste em mim a busca pelo que é invisível e pelo infinito; que Tu estimules também em mim um cuidado e um propósito renovados, quando minha alma perder as forças e minha visão ficar embaçada. Que meus ideais permeiem todos os meus pensamentos e esforços, e que eu possa não perder de vista jamais as Tuas realidades supremas!
Eu me inclino reverentemente diante de Ti, Força do meu coração, minha Luz infalível. Amém. [1]
Fica muito claro, pelo conteúdo desta oração, que ela é dirigida à presença divina no templo da nossa própria consciência –; em outras palavras, à alma espiritual do devoto ou estudante.

NOTA:

[1] “The Union Prayerbook for Jewish Worship”, Part I, Cincinnati, USA, 396 pp., 1953, ver pp. 58-59.

retirado do blog:
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terça-feira, 16 de março de 2010

O QUE É ZEN ?

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CONHECEMOS O SILÊNCIO

Nós os índios, conhecemos o silêncio, não temos medo dele. Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras. Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.


“Observa, escuta, e logo atuem”, nos diziam. Esta é a maneira correta de viver.


Observe os animais para ver como cuidam de seus filhotes; Observe os anciões para ver como se comportam; Observe o homem branco para ver o que querem.


Sempre observe primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás. Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.


Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola, em suas festas, todos tratam de falar.


No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes e chamam isso de “resolver um problema”.


Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.


Vocês gostam de discutir, e nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem. Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido. Se começas a falar, eu não vou te interromper.


Te escutarei, mas talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo, mas não vou interromper-te.


Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a dizer.


Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês. Deveriam pensar nas suas palavras como se fossem sementes. Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.


Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la. Existem muitas vozes além das nossas, muitas vozes.


Só vamos escutá-las em silêncio.


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Texto traduzido por Leela, Porto Alegre:
“Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder” – Kent Nerburn




retirado do blog:
http://www.ecolmeia.org.br/blog/indios-nao-tem-medo-do-silencio/
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MENTES OCEÂNICAS

Dizem as Escrituras hindus: “Nos homens superficiais, o peixe dos pequeninos pensamentos provoca imenso tumulto. Nas mentes oceânicas, as baleias da inspiração mal encrespam a superfície.”


Paramahansa Yogananda em “Autobiografia de um Iogue”.
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AS POSSIBILIDADES...

“As possibilidades do homem são tão vastas e misteriosas que os guerreiros, em vez de pensar sobre elas, escolhem explorá-las, sem esperança de jamais chegar a entendê-las”

Carlos Castañeda - no livro: O Poder do Silêncio
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segunda-feira, 15 de março de 2010

EINSTEIN E O BUDISMO

Os elogios de Albert Einstein ao budismo costumam ser muito citados. Principalmente quando os ouvintes levam em grande consideração as conquistas materiais e científicas. Como esse:

“O budismo tem as características do que se esperaria de uma religião cósmica para o futuro.”

Já a citação a seguir é quase como um síntese do budismo:

“Um ser humano é parte de um todo chamado por nós de “Universo”, é uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experiencia a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como alguma coisa separada do resto ─ uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Essa ilusão é uma forma de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e à afeição por umas poucas pessoas próximas. Nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos dessa prisão alargando nossos círculos de compaixão para envolver todas as criaturas vivas e o todo da natureza em sua beleza.”

Albert Einstein, “Ideas and Opinions” , 1954, citado em “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”, de Sogyal Rinpoche.

Retirado do Blog Sansara:
http://www.samsara.blog.br/2006/05/einstein-e-o-budismo.html
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domingo, 14 de março de 2010

OS TRÊS MACACOS SÁBIOS

Os macaquinhos, conhecidos como 'Três Macacos Sábios', estão à esquerda da porta do Santuário Toshogu, um templo do século XVII localizado na cidade de Nikko, no Japão.

Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são: 'kikazaru' (o que tapa os ouvidos), 'mizaru' (o que cobre os olhos),  e 'iwazaru' (o que tampa a boca). Seu significado é traduzido como: “Não ouça o mal, não veja o mal e não fale o mal.”

O sufixo zaru presente nos nomes está ligado a negação. Em japonês macaco se escreve saru. A semelhança entre os sons das palavras levou ao surgimento das estátuas. A forma física de um trocadilho!

