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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eu Sou Nuvem Passageira

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

(refrão)
      Eu sou nuvem passageira
      Que com o vento se vai
      Eu sou como um cristal bonito
      Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

Refrão

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Refrão

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.

ah ah
ah ah

Sou um castelo de areia na beira do mar.

——————————
Hermes Aquino
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O que é Zen ?

“Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.”
Monja Coen Sensei

“Zen significa entender a si mesmo completamente e então ajudar nosso mundo. Os seres humanos sofrem por não compreenderem a si mesmos. Temos forte tendência a nos identificar com nossos desejos e ódio, nossos gostos e aversões. Assim criamos sofrimento para nós mesmos e para os outros seres com quem compartilhamos nosso planeta. O Zen utiliza técnicas básicas de meditação para nos ajudar a retornar a nossa natureza original, a nosso ser amoroso e compassivo. Quando nossas mentes se acalmam, nossa natureza original se revela e nos permite viver uma vida útil com clareza, momento a momento.”
Escola Zen Kwan Um

“A prática Zen não é simplesmente ficar sentado numa almofada no zendo, olhando para a parede, acompanhando a respiração, ou trabalhando com um koan. O cerne da prática Zen - e, de fato, de toda prática espiritual - é a perplexidade, o encantamento, a preocupação e o cuidado com a nossa situação humana.”
Mestre Zen Albert Low

FONTE:
http://paramitta.org/site/?page_id=8
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Código de Vida do Rosacruz - Christian Bernard


I - Pela manhã, antes de levantar, agradece ao Deus do teu coração, o novo dia que te é dado viver no plano terreno e pede-lhe que o inspire ao longo desse dia. Depois, de pé e voltado para o Leste, fazer três respirações profundas, concentrando-te na vitalidade, que é despertada em ti mesmo. Feito isto, beber um copo d`água e dar início às tuas tarefas.

II- Apesar das vissicitudes e das provações que a vida comporta, considera-a sempre como o mais precioso bem que o Cósmico outorgou ao ser humano, pois ela é o suporte de tua evolução espiritual e a fonte da felicidade a que aspira. Neste particular, considera teu corpo como o templo de tua Alma e cuida dele o melhor que puderes.

III- Reserva, se possível, em tua casa um lugar para prece, meditação e estudo dos ensinamentos de nossa Ordem. Faze dele o teu oratório particular, o teu Sanctum, e conserva-o livre de toda preocupação e de toda atividade profana.

IV- Antes de cada refeição, dá graças a Deus pela chance que tens de te alimentares, e pensa em todos aqueles que não têm o privilégio de saciar sua fome. Se estiveres sozinho ou na companhia de outros membros da Ordem, coloca as mãos sobre o alimento, com as palmas voltadas para baixo, e fazendo mentalmente, ou em voz alta, a invocação simbólica: “Que este alimento seja purificado e magnetizado pelas vibrações que emanam de minhas mãos, a fim de que ele supra as necessidades do meu corpo e da minha alma. Que todos aqueles que têm fome estejam associados a esta refeição e participem espiritualmente de seus benefícios. Assim Seja!”

V- Sabendo que o objetivo de todo ser humano é de se aperfeiçoar e de se tornar melhor, faze constantes esforços para despertar e expressar as virtudes da Alma que o anima. Ao faze-lo estarás contribuindo para tua evolução e servindo à causa da humanidade.

VI- Durante o dia, isola-te por alguns instantes, de preferência no Sanctum, e irradia pensamentos de amor, harmonia e saúde para toda a humanidade, em particular para todos aqueles que estejam sofrendo, física ou moralmente. Pede também a Deus que os ajude em todos os aspectos e os preserve o quanto possível das tribulações da vida.

VII- Comporta-te de tal maneira que todos aqueles que compartilham de tua vida ou vivem em teu contato, sintam em teu exemplo o desejo de se assemelharem contigo. Guiado pela voz de tua consciência, que tua ética seja a mais pura possível e que tua preocupação primeira seja sempre de pensar bem , falar bem e agir bem.

VIII- Sê tolerante, defendendo o direito à diferença. Nunca uses a faculdade do julgamento para censurar ou condenar a outrem, pois tu não podes ler os corações e as almas. Considera os outros com benevolência e indulgência, atento para o que haja de melhor neles.

IX- Mostra-te generoso para com aqueles que estejam passando necessidades ou que sejam menos favorecidos do que tu. Todo dia procura realizar pelo menos uma boa ação para outrem. Seja qual for o bem que faças a alguém, não te vanglories disso, mas agradece a Deus o ter permitido contribuir para o seu bem-estar.

X- Sê moderado em teu comportamento e evite os extremos em tudo. Demonstra temperança, seguindo o reto caminho do meio em toda circunstância.

XI- Se ocupas um cargo de poder, não te glorifiques disso, nem te deixes arrebatar pela influência que esse cargo te permita exercer. Nunca o empregues para forçar alguém a fazer coisas que reprovas ou que sejam injustas, ilegais ou imorais. Assume-o com humildade, colocando-o a serviço do bem comum. 

XII- Escuta os outros e fala com o devido conhecimento de causa. Se tiveres de fazer uma crítica, faze com que ela seja construtiva. Se te pedirem opinião sobre um assunto que desconheças, admite humildemente tua ignorância. Nunca te permitas recorrer à mentira, à maledicência ou à calúnia. Se ouvires declarações maldosas a respeito de outra pessoa, não as reforce com a tua condescendência. 

XIII- Respeita as leis do teu país e te esforces para ser um bom cidadão. Lembra-te sempre de que é na evolução das consciências que se encontra a chave do progresso humano.

XIV- Sê humanista e considera a humanidade inteira como tua família. Além de tua raça, de tua cultura e de tuas crenças, todos os seres humanos são teus irmãos e irmãs. Merecem, por conseguinte, o mesmo respeito e consideração.

XV- Considera a natureza como o mais belo santuário e a expressão da Perfeição Divina na Terra. Respeita a vida em todas as suas formas, vendo os animais como seres, não apenas seres vivos, mas igualmente conscientes e sensíveis.

