-->

Páginas

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ORAÇÃO DO MATUTO



Ói Deus,
Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô.
Nóis pede dinhero,
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê
E se chove demais
Nóis pede pra pará
Mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amô,
Nóis pede pra casá
Pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz,
Nóis pede pra dislindá os nó
Quando as coisa cumprica
Mode a vida corrê mió.

Quano a coisa aperta nóis reza
Pedindo tudo que farta
É uma pedição sem fim
E quano as coisa dá certo,
Nóis vai na igreja mais perto
E no pé de argum santo
Que seja de devoção
Nóis deixa sempre uns merréis
E lá no cofre da frente
Nóis coloca mais uns tostão.

Mais hoje Meu Sinhô
Bateu uma coisa isquisita
E eu me puis a matutá
Nóis pede, pede e pede
Mais nóis nunca pregunta
Comé que o Sinhô tá
Se tá triste ou tá contente
Se percisa darguma coisa
Que a gente possa ajudá
E por esse esquecimento
O sinhô tem que nos adiscurpá.

Ói Deus, nóis sempre pensa
Que o Sinhô num percisa de nada
Mas tarvez num seja assim
Tarvez o Sinhô percise de mim
Sim, o Sinhô percisa, sim
Percisa da minha bondade
Percisa da minha alegria
Percisa da minha caridade
No trato c’os meus irmão.

Nóis semo seu espêio
Nóis semo a Sua Criação
Nóis num pode fazê feio
Nem ficá fazendo rodeio
Nem desapontá o Sinhô
Nem amargá o seu sonho
Que foi um sonho de amô
Quando essa terra todinha criô.

Ói Deus, eu prometo
Vô rezá de ôtro jeito
Vô pará com a pedição
E trocá milagre por tostão
Tarvez eu inté peça uma graça
Mas antes vô vê direitinho
O que é que andei fazendo de bão.
E se nada de bão eu encontrá
Muito vô me envergonhá
E ainda vô pedi perdão.



retirado do site:
Leia Mais ►

domingo, 24 de janeiro de 2010

EXPERIÊNCIA SOCIALISTA

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo. ‘

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas. ‘ Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”…

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”.
 
Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”.
 
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
 
“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
 
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.  O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro  alguém.   Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

Adrian Rogers, 1931


------------------------

"Eu sou 100% a favor de políticas de distribuição de renda, desde que sejam destinadas a ensinar a pescar e não dar o peixe pronto e cozido"

Luis Pereira (2010)
Leia Mais ►

sábado, 23 de janeiro de 2010

FAZENDA MALUNGA


Hoje estive visitando a Fazenda Malunga, uma das maiores e mais belas fazendas de produção de orgânicos do Brasil. Fica no Distrito Federal, numa área de 129 hectares.

Eu realmente me surpreendi ao ver tudo o que o Joe e sua equipe vem produzindo e assim que possível irei fazer um curso com eles.

Este é o site comercial da Fazenda Malunga:
http://www.malunga.com.br/


E este é o blog do Joe, o idealizador deste projeto:
http://www.blogdojoe.com.br/


E neste link um vídeo do Globo Rural:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1143106-7823-NA+FAZENDA+MALUNGA+CADA+PEDAO+DE+TERRA+RECEBE+TRATAMENTO+INDIVIDUAL,00.html

Espero que gostem... eu adorei !


O Joe é 10 !
Leia Mais ►

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

101%

Prezados Amigos(as) do Universo Místico,

Quem me conhece mais de perto sabe que venho propondo um novo código de vida, onde cada um assuma a responsabilidade de dar mais de sí, superando sempre nossas normais debilidades humanas, rumo a superação de todos os limites, e para isso as vezes comento que temos que encontrar formas de dar mais do que 100%, dar sempre um pouco mais....

Eu posso ! Tu podes ! E juntos, no Amor de Deus, podemos muito mais !

De um ponto de vista estritamente matemático:

O que é igual a 100%?
O que significa dar MAIS que 100%?

Já pensaste sobre aquelas pessoas que dizem estar dando mais do que 100%?

Todos já estivemos em situações em que alguém quer que tu DÊS MAIS DO QUE 100%.

O que achas de ALCANÇAR 101%?

O que se iguala a 100% na vida?