O folclore japonês diz que a imagem dos macacos foi trazida por um monge budista chinês, no século 8. Apesar disso, não há comprovação dessa suposição.

É uma forma de lembrar que, se os homens não ouvissem, não olhassem e não falassem o mal alheio, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia. Ainda que folclórica, é uma verdade absoluta.


Diz a lenda que existia um outro com a mão no ventre que significa “não FAÇA o mal”

O tema já foi muito explorado em diversas imagens, camisetas, interpretações das mais diversas.

Temos até uma versão tupiniquim conhecida como "Os Três Macacos Ignorantes" que significa: "não ouço as denúncias de corrupção, não vejo a roubalheira, não tenho nada a dizer".

Ops... estaria eu ouvindo, vendo ou falando mal de nosso presidente ? Hummmmm, acho que não deveria fazer isso, acho que vou tirar do blog essa parte final... ou não ? Ok, comentário anterior censurado! Não leiam !
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sexta-feira, 12 de março de 2010

PDC - IPEC - ABRIL/2010

Acho que vou fazer este PDC.
Alguém mais quer ir comigo ?

Será em Pirenópolis, Goiás - 18 a 25 de Abril
Valor do Curso: R$ 1.240,00 (em camping)

Mais informações:
http://www.ecocentro.org/cursos/
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DANCEI !

A sociedade moderna é doente, esta tão distante do ser original, espontâneo, natural, que seus valores estão completamente invertidos. O homem moderno sofre é de saudade do primitivismo, quando o simples e singelo era grandioso, e a vida fluía muito mais tranqüila e despreocupada.

Sofremos de nostalgia da vida natural, e ao mesmo tempo, já não conseguimos conceber uma vida sem o conforto da vida moderna, sem o celular, a internet, o carro, o elevador, etc.

É um conflito instalado na mente e coração do ente moderno:
“eu quero o campo, quero ar puro, quero comida natural e vitalizante, água fresca e cristalina, quero paz, mas como levar a cidade junto comigo?”

O homem primitivo revela a graça da celebração, e isto esta perdido no homem moderno, para o homem da cidade celebrar é se empanturrar de comida, nada saudável diga-se de passagem, é buscar algum tipo de fuga para as mazelas da rotina tresloucada, palavra que para mim significa loucura multiplicada por três, família -tradição –propriedade, as bases da sociedade repressora e patriarcal.

O homem da natureza, da tribo, é o homem da celebração viva, da ciranda, do circulo, do canto e da dança, dos ritos orgásticos, é o homem da pele, do prazer e do riso puro, praticamente sem motivo.

Estar vivo já é o grande motivo.

Como pode o homem moderno manter um estado de bem-aventurança e alegria? Com tantos afazeres, tantos compromissos, tanto corre-corre, tantas contas para pagar? Como pode existir qualquer tipo de euforia mística, quando a religião é uma propaganda e uma promessa continua de bens seguros, garantidos pelo investimento em dízimos?

O homem moderno é um macaco triste engaiolado a própria vontade por já não saber como é viver fora da jaula. Cabisbaixo repete as máximas de uma doutrina de medo e repressão que é tudo o que ele viu e aprendeu. Destas máximas, as mais “engraçadinhas” também são as mais cruéis, acha graça e ri da própria tortura auto-imposta e repetida mecanicamente desde a tenra idade!

Um exemplo? Aquela frase de efeito que se utiliza quando as coisas não saem do jeito que gostaríamos, é comum exclamar:

“ih dancei!”, “fulano de tal dançou bonito!”, não, não, não, mil vezes não!
Quando as coisas dão erradas, a última coisa que fazemos é dançar, alias, não dançamos nem quando as coisas dão certo!

A dança foi colocada no lugar errado, dançamos quando temos motivos para celebrar, e para quem sabe o sentido de viver, celebração é todo dia, todo dia é dia de agradecer e sorrir, mesmo quando a dor transpassa o peito, agradeço, pois estou vivo para sentir esta dor com toda a sua majestosa presença!

A desgraça vem e nós a chamamos de dança, enquanto a dança é o próprio estado de graça, de beatitude. A celebração foi ridicularizada, foi colocada como algo menor, celebração e prazer rebaixados a infortúnio, inferior( e o inferior leva ao inferno)exagero meu?