XVI- Sê sempre um livre pensador. Reflete por ti mesmo, nunca pensando conforme a opinião dos outros. Além disso, dá a todo mundo a liberdade de pensamento; não impões as tuas idéias a outrem e considera sempre que elas são susceptíveis de evoluir.

XVII- Respeita as crenças religiosas ou filosóficas, desde que não atentem contra a dignidade humana. Não apóies nem abones o fanatismo ou o integrismo, em qualquer que seja a forma. Na maneira de viver tua fé, cuida para não seres dogmático ou sectário.

XVIII- Sê fiel às tuas promessas e aos teus compromissos. Quando deres tuia palavra, atribui-lhe um caráter sagrado e compromete tua honra através dela. Se tiveres de prestar juramento, faze-o pensando na Rosacruz, símbolo do seu ideal ético, e lembra-te de que toda mentira de tua parte traz conseqüências cármicas. Com efeito, se é possível enganar os teus semelhantes, ninguém pode se subtrair à Justiça Divina.

XIX- Se teus meios o permitirem e o desejares, traze teu apoio material à Ordem, a fim de ajuda-la em suas atividades e contribuir para sua perenidade.

XX- Como o objetivo da Ordem é contribuir para a elevação das consciências e transmitir seu ensinamento secular, sabe estar disponível para apresentar seus ideais e sua filosofia àqueles que estejam em busca de conhecimento, sem jamais tentar convence-los.

XXI- Nunca deixes alguém supor que os membros da Ordem são sábios e detentores da verdade. A quem te perguntar, apresenta-te antes como um estudioso ou um buscador da Sabedoria. Nunca pretendas ser um Rosacruz, e sim um neófito em via de aperfeiçoamento.

XXII- À noite, antes de adormecer, faze um balanço do dia que estarás terminando, vendo o que foi construtivo ou não. Em tua alma e consciência, julga o que pensaste, disseste e fizeste ao longo desse dia. Tira disso lições úteis para tua evolução espiritual, tomando boas resoluções. Feito isto, irradia pensamentos positivos para toda a humanidade e depois confia tua Alma a Deus.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Kung-An (Koan) e Sua Função

Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh Zen Keys - A Guide to the Zen Practice. Parallax Press
Capítulo III - The Cypress in the Courtyard
(Tradução Samuel Cavalcante)

Diz-se existir aproximadamente 1.700 declarações ou conversas curtas entre Mestres Zen e seus discípulos que são usadas como kung-an (japonês: koan; vietnamita:cong an). Poderia-se entender um kung-an como um tema para meditação, mesmo que não seja exatamente um tema. A palavra chinesa kung-an significa "documento oficial ou jurídico", documento de valor oficial. Ao invés de kung-an, às vezes, usamos a expressão co tac (kou tso) ou thoai dau (hua t'ou) que significam, respectivamente, "formatos clássicos" e "a essência de uma conversação". No Zen, os praticantes usam o kung-an como tema para meditação até o despertar de suas mentes. Existe uma grande diferença entre um kung-an e ma questão de matemática - a solução do problema de matemática está incluída no próprio problema, enquanto que a resposta para o kung-an está na vida do praticante.

O kung-an é um instrumental no trabalho do despertar, assim como uma enxada é um instrumento útil para se trabalhar o solo. O que é realizado a partir desse trabalho no chão depende não somente da enxada, mas da pessoa que está trabalhando. O kung-an não é um enigma a ser resolvido; por isso não podemos dizer exatamente que de um tema ou assunto para meditação. Um kung-an é apenas um meio hábil de ajudar um praticante a atingir seu objetivo. o kung an esteve muito em moda durante a dinastia T'ang na China. Cada praticante do Zen trabalhava em um kung-an. Antes desse período, Mestres Zen não o utilizavam. Podemos, portanto concluir que o kung-an não é indispensável à prática d Zen. São meios hábeis criados pelos Mestres Zen para ajudar os estudantes que trabalhavam sob sua direção. Um kung-an pode ser também um obstáculo ao despertar do praticante que acha que a verdade está escondida no kung-an e pode ser interpretada em termos conceituais.

Hakuin, um mestre japonês da seita Zen Rienzai, costumava questionar os seus discípulos: "como é o som de uma só mão batendo palmas?". Isto é um kung-an. Alguém reflete; alguém quer saber como é o som emitido por uma só mão. Existe um significado profundo escondido nesta questão? Se não, por que Hakuin a elaborou? Se existe, como podemos encontrá-lo? Como um trem que está sempre olhando para os trilhos à sua frente e corre adiante, nosso intelecto tenta logo estabelecer princípios lógicos, enquanto se engaja na busca da verdade. De repente, os trilhos são removidos. Nossa energia de hábito ainda tenta estabelecer trilhos imaginários para que o trem do intelecto possa continuar adiante, mas observe! Continuar desse jeito é cair no abismo!

"Qual é o som de uma mão?" Tal questão é o machado que corta a linha do trem - que destrói o hábito de conceptualização em nós. Se o fruto está maduro, se nosso espírito está bem preparado, a pancada desse machado será capaz de nos liberar das amarras que nos ataram por tantos anos a este mundo , onde vivemos "como cadáveres", e nos levar ao coração da realidade viva. Mas se não estivermos prontos para recebê-lo, continuaremos nossa jornada pelo mundo dos conceitos. A questão está bem à nossa frente, "Qual é o som de uma só mão?". Nós especulamos o tanto que pudermos, imaginamos esse famoso "som de uma só mão" de mil maneiras e o que acharmos levaremos ao mestre na esperança de receber sua aprovação. Mas o mestre sempre diz "Não!". Chegamos num impasse, a ponto de perdermos nossa mente e é exatamente neste ponto que o caminho de volta a nós mesmos começa. Nesse momento "o som de uma só mão" pode se tornar um sol que ilumina nosso ser por inteiro.