Aqui está uma pequena fórmula matemática que pode ajudar a responder a essas perguntas:

Se

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

for representado como:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26,

se

H-A-R-D-W-O-R-K (trabalho duro)
8+1+18+4+23+15+18+11 = 98%,

e

K-N-O-W-L-E-D-G-E (conhecimento)
11+14+15+23+12+5+4+7+ 5 = 96%,

mas

A-T-T-I-T-U-D-E (atitude)
1+20+20+9+20+21+4+5 = 100%,

ENTÃO, vê aonde o Amor de Deus te levará: 

L-O-V-E-O-F-G-O-D (amor de Deus)
12+15+22+5+15+6+7+15+4 = 101%.

Portanto, pode-se concluir com certeza matemática que:

Enquanto Trabalho Duro e Conhecimento te levarão perto, e Atitude te levará até lá, é o Amor de Deus que te colocará no topo!

Tenha um ótimo dia, um 2010 nota 10 !

E que Deus abençoe o teu trabalho, teu conhecimento e tua atitude!
Leia Mais ►

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eu Sou Nuvem Passageira

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

(refrão)
      Eu sou nuvem passageira
      Que com o vento se vai
      Eu sou como um cristal bonito
      Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

Refrão

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Refrão

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.

ah ah
ah ah

Sou um castelo de areia na beira do mar.

——————————
Hermes Aquino
Leia Mais ►

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O que é Zen ?

“Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.”
Monja Coen Sensei

“Zen significa entender a si mesmo completamente e então ajudar nosso mundo. Os seres humanos sofrem por não compreenderem a si mesmos. Temos forte tendência a nos identificar com nossos desejos e ódio, nossos gostos e aversões. Assim criamos sofrimento para nós mesmos e para os outros seres com quem compartilhamos nosso planeta. O Zen utiliza técnicas básicas de meditação para nos ajudar a retornar a nossa natureza original, a nosso ser amoroso e compassivo. Quando nossas mentes se acalmam, nossa natureza original se revela e nos permite viver uma vida útil com clareza, momento a momento.”
Escola Zen Kwan Um

“A prática Zen não é simplesmente ficar sentado numa almofada no zendo, olhando para a parede, acompanhando a respiração, ou trabalhando com um koan. O cerne da prática Zen - e, de fato, de toda prática espiritual - é a perplexidade, o encantamento, a preocupação e o cuidado com a nossa situação humana.”
Mestre Zen Albert Low

FONTE:
http://paramitta.org/site/?page_id=8
Leia Mais ►

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Código de Vida do Rosacruz - Christian Bernard


I - Pela manhã, antes de levantar, agradece ao Deus do teu coração, o novo dia que te é dado viver no plano terreno e pede-lhe que o inspire ao longo desse dia. Depois, de pé e voltado para o Leste, fazer três respirações profundas, concentrando-te na vitalidade, que é despertada em ti mesmo. Feito isto, beber um copo d`água e dar início às tuas tarefas.

II- Apesar das vissicitudes e das provações que a vida comporta, considera-a sempre como o mais precioso bem que o Cósmico outorgou ao ser humano, pois ela é o suporte de tua evolução espiritual e a fonte da felicidade a que aspira. Neste particular, considera teu corpo como o templo de tua Alma e cuida dele o melhor que puderes.

III- Reserva, se possível, em tua casa um lugar para prece, meditação e estudo dos ensinamentos de nossa Ordem. Faze dele o teu oratório particular, o teu Sanctum, e conserva-o livre de toda preocupação e de toda atividade profana.

IV- Antes de cada refeição, dá graças a Deus pela chance que tens de te alimentares, e pensa em todos aqueles que não têm o privilégio de saciar sua fome. Se estiveres sozinho ou na companhia de outros membros da Ordem, coloca as mãos sobre o alimento, com as palmas voltadas para baixo, e fazendo mentalmente, ou em voz alta, a invocação simbólica: “Que este alimento seja purificado e magnetizado pelas vibrações que emanam de minhas mãos, a fim de que ele supra as necessidades do meu corpo e da minha alma. Que todos aqueles que têm fome estejam associados a esta refeição e participem espiritualmente de seus benefícios. Assim Seja!”

V- Sabendo que o objetivo de todo ser humano é de se aperfeiçoar e de se tornar melhor, faze constantes esforços para despertar e expressar as virtudes da Alma que o anima. Ao faze-lo estarás contribuindo para tua evolução e servindo à causa da humanidade.