Perdoem-me as palavras consideradas chulas, mas é inevitável, quando tudo vai mal, costuma-se dizer: esta foda, estou fudido, oras não são estas palavras que remetem ao sexo? Ao prazer?

O individuo que celebra, que vive seu prazer com liberdade é mal visto dentro da sociedade doente, se todos sofrem, como alguém pode ter direito ao riso? A celebração? Ele não deve ser bom da cabeça, deve ser um louco, um irresponsável, com certeza esta não é uma pessoa confiável.

Para ser confiável ela deve ser séria, carrancuda, fechada e um tanto infeliz. Estes são os elementos que garantem uma pessoa de caráter, de moral, claro, todo moralista é um chato de galocha, a galocha é um tipo de calçado, de botas, aquelas que se usa nos dias chuvosos, sim para o chato moralista todo dia é nublado, e ele precisa proteger os seus pés, uma boa capa de chuva, um guarda-chuva negro imenso e uma cara sisuda, bem feia.

Para o homem natural os dias são mais ensolarados, e quando a chuva cai, é uma ótima oportunidade para dançar descalço na grama, louvando o dom das águas que descem para lavar a Terra.

Dançar e enamorar-se ficaram tão dificilmente desconfortáveis e antinaturais para o homem moderno, que só bebendo muito e inventando datas “especiais” para poder viver um pouquinho do que experimentaram nossos antepassados, os mais longínquos que você possa imaginar, já que o que chamo de sociedade moderna representa séculos de vida nas grandes cidades e fora da natureza.

A pessoa celebrante, jubilosa, apaixonada é considerada mundana, uma irresponsável, uma profana e profanadora, estas qualificações fazem com que todos tenham medo da fofoca, e se esforcem por manter uma imagem adequada e condizente com os valores impostos por outrem. Valores que visam manter as massas como cordeiros mansos aceitando a pirâmide social, sem questionar e pior contribuindo para sustentá-la, esforçando-se para subir nela ou ansiando por uma próxima reencarnação com um melhor “pedigree”.

Realmente a pessoa original, natural, intensa é mundana, só ela esta no mundo de verdade, os demais vivem dentro de um faz de contas em busca do reinado da segurança. Um mundinho artificial e barulhento.

O prazer liberta, a dança nos enriquece interiormente, a vida livre e solta acompanhando o compasso, o ritmo da musicalidade da natureza, nos faz plenamente mais satisfeitos com nossa realidade interior e com desejo de compartilhar e amar sem hierarquias, e isto não enche os cofres, não enche as igrejas, não proporciona busca incansável de bens de consumo que prometem êxtases divinos, promessa que nunca é cumprida!

Em síntese feliz você consome menos, ponto.

Se a sua vida é uma eterna dança de celebração, se você esta satisfeito, enamorado, se você experimenta o orgasmo da existência, e apaixonado beija as flores do campo assim como o beija-flor que livre vive a voar, você esta vivendo, vou repetir, você esta vivo!

E se você considerar-se vivo, como você gastará uma fortuna em comprimidos e drogas legalizadas e também as ilegais?Aliás, consideradas ilegais porque não existem impostos e taxas para engordar os cofres de poucos, mas servem a outros propósitos que invariavelmente vão render boas quantias de vil metal!

Se sua vida é gratidão, dança, amor, liberdade você esta vivo, repetirei isto incansavelmente, pois a promessa do mestre é vida abundante, o amor nos convida a viver com abundancia e prosperidade, e com simplicidade tudo fica mais simples.
Sério, melhor, sério não, brincadeira, se sua idéia sobre abundancia e prosperidade for o de acumular, você nunca estará suficientemente pleno, mesmo porque, a cada dia inventa-se uma bugiganga nova “indispensável para a vida”, as necessidades básicas vão sendo assomadas por variadas tecnologias e objetos sem valor intrínseco a vida. O básico já não é tão básico assim.

O que faz a vida plena é o sentido que damos a ela, encontre o seu sentido de viver (cada um tem o seu) e você terá encontrado uma fonte inesgotável de felicidade, abundancia e prosperidade, e então será fácil, celebrar e dançar, amar e viver.

Amar é viver, e quem não esta amando, esta morto, só falta enterrar.

Sim eu dancei, com toda alegria e gratidão, eu danço!