Hsiang era um discípulo do mestre Po Chang. Ele era inteligente, mas até a morte do seu mestre ele não tinha atingido a Iluminação. Então ele estudou sob a direção do mestre Wei Shan. Wei Shan perguntou a ele: "Como era a sua face antes de seus pais nascerem?". Hsiang Yen tentou responder em vão. Retirou-se para a sua sala, refletiu dia e noite, releu os textos que havia estudado, procurou nas notas que ele mesmo escreveu na época de Po Chang, mas não pôde achar uma resposta. Quando ele se apresentou para Wei Shan, ele lhe disse: "Eu não quero saber quanto conhecimento você adquiriu, eu quero apenas sua visão espiritual. Diga alguma coisa!". Hsiang Yen respondeu: "Eu não sei o que dizer, mestre. Por favor, ensine-me". Mas Wei Shan respondeu: "De que servirá se eu lhe disser a minha própria visão?".

Hsiang Yen ficou desesperado. Ele pensou que seu mestre talvez não quisesse ajudá-lo, então queimou todos os seus livros e foi morar em uma área remota dizendo: "Pra que estudar os textos budistas? Eu quero apenas levar a vidas simples de um monge. Um dia, enquanto preparava o chão para plantar alguns feijões, seus movimentos deslocaram um seixo que bateu numa vara de bambu e fez 'crack' ". Este som fez brotar a iluminação nele. O que Wei Shan chamou "sua face antes de seus pais nascerem" de repente brilhou em sua mente. Wei Shan se recusou a introduzir Hsiang Yen no mundo do intelecto. Ele quis que Hsiang Yen se voltasse para sua própria natureza. A possibilidade do despertar apareceu para Hsiang Yen somente quando ele abandonou as construções do intelecto. O kung-an realizou bem o seu trabalho. Pôs o praticante de volta ao caminho da experiência espiritual e provocou uma crise que desembocou em um despertar real.

O Significado do Kung-An

Discutimos a função do kung-an, mas não seu significado. Um kung-an para ser efetivo, tem que significar algo para a pessoa que o recebe. Quando um mestre propõe um kung-an para um estudante, ele deve ser adequado àquele discípulo. Ele tem que ser um meio hábil.

O kung-an não pode ser apenas uma palavra ou frase aleatória encerrando em si mesma uma contradição para desmantelar a especulação do praticante. Por outro lado, o desejo de decifrar um kung-an pode levar o praticante ao labirinto da reflexão filosófica.

Um kung-an tem significado somente para uma determinada pessoa ou grupo. Este é o princípio dos meios hábeis. Se um kung-an for usado por mais de uma pessoa é somente por que suas condições mentais e psicológicas são similares. O significado do kung-an, portanto, existe somente para aqueles que estão implicados nesta relação e não para outros.

O significado do kung-an não pode ser reduzido a conceitos. É o próprio efeito produzido pelo próprio kung-an na mente daquele que o recebe. Se o kung-an não é adequado para aquele praticante ao qual é destinado, ele perde seu significado, mesmo que ele saia da boca de um grande mestre zen.

Um monge, caminhando pelo mercado, ouviu um açougueiro dizer ao seu cliente "esta carne é de primeira qualidade" e então sua mente despertou. O que o açougueiro disse não significou nada para o monge, mas, por acaso, sua afirmação sobre a carne bateu na mente já madura do monge e produziu um grande efeito. Somente o recém iluminado sabe o significado e o efeito de um kung-an. O açougueiro estava completamente alheio ao que estava acontecendo.

Um mestre deve conhecer bem a mentalidade de seu discípulo para poder propor um kung-an que seja adequado. Quando um ex kung-an, um kung-an já proposto para outra pessoa, é novamente proposto para nós, pode ser que nós mesmos atinjamos a iluminação; tudo o que é necessário é que o kung-an seja adequado para a nossa mente. Se um kung-an não produz efeito sobre nós, pode ser por duas razões: primeiro, o kung-an não é certo para nós; o segundo é que não estamos prontos para recebê-lo. Em todo caso, é necessário permitir que o kung-an possa agir e não fazer esforços usando a dedução e a razão para encontrar nele um significado conceptual.

O kung-an somente tem significado para aquele que está na "esfera das circunstâncias". Se estivermos fora dessa esfera, ele não pode fazer sentido para nós. Quando estamos dentro, ou seja, quando nos encontramos nas mesmas condições daquele para o qual o kung-an foi originalmente proposto, ele pode tornar-se nosso próprio kung-an. Então, podemos somente plantá-lo no solo de nossa vida espiritual e aguá-lo com nossa plena consciência. Um dia, apresentar-se-á a nós a flor do despertar.

fonte:
http://samoockah.blogspot.com/2007/09/o-kung-koan-e-sua-funo.html

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Como ser um Conquistador

1 - PENSE NAS POSSIBILIDADES DA CONQUISTA

AMBIENTE FAVORÁVEL - Alfred A. Montapert disse: “o ambiente que você formar com seus pensamentos, suas crenças, seus ideais e suas filosofias será o clima em que você vai viver”. Se ocupares o pensamento com uma idéia positiva seu ambiente também será favorável.

Robert J. Hastings disse: “os lugares e as circunstâncias jamais garantem a felicidade. É preciso decidir dentro de você mesmo se quer ser feliz. E uma vez tomada a decisão, a felicidade virá com mais facilidade”.

TUDO É POSSÍVEL - Jesus, nosso mestre por excelência, afirmou: “tudo é possível ao que crê (aquele que acredita)”.

Pensar nas possibilidades pode ser aprendido por qualquer pessoa, independente das circunstâncias, temperamento ou inteligência.

VEJA-SE COMO BEM SUCEDIDO - O industrial multimilionário norte-americano, Andrew Carnegie, disse: “o homem que adquire a habilidade de tomar posse completa da sua própria mente, pode tomar posse de qualquer coisa a qual tenha adquirido o direito”. Quando pensamos na possibilidade e vemo-nos como pessoas bem sucedidas, começamos a ser bem-sucedidos.