VI- Durante o dia, isola-te por alguns instantes, de preferência no Sanctum, e irradia pensamentos de amor, harmonia e saúde para toda a humanidade, em particular para todos aqueles que estejam sofrendo, física ou moralmente. Pede também a Deus que os ajude em todos os aspectos e os preserve o quanto possível das tribulações da vida.

VII- Comporta-te de tal maneira que todos aqueles que compartilham de tua vida ou vivem em teu contato, sintam em teu exemplo o desejo de se assemelharem contigo. Guiado pela voz de tua consciência, que tua ética seja a mais pura possível e que tua preocupação primeira seja sempre de pensar bem , falar bem e agir bem.

VIII- Sê tolerante, defendendo o direito à diferença. Nunca uses a faculdade do julgamento para censurar ou condenar a outrem, pois tu não podes ler os corações e as almas. Considera os outros com benevolência e indulgência, atento para o que haja de melhor neles.

IX- Mostra-te generoso para com aqueles que estejam passando necessidades ou que sejam menos favorecidos do que tu. Todo dia procura realizar pelo menos uma boa ação para outrem. Seja qual for o bem que faças a alguém, não te vanglories disso, mas agradece a Deus o ter permitido contribuir para o seu bem-estar.

X- Sê moderado em teu comportamento e evite os extremos em tudo. Demonstra temperança, seguindo o reto caminho do meio em toda circunstância.

XI- Se ocupas um cargo de poder, não te glorifiques disso, nem te deixes arrebatar pela influência que esse cargo te permita exercer. Nunca o empregues para forçar alguém a fazer coisas que reprovas ou que sejam injustas, ilegais ou imorais. Assume-o com humildade, colocando-o a serviço do bem comum. 

XII- Escuta os outros e fala com o devido conhecimento de causa. Se tiveres de fazer uma crítica, faze com que ela seja construtiva. Se te pedirem opinião sobre um assunto que desconheças, admite humildemente tua ignorância. Nunca te permitas recorrer à mentira, à maledicência ou à calúnia. Se ouvires declarações maldosas a respeito de outra pessoa, não as reforce com a tua condescendência. 

XIII- Respeita as leis do teu país e te esforces para ser um bom cidadão. Lembra-te sempre de que é na evolução das consciências que se encontra a chave do progresso humano.

XIV- Sê humanista e considera a humanidade inteira como tua família. Além de tua raça, de tua cultura e de tuas crenças, todos os seres humanos são teus irmãos e irmãs. Merecem, por conseguinte, o mesmo respeito e consideração.

XV- Considera a natureza como o mais belo santuário e a expressão da Perfeição Divina na Terra. Respeita a vida em todas as suas formas, vendo os animais como seres, não apenas seres vivos, mas igualmente conscientes e sensíveis.

XVI- Sê sempre um livre pensador. Reflete por ti mesmo, nunca pensando conforme a opinião dos outros. Além disso, dá a todo mundo a liberdade de pensamento; não impões as tuas idéias a outrem e considera sempre que elas são susceptíveis de evoluir.

XVII- Respeita as crenças religiosas ou filosóficas, desde que não atentem contra a dignidade humana. Não apóies nem abones o fanatismo ou o integrismo, em qualquer que seja a forma. Na maneira de viver tua fé, cuida para não seres dogmático ou sectário.

XVIII- Sê fiel às tuas promessas e aos teus compromissos. Quando deres tuia palavra, atribui-lhe um caráter sagrado e compromete tua honra através dela. Se tiveres de prestar juramento, faze-o pensando na Rosacruz, símbolo do seu ideal ético, e lembra-te de que toda mentira de tua parte traz conseqüências cármicas. Com efeito, se é possível enganar os teus semelhantes, ninguém pode se subtrair à Justiça Divina.

XIX- Se teus meios o permitirem e o desejares, traze teu apoio material à Ordem, a fim de ajuda-la em suas atividades e contribuir para sua perenidade.

XX- Como o objetivo da Ordem é contribuir para a elevação das consciências e transmitir seu ensinamento secular, sabe estar disponível para apresentar seus ideais e sua filosofia àqueles que estejam em busca de conhecimento, sem jamais tentar convence-los.

XXI- Nunca deixes alguém supor que os membros da Ordem são sábios e detentores da verdade. A quem te perguntar, apresenta-te antes como um estudioso ou um buscador da Sabedoria. Nunca pretendas ser um Rosacruz, e sim um neófito em via de aperfeiçoamento.