Vajrananda (Diógenes Mira)

*O sonho da casa própria e do modelinho papai+ mamãe+filhinhos, é um embuste e mantém o jogo de poder piramidal, comunidade é a resposta dentro e principalmente fora das grandes cidades.

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Este post é minha homenagem ao amigo Diógenes Mira que colocou esse texto na comunidade "Ayahuasca Brasil" no dia 12 de Março de 2009. Felicitações Diógenes.... Continuemos dançando...


http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=66491&tid=5447542046440532083&start=1
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Torne-se um lago !

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – disse o rapaz.

– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.

– Não – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

(conto zen)
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Qual a diferença entre ilusão e delusão?

São dois conceitos realmente diferentes, veja:

Ilusão: Você vê e sabe que é, ex: cinema é uma ilusão de ótica, você sabe como funciona (24 quadros por segundo etc...). Existe uma realidade subjacente da qual você tem conhecimento, você pode escapar dela por mero raciocínio.

Delusão: Você vê mas não consegue perceber a realidade subjacente. A delusão engana a experiência e impede qualquer outro raciocínio. Ex: Uma pessoa "vê" um fantasma, era um fogo de santelmo mas ela corre e se desespera, mesmo que se explique a pessoa não consegue se acalmar. A realidade que vemos é assim, mesmo que expliquemos que são nuvens de átomos, impermanentes, interdependentes, a ilusão nos toma completamente e não conseguimos nos livrar dela, é o caso do EU, você sabe que é construído, mas não adianta, ele está sempre tomando conta de você. Isto é delusão, é muito mais seriamente enganador.

Monge Genshô.

Fonte: www.chalegre.com.br/zendo/

A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente.
Albert Einstein.
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terça-feira, 9 de março de 2010

DOIS DIAS

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ZEN - A VIDA DO MESTRE DOGEN ZENJI


Baseado na vida de Dogen Zenji (19 de Janeiro de 1200 – 22 de Setembro de 1253), um professor japonês de Zen Budista, fundador da escola Zen de Soto e filósofo importante. Abrir mão de tudo, rendendo-se ao fluxo da natureza e somente sentando-se em meditação. Isto é a essência do Budismo Zen de Dogen. No 13º século, Dogen, um jovem monge japonês viajou à China, determinado a encontrar seu verdadeiro mestre. Lá ele encontrou um monge que lhe ensinou que a meditação Zen é o verdadeiro e único caminho à iluminação. Voltando, esclarecido, ao Japão, Dogen arriscou a sua vida para divulgar o Budismo Zen, inspirando milhões de budistas que praticam ao redor do mundo hoje.

Título original: Zen
Diretor: Banmei Takahashi's
Língua original: Japonês
Duração: 127 min.

 O filme ambientado no Japão e na China, foi lançado em 10 janeiro de 2009. Retrata a vida do mestre zen budista Dogen Zenji (1200-1253 DC), durante o turbulento período Kamakura. Os pais de Dogen morreram quando ele ainda era muito jovem, e o desejo final de sua mãe era que ele se tornasse um monge e trabalhasse para o bem-estar de todos os seres. A experiência de ter perdido seus pais, deu uma visão especial a Dogen para a natureza fugaz da vida e desencadeou a sua busca pela iluminação. Ele viajou para a China e treinou para se tornar um mestre budista, mas quando retornou ao Japão para difundir o que ele aprendera como uma forma nova de budismo, foi recebido com muita resistência e repressão.


Assisti ontem a noite esse auspicioso filme sobre a vida do Mestre Dogen e confesso que me tocou profundamente aumentando ainda mais meu respeito pelo Budismo e pelos ensinamentos de Buddha. É realmente um filme tocante e recomendo a todos.


Trailer no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=94n2hDg-vTg
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sábado, 6 de março de 2010

UN PAR DE ALAS

Urgentemente
necesito un par de alas.

Ya vinieron los cuerpos amantes 
y las manos amigas 
para sofocar esta llama fría 
de angustia.

Ahora necesito un par de alas 
delirantes y veloces
           para estrellar la razón              
en el acantilado más duro del mundo.

Si he de morir 
que no sea lentamente
ni sobre el asfalto 
ni bajo el cemento asesino.

Que no sea entre los humanos       
a los que mi irracionalidad ha abandonado.

Si he de morir 
que sea en el riesgo 
del último vuelo desesperado,
¡oh Icaro!
hacia lo Inefable.