LIMPE SUA MENTE E NELA CULTIVE O QUE É BOM - Arranque as ervas daninhas da sua mente e aceite o conselho bíblico do apóstolo Paulo: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8 RA).

A VERDADE É CLARA - “nada poderá impedir um homem que acredita na possibilidade de atingir seus objetivos; mas também nada poderá ajudar uma pessoa com um pensamento de que seu objetivo é impossível de atingir” (W. W. Ziege). O nosso pensar determina qual será o tamanho da nossa conquista.

2 - SUPERE OS FANTASMAS QUE AMEAÇAM OS CONQUISTADORES

MEDO DE FRACASSAR – depois da palavra “morte” o “fracasso” seria a palavra menos desejada por uma pessoa. No entanto, podemos tirar proveito de um aparente fracasso. Fracassar é apenas a oportunidade de começar novamente, de modo mais inteligente. O fracasso deve ser nosso professor e não nosso coveiro. Ele pode ser uma demora, mas não a derrota. Ele pode ser um atalho temporário, mas não um beco sem saída.

MEDO DAS CRÍTICAS – é incrível como nos preocupamos com as críticas. Vivemos orientados por uma frase de Jan Spoelman: “em caso de dúvida (ou de não entender), tome como sendo uma ofensa pessoal”.

A maioria dos grandes vencedores foram pessoas que sofreram críticas cruéis, mas perseveraram. Se você tem medo de críticas, concentre-se naquilo que acredita ser a verdade e passe menos tempo preocupando-se com o que os outros pensam a seu respeito. Algumas pessoas sempre terão algo negativo a dizer. Afirmou Lloyd Cory: “é cem vezes mais fácil criticar do que criar”.

MEDO DE ARRISCAR – Walt Disney afirmou: “todos os nossos sonhos podem se tornar realidade – se tivermos a coragem de persegui-los”. Quem quer conquistar precisa ter a coragem de se arriscar. Vá até a ponta do galho – é lá que estão os frutos. Henry Ford em duas tentativas na indústria automobilística o que viu foi a falência, mas na terceira foi bem sucedido.

Douglas MacArtur tinha um sonho que era ingressar na Academia Militar de West Point (USA). Candidatou-se a primeira vez e foi reprovado. Imagine-se no lugar dele. Resolveu candidatar-se novamente e foi reprovado outra vez. Pela terceira vez se candidatou e foi aprovado, tornando-se um dos maiores generais dos Estados Unidos, que comandou os aliados na 2ª guerra mundial.

MEDO DE PERDER A AUTOCONFIANÇA – Se você crer que está derrotado, possivelmente isso se tornará realidade. Muitos vivem uma vida medíocre por temerem perder a autoconfiança. Se você corre o risco de perder a autoconfiança, porque não corrê-lo tentando alcançar o seu melhor? Se tentar e falhar não terá perdido nada. E se conseguir qualquer sucesso sairá melhor com a experiência. Se nunca tentar nunca terá qualquer oportunidade de sucesso.

3 - TENHA ATITUDES POSITIVAS

Alguém afirmou com muita propriedade; “conquistamos não porque somos brilhantes, mas porque continuamos”. Claro que ouvimos muitas palavras contrárias, mas continuamos.

Uma coisa é certa: só poderá continuar aquele que começou. Se você for esperar até ter vontade de agir, nunca agirá. Agindo primeiro, a vontade aparecerá.

Um homem andando em seu jardim encontrou um ninho de passarinho que havia caído e estava destruído por causa de uma tempestade. Ele ficou triste e com muita dó dos passarinhos, mas olhou para cima e percebeu que já estavam construindo um novo ninho num dos galhos da árvore. Já haviam tomado uma atitude positiva.

Um imperador no século XIV (Tamerlão) estava sentindo-se derrotado e seu exército estava disperso. Ele se escondeu numa manjedoura abandonada. Enquanto estava deitado, desesperado e abatido começou a observar uma formiga que carregava um grão de milho (que era muito maior que ela). A formiga fez sessenta e nove tentativas. Sessenta e nove vezes despencou com milho e tudo. Na septuagésima tentativa empurrou o grão por cima do muro. Ele deu um pulo e com um grito colocou-se em pé, dizendo: “eu também triunfarei”. Ele reagrupou seus soldados e pôs o inimigo em fuga. Seu império se estendeu do Rio negro até o Rio Ganges.

CONCLUSÃO:

O que você acha desse caso: Fracassou nos negócios aos 22 anos; candidatou-se a cargo público aos 23 e perdeu; fracassou nos negócios novamente aos 24; foi eleito deputado estadual aos 25; sua namorada faleceu aos 26; foi dominado por uma crise séria de estresse aos 27; candidatou-se aos 29 e foi derrotado; aos 31 foi rejeitado pelo colégio eleitoral; perdeu as eleições aos 34; foi eleito aos 37; perdeu outra eleição aos 39; perdeu para senador aos 46; perdeu para vice presidente aos 47; perdeu outra vez para o senado aos 49; aos 51 foi eleito presidente dos Estados Unidos. Seu nome é Abraão Lincoln – o melhor presidente que os Estados Unidos já teve.

Creia que sua hora chegará !

LEMBRE-SE SEMPRE:

"Não são as perdas nem as quedas que podem fazer fracassar nossa vida, senão a falta de coragem para levantar-nos e seguir adiante" - Samael Aun Weor
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segunda-feira, 30 de junho de 2008

FORRÓ

José Teles
Especial para o JC OnLine

fonte:
http://jc.uol.com.br/blogs/blogsaojoao2008/canais/forro/index.php

Para começo de conversa, não passa de lenda, sem nenhuma sustança, a idéia de que o termo forró vem da expressão "for all". Segundo esta versão, os ingleses que vieram ao Nordeste construir ferrovias, quando faziam bailes, colocavam na porta de entrada uma tabuleta na qual escreviam "for all", ou seja "para todos". Forró seria, pois, corruptela da expressão britânica. Muitos estudiosos, entre os quais o potiguar Luis da Câmara Cascudo, afirmavam que isto não tem o sentido (não exatamente com estas palavras). Primeiro porque os esnobes ingleses nunca foram de se misturar com a cabroeira que trabalhava para eles. Depois, esta cabroeira não sabia ler nem em português, quanto mais em inglês!