XXII- À noite, antes de adormecer, faze um balanço do dia que estarás terminando, vendo o que foi construtivo ou não. Em tua alma e consciência, julga o que pensaste, disseste e fizeste ao longo desse dia. Tira disso lições úteis para tua evolução espiritual, tomando boas resoluções. Feito isto, irradia pensamentos positivos para toda a humanidade e depois confia tua Alma a Deus.
Leia Mais ►

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Kung-An (Koan) e Sua Função

Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh Zen Keys - A Guide to the Zen Practice. Parallax Press
Capítulo III - The Cypress in the Courtyard
(Tradução Samuel Cavalcante)

Diz-se existir aproximadamente 1.700 declarações ou conversas curtas entre Mestres Zen e seus discípulos que são usadas como kung-an (japonês: koan; vietnamita:cong an). Poderia-se entender um kung-an como um tema para meditação, mesmo que não seja exatamente um tema. A palavra chinesa kung-an significa "documento oficial ou jurídico", documento de valor oficial. Ao invés de kung-an, às vezes, usamos a expressão co tac (kou tso) ou thoai dau (hua t'ou) que significam, respectivamente, "formatos clássicos" e "a essência de uma conversação". No Zen, os praticantes usam o kung-an como tema para meditação até o despertar de suas mentes. Existe uma grande diferença entre um kung-an e ma questão de matemática - a solução do problema de matemática está incluída no próprio problema, enquanto que a resposta para o kung-an está na vida do praticante.

O kung-an é um instrumental no trabalho do despertar, assim como uma enxada é um instrumento útil para se trabalhar o solo. O que é realizado a partir desse trabalho no chão depende não somente da enxada, mas da pessoa que está trabalhando. O kung-an não é um enigma a ser resolvido; por isso não podemos dizer exatamente que de um tema ou assunto para meditação. Um kung-an é apenas um meio hábil de ajudar um praticante a atingir seu objetivo. o kung an esteve muito em moda durante a dinastia T'ang na China. Cada praticante do Zen trabalhava em um kung-an. Antes desse período, Mestres Zen não o utilizavam. Podemos, portanto concluir que o kung-an não é indispensável à prática d Zen. São meios hábeis criados pelos Mestres Zen para ajudar os estudantes que trabalhavam sob sua direção. Um kung-an pode ser também um obstáculo ao despertar do praticante que acha que a verdade está escondida no kung-an e pode ser interpretada em termos conceituais.

Hakuin, um mestre japonês da seita Zen Rienzai, costumava questionar os seus discípulos: "como é o som de uma só mão batendo palmas?". Isto é um kung-an. Alguém reflete; alguém quer saber como é o som emitido por uma só mão. Existe um significado profundo escondido nesta questão? Se não, por que Hakuin a elaborou? Se existe, como podemos encontrá-lo? Como um trem que está sempre olhando para os trilhos à sua frente e corre adiante, nosso intelecto tenta logo estabelecer princípios lógicos, enquanto se engaja na busca da verdade. De repente, os trilhos são removidos. Nossa energia de hábito ainda tenta estabelecer trilhos imaginários para que o trem do intelecto possa continuar adiante, mas observe! Continuar desse jeito é cair no abismo!

"Qual é o som de uma mão?" Tal questão é o machado que corta a linha do trem - que destrói o hábito de conceptualização em nós. Se o fruto está maduro, se nosso espírito está bem preparado, a pancada desse machado será capaz de nos liberar das amarras que nos ataram por tantos anos a este mundo , onde vivemos "como cadáveres", e nos levar ao coração da realidade viva. Mas se não estivermos prontos para recebê-lo, continuaremos nossa jornada pelo mundo dos conceitos. A questão está bem à nossa frente, "Qual é o som de uma só mão?". Nós especulamos o tanto que pudermos, imaginamos esse famoso "som de uma só mão" de mil maneiras e o que acharmos levaremos ao mestre na esperança de receber sua aprovação. Mas o mestre sempre diz "Não!". Chegamos num impasse, a ponto de perdermos nossa mente e é exatamente neste ponto que o caminho de volta a nós mesmos começa. Nesse momento "o som de uma só mão" pode se tornar um sol que ilumina nosso ser por inteiro.