Dokushô Villalba
Sevilla, 1976
durante un ataque de romanticismo juvenil.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

É ASSIM QUE SE GANHA !

O que segue a baixo é um diálogo extraído do filme ROCKY BALBOA (de 2006), 6o. filme da série, interpretado pelo ator Sylvester Stallone.
Nesta cena, o filho chama o pai para uma conversa.
O motivo é que Rocky (Sylvester Stallone) resolve mais uma vez lutar e, o filho se “preocupa”, não tanto em o pai se tornar uma vergonha, caso perca, mas em ele ser visto por todos como uma vergonha.
Acompanhe o diálogo e veja que por muitas vezes é exatamente assim que agimos com o nosso (Pai), Deus.

(filho)
- Sabe, conviver com você não tem sido fácil. As pessoas me vêem, mas pensam em você; com tudo isso, será pior do que nunca.
(Rocky)
- Não precisa ser.
(filho)
- Claro que precisa.
(Rocky)
- Você tem muitas coisas.
(filho)
- O quê? Meu sobrenome? É por isso que consegui o trabalho decente, é por isso que as pessoas me dão atenção. Agora que consegui algo sozinho, acontece isso. Estou pedindo o favor de não fazer isso. Certo? Vai acabar mal para você e para mim.
(Rocky)
- Isso te incomoda?
(filho)
- De certa forma, sim.
(Rocky)
- Nunca quis isso.
(filho)
- Não é sua vontade, mas as coisas são assim. Não se importa com o que dizem?
Não se incomoda em virar uma piada e que eu seja incluído nisso?
Acha que isso está certo? Acha?
(Rocky)
Não vai acreditar, mas você costumava caber aqui (na mão).
Eu dizia para sua mãe:
“Ele vai ser a melhor pessoa do mundo”. “Ele vai ser melhor do qualquer um”.
E você cresceu bom e maravilhoso.
Foi ótimo assistir, cada dia foi um privilégio.
Quando chegou a hora de virar homem e ganhar o mundo, você foi.
Mas em algum lugar, você mudou. Deixou de ser você. Você se deixou convencer de que não é bom. E quando a coisa apertou, começou a procurar algo para culpar, como uma grande sombra.
Vou dizer algo que já sabe:
O mundo não é feito de arco-íris. É um lugar ruim e duro, e não importa o quão forte seja, vai colocá-lo de joelhos e vai deixá-lo lá. Ninguém vai bater mais forte do que a vida, mas não importa como bate, e sim o quanto agüenta apanhar e continuar tocando. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha.
Se tem valor, busque o que é digno de você.
Tem que estar disposto a apanhar, e não levar dedo na cara, dizendo que não é o que deseja por causa de ninguém. Covardes fazem isso.
Você não é assim, é melhor que isso.
Sempre vou amar você de qualquer jeito, não importa o que aconteça. Você é meu filho e é meu sangue. É a melhor coisa da minha vida, mas até acreditar em si mesmo, não terá uma vida.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

CAMINHO DO MEIO

Ser justo, mas com amor.

Amar, mas sem aprisionar.

Amparar, mas sem fazer pelo outro o que ele deve fazer por si mesmo.

Ajudar, mas sem tirar do outro o direito de escolher seu próprio caminho.

Perdoar, mas sem ser conivente com o mal.

Esquecer o mal, mas sem ser indiferente a ele.

Ser pacífico, mas não passivo diante dos acontecimentos.

Cultivar a não violência, mas sem violentar a si mesmo.

Lutar com coragem de enfrentar os próprios limites, mas também de reconhecer as próprias fraquezas.

Servir ao dever, mas sem ser oprimido por ele e sem escravizar-se por coisa alguma.

Viver com prazer, mas não viver em função dele.

Ser simples e humilde, mas não descuidar-se de si mesmo.

Crer em Deus, mas sem atribuir a Ele aquilo que nos compete.

Cultivar a fé, mas sem abdicar da razão.

Caminhar com equilíbrio, eis o nosso maior desafio.

Sem equilíbrio, tombamos sempre...

...para um lado... ... ou para outro.



Amor-Sabedoria

Bondade-Justiça

Sentimento-Razão

Harmonia



Extraído do Jornal Mundo Zen - www.mzen.com.br

(autor: Alexandre Paredes)
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