Forró vem, não se tem dúvidas, de forrobodó, palavra originária, segundo José Ramos Tinhorão, de Portugal. Significava, tanto no Sudeste, quanto no Nordeste do Brasil, os sambas promovidos pelo populacho. Em 1911, Chiquinha Gonzaga, musicou uma opereta intitulada Forrobodó, de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. A dupla Xerém e Tapuia, em 1937, gravou a primeira música com o termo no título: Forró na roça, de Xerém e Manoel Queiroz, mas era um choro, não o forró formatado alguns anos mais tarde por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Quando Luiz Gonzaga deixou, em 1930, a casa dos pais, no Araripe, povoado de Exu (PE), forró já pertencia ao seu vocabulário, designando os bailes de finais de semana, movidos a oito baixos, zabumba, melê, às vezes triângulo, pífano, cuja trilha eram xotes, arrasta-pés, quadrilhas, rancheiras, marchinha-de-roda.

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, numa tarde de outono, de 1946, no Centro do Rio de Janeiro (na avenida Calógeras, onde o cearense mantinha um escritório de advocacia) arquitetaram o baião, em 1946. A partir da gravação desta composição seminal pelos 4 Ases e 1 Curinga, baião se tornaria por dez anos mania nacional. Mas ainda não era forró. Assim como o frevo até final dos anos 20 significava a folia, não a música que a animava, o forró continuou, até meados dos anos 50, sendo também chamado de samba, o frege, não os estilos musicais que Gonzaga ia incorporando ao seu repertório: xenhenhem, xaxado, rojão, coco, embolada, samba de latada, torrado, xamego, xerém, balaio, balanceio (criação do cearense Lauro Maia, cunhado de Humberto Teixeira). Não apenas incorporando, mas disseminando a música pelo Nordeste, onde virou ídolo, e influenciou dezenas de músicos a seguirem seus passos.

Um destes seguidores de Gonzagão chamava-se Zito Borborema, um paraibano que, em 1955, começou a fazer apresentações como Zito Borborema e seus Cabras da Peste. Em 1958, Zito Borborema seria mais um dos protegidos de Luiz Gonzaga, que o incentivou a formar com Dominguinhos e Miudinho o Trio Nordestino, que teve pouco tempo de vida com estes integrantes (no mesmo ano, os baianos Coroné, Cobrinha e Lindú pediriam autorização à dona Helena Gonzaga, para usar o nome do trio). Antes, em 1956, Zito Borborema entraria para a história da música nordestina ao gravar o primeiro disco (um 78rpm) que trazia no selo o nome forró como gênero na música Forró no Alecrim. Por esta época forró já deixara de significar a festa para ser o coletivo que abrigava os vários estilos musicais espalhados pelo Nordeste, que tanto podia ser instrumental, quanto cantado, tendo como característica principal o tripé: sanfona, zabumba e triângulo, consagrado por Luiz Gonzaga.

Esta era a instrumentação básica, mas raramente o forró gravado se limitava a ela. O pífano, a tuba, violão, com ênfase na baixaria, enriqueciam os discos do gênero. Em 1955, Jackson do Pandeiro incorporaria mais um estilo ao forró, o rojão, numa composição do pernambucano Edgar Ferreira, Forró em limoeiro. O paraibano, mais adiante, já no Rio de Janeiro, definiria seu estilo próprio, com um fraseado vocal, e um senso rítmico que até a atualidade influencia cantores e cantoras. Valia-se igualmente do uso de todo e qualquer instrumento que desse um colorido à sua música: de metais a violino. Também da Paraíba, viria Marinês (uma pernambucana de São Vicente Férrer, cuja família mudou-se, quando ela ainda era criança, para Campina Grande). Mais uma protegida de Luiz Gonzaga, Marinês formaria com este, mais Jackson do Pandeiro a santíssima trindade do forró, O Rei do Baião, o Rei do Ritmo, e a Rainha do Xaxado.

Nos anos 60, forró era tudo que fosse chamado de forró. Abdias, um paraibano, que foi um dos maiores tocadores da história dos oito baixos, marido de Marinês, incluía em seus discos, além dos estilos embutidos dentro do coletivo forró, também frevos e choros. Em meados dos anos 60, Abdias especializou-se no samba de latada, de letras passionais (que hoje seria chamada de brega), acompanhado de um regional (pandeiro, violão de sete, violão, cavaquinho) mais os instrumentos tradicionais do forró. Nos discos gravados no Recife, nos anos 60, na gravadora Rozenblit, era muito comum se ouvir tuba, clarinete, e pífano, ao lado de sanfona, triângulo e zabumba, acompanhando Jacinto Silva, Genival Lacerda, ou o Coroné Ludugero, nome artístico do pernambucano Luis Jacinto, humorista e forrozeiro, verdadeira lenda nordestina, falecido precocemente num desastre aéreo em 1970, no Pará. Luiz Gonzaga, mais uma vez inovaria o forró, no início dos anos 70, ao incorporar ao seu instrumental a detestada guitarra dos conjuntos de iê-ê-iê, fustigados por ele em Xote dos cabeludos (dele e José Clementino) em 1967, no auge da Jovem Guarda.

O que é forró? O alagoano Jacinto Silva responde a pergunta: "Forró é poeira, é simplicidade. Forró é uma seqüência de ritmos nordestinos: xaxado, coco de roda, marchinha de roda, baião, xote... Esses ritmos todos é que significam o forró".

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Clique prá ouvir e conhecer os ritmos abaixo:
xenhenhem, xaxado, rojão, coco, torrado, xamego, xerém, balaio, balanceio
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domingo, 22 de junho de 2008

Conhecimento e Sabedoria

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.

O mestre disse-lhes:

Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé.Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.

No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte.

Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.

O outro subia naturalmente a montanha. Quando chegaram ao topo um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.

Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega:

- Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?

O companheiro respondeu:

- Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão.

É comum que se confunda Conhecimento com Sabedoria, mas essas são coisas bem diferentes.Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.

O Conhecimento é o somatório das informações que adquirimos, é a base daquilo que chamamos de Cultura.

Podemos adquirir Conhecimento sem sequer vivermos uma experiência fora dos livros e das aulas teóricas.

Podemos nos tornar Cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca.

Já a Sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos.

Para se ser Sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.

É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação.

Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado.

Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo.

E isso não parece ser uma atitude muito sábia.Então, sejamos Sábios :vivamos,amemos ecompartilhemos o que há em nossos corações!

E que saibamos cozinhar nossos feijões!!!

Autor: Desconhecido
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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Borboletas

O Segredo não é correr atrás das borboletas.

É cuidar do jardim para que elas venham até você.

(Mário Quintana)
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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Oito versos que transformam a mente

Certa vez Geshe Chekawa, um monge tibetano que dominava inúmeros ensinamentos de diversas escolas, se deparou com uma tira de papel contendo um trecho de duas linhas e se maravilhou:
"Ofereça o ganho e a vitória aos outros.
Tome a perda e a derrota para si mesmo."
Então, procurou até encontrar um mestre nessas instruções: Sharawa, discípulo de Geshe Langri Thangpa (mestre Kadampa do século XII, o autor da prática). Ao questioná-lo sobre a natureza daquelas linhas, teve a resposta:

"- Goste ou não desse ensinamento, você só pode
dispensá-lo
se não quiser alcançar o Estado de Buda."
Sharawa aceitou Chekawa como discípulo e o instruiu durante anos nessa prática que era a sua principal, denominada “Os Oito Versos que Transformam a Mente” (ou “Os Oito Versos de Langri Thangpa”). Após 6 anos de treinamento constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo. Os oito versos são:

1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

As oito preocupações mundanas são:

1. Gostar de ser elogiado
2. Não gostar de ser criticado
3. Gostar de ser feliz
4. Não gostar de ser infeliz
5. Gostar de ganhar
6. Não gostar de perder
7. Desejar ser famoso
8. Não gostar de ser ignorado
Esse texto foi ensinado por S.S. o Dalai Lama no Brasil em abril de 2006, no templo Zu Lai, em Cotia (SP). Confira um ensinamento completo de S.S. sobre esses versos em seu site oficial.

E esse post foi inteiramente copiado do blog: Samsara
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Combater a Preguiça

Diligência é a força vital da prática espiritual.

Shakyamuni se tornou o Buda por perseverar por três éons, e renasceu 71 vezes como um grande rei pronto a sacrificar tudo para receber os ensinamentos do Dharma.

O fruto do mérito que ele adquiriu através desses esforços é o poder extraordinário de suas bençãos.

Também foi através do esforço constante que Jetsun Milarepa, o arquétipo do praticante determinado, e todos os outros grandes mestres realizados foram capazes de se iluminar.

Um meditador incapaz de ter diligência, como um rei sem guarda-costas, é um alvo fácil para os inimigos: preguiça e emoções negativas.

A batalha pela liberação está para ser perdida. Coloquem a armadura da diligência sem demora e combatam a indolência.

(Dilgo Khyentse Rinpoche, em "The Hundred Verses of Advice")

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Divina Presença

Tu derramaste o vinho do poder
Em minha pobre taça, tão vazia,
E onde era deserto e nada havia
Fizeste um oásis pleno florescer.

Tu me inspiraste o belo e o bem-querer
Ao me emprestar o dom da poesia.
Tu és a perfeição! És a harmonia!
Senhor do céu, da Terra... e do meu ser!

Tua presença, Eu Sou, além do estudo,
É Abençoada luz que está em tudo:
No firmamento, além... e está em nós.

Ao sussurrar, contrito, a minha prece,
É quando mais te sinto e mais parece
Que escuto, ó Bem-Amado, a tua voz!

(Marcelo Henrique)
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terça-feira, 10 de junho de 2008

Prosperidade

Se você quer um ano de prosperidade:
Cultive trigo!

Se você quer dez anos de prosperidade:
Cultive árvores!

Se você quer cem anos de prosperidade:
Cultive pessoas!

(Provérbio Chinês)

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

E tu como tá?


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A Idéia - Augusto dos Anjos

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

(Augusto dos Anjos)

Sempre gostei desta poesia, em especial porque ela explica com palavras 'aquilo' que não conseguimos explicar com 'palavras', como aquela experiência mística transcendental, seja na meditação, na força da hoasca, ou na vivência com a sangha.
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Faróis e Facilitadores

"O farol fica ancorado no rochedo, não importa onde estiver construído. Às vezes, o farol é reconstruído em outras regiões quando as condições se modificam - o mesmo farol, mas sempre ancorado no rochedo. O farol está ali para fazer uma coisa, fazer brilhar a luz. O propósito da luz muitas vezes varia. Às vezes é uma advertência, às vezes está lá para chamar a atenção e às vezes está ali para guiar. Seja qual for a finalidade, está sempre ancorado no rochedo. Um farol "sabe" algo que os outros não sabem: sabe onde se encontram os arrecifes, onde estão as dificuldades e está ali para guiar os navegantes ao largo destas coisas. Quando a luz consegue ajudar os navios a entrar com segurança no porto, o farol se rejubila! Porém, quando isto acontece, o farol não vai fazer uma festa com o capitão do navio. Em vez disso, o farol sente uma alegria silenciosa e continua fazendo brilhar sua luz. A maioria dos capitães que chegam com segurança ao porto graças à luz do farol nunca conhece o farol de perto. O farol não publica uma declaração contando aos outros que salvou um navio. Ele fica calado e continua, freqüentemente sozinho, ancorado no rochedo. Pelos navios que não buscam o farol e se estatelam nas rochas, o farol pode entristecer. Mas o farol não vai salvar o navio. O farol não é responsável pelos que acabam nos recifes! O farol não entra em depressão por causa do acontecido e se desmantela por causa do navio que não procurou a luz. Não! Em vez disso, o farol tem um único propósito, o de fazer brilhar a luz, fazer brilhar a luz e fazer brilhar a luz. O que estou dizendo, especialmente aos faróis entre vocês, é o seguinte: na Ayahuasca vocês receberão dádivas como um farol. Talvez já tenham ouvido isto, mas vou dizer novamente que vocês não devem assumir responsabilidade por quem não deseja. Não se responsabilizem por aqueles que não se curarem. E não se responsabilizem pelos que se curarem. Celebrem os que se curarem. Chorem pelos que não se curarem, mas não assumam responsabilidade por nada, a não ser pela integridade da luz que vocês emitirem. Façam brilhar a luz e fiquem a postos. Continuem a se ancorar num rochedo de sabedoria, e realizem a manutenção constante da pureza da luz por vocês exibida. Seu farol pode ir a qualquer lugar, mas certifiquem-se de que, onde quer que vocês decidam parar, ancorem novamente no rochedo e façam brilhar, intensa, a luz. É importante que ouçam isto agora, pois serão trazidas a vocês muitas pessoas que jamais teriam batido à sua porta. Muitos serão atraídos por sua porta. Muitos serão atraídos por sua luz. Como filantropos que são, pessoas que querem o melhor para todos, vocês talvez achem que devem ter êxito com todos, que todos os navios devem ficar seguros. Lembrem-se de uma coisa: curadores não curam - curadores equilibram. É a opção da pessoa que procura vocês, pronta para ser tratada, que encerra o poder. Vocês são facilitadores. Ancorem-se e façam brilhar sua luz. É aí que fica a integridade. "E se eu fizer brilhar minha luz e ela afetar outra pessoa? Isso não interfere com a livre escolha? Se não se trata de trabalho evangelizador, eu não interrompi as vidas delas? Como isso funciona?" Vejam bem: um farol não é preventivo, não discrimina, não faz evangelização, não doutrina. Simplesmente brilha. Digamos que vocês entrem numa sala escura onde é difícil enxergar. Outras pessoas presentes na sala estão simplesmente andando numa sala escura, fazendo o que podem. Como faróis que são, vocês fazem brilhar a luz na direção delas e de repente... ilumina-se o lugar para onde estão indo. Elas agora têm a opção de enxergar ou não o caminho, ir em outra direção ou rumo que agora está iluminado. E pergunto: vocês interromperam a escolha delas? Não. Em vez disso, vocês silenciosamente lhes deram algumas opções. Alguns poderiam dizer que vocês afetaram suas vidas e eles estariam certos, mas vocês não interferiram. Não coagiram nem incitaram. Só o que fizeram foi ficar ancorados, fazendo brilhar sua luz. Alguns talvez nem mesmo soubessem que vocês estavam lá! É assim que funciona. Há integridade no silêncio. Há integridade na humanidade que respeita a livre-escolha e vontade de cada família humana que vocês conhecem. Existe integridade, portanto, em ser um farol!"

(recebido de um amigo farol)
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A arte do caçador é tornar-se inacessível.

"A arte do caçador é tornar-se inacessível. (...) Ser inacessível significa que você toca o mundo que o cerca moderadamente. Não come cinco codornas; come uma. Não danifica as plantas só para fazer uma churrasqueira. Não se expõe ao vento, a não ser que seja imprescindível. Não utiliza e espreme as pessoas até elas mirrarem e sumirem, especialmente aquelas que você ama. (...) Não estar disponível significa que você propositadamente evita esgotar-se a si e aos outros. Significa que você não está faminto nem desesperado, como o pobre filho da mãe que acha que nunca mais vai comer na vida e então devora toda a comida que pode, todas as cinco codornas! Um caçador sabe que atrairá a caça várias vezes para sua armadilha, de modo que não se preocupa. Preocupar-se é tornar-se acessível sem o saber. E depois que você se preocupa, agarra-se a qualquer coisa, em desespero; e uma vez que você se agarra, é provável que se esgote ou esgote a quem ou o que você estiver agarrando. Disse a D.Juan que, em minha vida diária, era inconcebível ser inacessível. Meu argumento era que, para funcionar, eu tinha de estar ao alcance de todas as pessoas que tivessem alguma coisa a ver comigo. Já lhe disse que ser inacessível não significa esconder-se, nem ser misterioso. Não significa tampouco que você não possa lidar com as pessoas. Um caçador usa seu mundo com parcimônia e ternura, sem considerar se o mundo é de coisas, plantas, animais, pessoas ou poder. Um caçador trata intimamente com seu mundo e, no entanto, é inacessível a esse mesmo mundo. Isso é uma contradição. Ele não pode ser inacessível se está ali no seu mundo, hora após hora, dia após dia. Você não entendeu. Ele está inacessível porque não está espremendo o mundo até este perder a forma. Ele o toca de leve, fica o tempo que precisa, e depois passa adiante rapidamente, quase sem deixar marca."

Carlos Castañeda em Viagem a Ixtlan
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

As Práticas Preliminares - "Ngöndro"

Depois de um ensinamento sobre o Longchen Nyingthig Ngöndro no Vajradhara Gonpa, de 24 a 30 de dezembro de 1998, Dzongsar Khyentse Rinpoche deu esta entrevista à revista Gentle Voice:

"No Vajrayana, é muito enfatizado o conceito de se fazer uma prática preliminar antes de se envolver em coisas mais sérias, como receber iniciações. É algo muito importante a ser fazer no Vajrayana em geral. Então cada uma das escolas do buddhismo tibetano tem práticas fundamentais. Mas gostaria de esclarecer algo aqui. Muitas pessoas pensam que há um conjunto de práticas fundamentais. Mas "fundamento", obviamente, é como quando você compra uma casa; você precisa de um bom fundamento para que qualquer coisa que você construa seja estável, confiável e duradoura. Do mesmo modo, a prática fundamental da qual os buddhistas Vajrayana falam é exatamente o mesmo. É como construir um fundamento para a prática espiritual. Realmente, tudo o que fazemos antes da prática principal é uma prática fundamental, como a compaixão, o lojong ou o treinamento da mente em sete pontos. Ou até mesmo, como você pode ver na história da vida de Milarepa, construir casas, demolir as casas, construí-las de novo, coisas assim, são uma prática fundamental..."

Leia a entrevista completa em:
http://www.dharmanet.com.br/khyentse/ngondro.htm
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terça-feira, 3 de junho de 2008

O Aprendiz - Roberto Justus

Ainda existe vida inteligente na televisão brasileira. A muito tempo venho acompanhando esta série de reality show e a cada vez me surpreendo mais. O que mais me chama a atenção nesse programa é a "aula intensiva" de empreendedorismo, de liderança, de psicologia, de trabalho em equipe, de resolução de problemas, de como fazer e como não fazer as coisas, de ética, etc. Um destaque especial para Roberto Justus, ele tem cada sacada, cada frase, é realmente um show. O melhor de tudo é a sala da reunião ao final do programa. Quem não puder assistir vai a dica: no site indicado abaixo dá prá assistir as salas de reuniões, que também estão disponíveis no youtube. Terças e Quintas as 23:00 hs. na Rede Record.

link do programa na Rede Record: http://www.rederecord.com.br/frameset.asp?prog=119
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Vivendo o Tao - Vivendo no Momento - por: Derek Lin

"Você as vezes se sente incapaz de abandonar fatos do passado, ou de para de se preocupar com o futuro? Quando me sinto assim, eu lembro uma excelente história Zen:

Um dia, andando na selva, um homem encontrou um tigre feroz. Ele correu para salvar sua vida, perseguido pelo tigre.

O homem chegou à beira de um precipício, e o tigre estava quase alcançando-o. Sem opção, ele se agarrou a uma parreira com suas duas mãos, e desceu.

No meio do precipício, olhou para cima e viu o tigre no topo, arreganhando os dentes. Ele olhou para baixo, e viu outro tigre, rugindo e esperando sua chegada. E ficou preso entre os dois.

Em seguida, apareceram dois ratos sobre o precipício, um branco e outro preto. Como se ele não tivesse com preocupações suficientes, os ratos começaram a roer a parreira.

Sabia que se os ratos continuassem a roer, chegaria um ponto em que a parreira não poderia suportar seu peso, causando sua queda. Tentou espantar os ratos, mas eles voltavam e continuavam a roer.

Neste momento, ele observou um morangueiro crescendo na parede do precipício, não muito longe dele. Os morangos pareciam grandes e maduros. Segurando-se na parreira com apenas uma das mãos, com a outra colheu um morango.

Com um tigre acima, outro abaixo, e com os ratos continuando a roer a parreira, o homem comeu o morango e achou-o absolutamente delicioso.

Esta história é sobre viver o momento. Apesar de sua situação desesperadora, o homem escolheu não deixar que os perigos potenciais o paralisassem. Ele continuou capaz de aproveitar o momento e saboreá-lo.

A história está cheia de metáforas. Todos os elementos importantes da história são representações que possuem um significado mais profundo." .......

Leia a explicação completa de Derek Lin no link abaixo, incluindo um complemento de minha autoria:

http://www.universomistico.org/s/vivendo-o-tao-por-derek-lin.html
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Aprenda Idiomas - Didático e Grátis

LIVEMOCHA.COM
Eu sempre gostei de idiomas e recentemente descobri um site fantástico para o aprendizado on-line, totalmente grátis. Aqui em casa todos estamos usando este sistema. É realmente bem didático e muito fácil de usar. Tem Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Japonês, Russo, entre outros. Recomendo!

o link é esse: http://www.livemocha.com/
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Amizade com um Mestre Espiritual

"Há uma história interessante de um grupo de pessoas que resolveu estudar sob a orientação de um grande mestre tibetano. Eles já tinham estudado um pouco com outros mestres, mas se haviam determinado a não poupar esforços para estudar com aquela determinada pessoa. Estavam todos muito ansiosos por se tornarem seus alunos e por isso lhe solicitaram uma audiência, mas o grande mestre não quis aceitar nenhum deles. "Só os aceitarei com uma condição", disse ele: "se estiverem dispostos a renunciar aos seus mestres anteriores." Todos lhe rogaram encarecidamente, declarando o quanto lhe eram devotados, quão grande era a sua reputação e o quanto gostariam de estudar com ele. O mestre, porém, não quis aceitar nenhum, a menos que cumprissem a condição. Finalmente, todos, exceto um, decidiram renunciar aos mestres anteriores, com os quais, de fato, haviam aprendido muita coisa. O guru lhes pareceu muito feliz quando eles assim fizeram e pediu-lhes que todos voltassem no dia seguinte. Mas, quando voltaram, disse-lhes: "Compreendendo a hipocrisia de vocês. Da próxima vez que forem procurar outro mestre, renunciarão a mim. Por isso, fora daqui!" E enxotou-os a todos, menos ao que valorizava o que aprendera antes. A pessoa que ele aceitou já não estava mais disposta a tramas mentirosas, nem a tentar agradar o guru simulando ser diferente do que era. Se você for fazer amizade com um mestre espiritual, terá de agir com simplicidade, abertamente, de modo que a comunicação se estabeleça entre iguais, em lugar de tentar conquistar-lhe a simpatia."
do livro "Além do Materialismo Espiritual" de Chögyam Trungpa Rinpoche.

Essa história me chamou a atenção devido a minha própria vivência de já ter estado em inúmeras linhas de ensinamentos de tipo espiritual/esotérico e também por já ter estado em contado com um bom tanto de mestres, pelos quais guardo grande respeito e consideração.

Hoje, ao estar a frente na liderança do Universo Místico, também considero de grande importância o respeito e consideração pelo histórico que as pessoas trazem ao chegar em nossa sangha.
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