Hsiang era um discípulo do mestre Po Chang. Ele era inteligente, mas até a morte do seu mestre ele não tinha atingido a Iluminação. Então ele estudou sob a direção do mestre Wei Shan. Wei Shan perguntou a ele: "Como era a sua face antes de seus pais nascerem?". Hsiang Yen tentou responder em vão. Retirou-se para a sua sala, refletiu dia e noite, releu os textos que havia estudado, procurou nas notas que ele mesmo escreveu na época de Po Chang, mas não pôde achar uma resposta. Quando ele se apresentou para Wei Shan, ele lhe disse: "Eu não quero saber quanto conhecimento você adquiriu, eu quero apenas sua visão espiritual. Diga alguma coisa!". Hsiang Yen respondeu: "Eu não sei o que dizer, mestre. Por favor, ensine-me". Mas Wei Shan respondeu: "De que servirá se eu lhe disser a minha própria visão?".

Hsiang Yen ficou desesperado. Ele pensou que seu mestre talvez não quisesse ajudá-lo, então queimou todos os seus livros e foi morar em uma área remota dizendo: "Pra que estudar os textos budistas? Eu quero apenas levar a vidas simples de um monge. Um dia, enquanto preparava o chão para plantar alguns feijões, seus movimentos deslocaram um seixo que bateu numa vara de bambu e fez 'crack' ". Este som fez brotar a iluminação nele. O que Wei Shan chamou "sua face antes de seus pais nascerem" de repente brilhou em sua mente. Wei Shan se recusou a introduzir Hsiang Yen no mundo do intelecto. Ele quis que Hsiang Yen se voltasse para sua própria natureza. A possibilidade do despertar apareceu para Hsiang Yen somente quando ele abandonou as construções do intelecto. O kung-an realizou bem o seu trabalho. Pôs o praticante de volta ao caminho da experiência espiritual e provocou uma crise que desembocou em um despertar real.

O Significado do Kung-An

Discutimos a função do kung-an, mas não seu significado. Um kung-an para ser efetivo, tem que significar algo para a pessoa que o recebe. Quando um mestre propõe um kung-an para um estudante, ele deve ser adequado àquele discípulo. Ele tem que ser um meio hábil.

O kung-an não pode ser apenas uma palavra ou frase aleatória encerrando em si mesma uma contradição para desmantelar a especulação do praticante. Por outro lado, o desejo de decifrar um kung-an pode levar o praticante ao labirinto da reflexão filosófica.

Um kung-an tem significado somente para uma determinada pessoa ou grupo. Este é o princípio dos meios hábeis. Se um kung-an for usado por mais de uma pessoa é somente por que suas condições mentais e psicológicas são similares. O significado do kung-an, portanto, existe somente para aqueles que estão implicados nesta relação e não para outros.

O significado do kung-an não pode ser reduzido a conceitos. É o próprio efeito produzido pelo próprio kung-an na mente daquele que o recebe. Se o kung-an não é adequado para aquele praticante ao qual é destinado, ele perde seu significado, mesmo que ele saia da boca de um grande mestre zen.

Um monge, caminhando pelo mercado, ouviu um açougueiro dizer ao seu cliente "esta carne é de primeira qualidade" e então sua mente despertou. O que o açougueiro disse não significou nada para o monge, mas, por acaso, sua afirmação sobre a carne bateu na mente já madura do monge e produziu um grande efeito. Somente o recém iluminado sabe o significado e o efeito de um kung-an. O açougueiro estava completamente alheio ao que estava acontecendo.

Um mestre deve conhecer bem a mentalidade de seu discípulo para poder propor um kung-an que seja adequado. Quando um ex kung-an, um kung-an já proposto para outra pessoa, é novamente proposto para nós, pode ser que nós mesmos atinjamos a iluminação; tudo o que é necessário é que o kung-an seja adequado para a nossa mente. Se um kung-an não produz efeito sobre nós, pode ser por duas razões: primeiro, o kung-an não é certo para nós; o segundo é que não estamos prontos para recebê-lo. Em todo caso, é necessário permitir que o kung-an possa agir e não fazer esforços usando a dedução e a razão para encontrar nele um significado conceptual.

O kung-an somente tem significado para aquele que está na "esfera das circunstâncias". Se estivermos fora dessa esfera, ele não pode fazer sentido para nós. Quando estamos dentro, ou seja, quando nos encontramos nas mesmas condições daquele para o qual o kung-an foi originalmente proposto, ele pode tornar-se nosso próprio kung-an. Então, podemos somente plantá-lo no solo de nossa vida espiritual e aguá-lo com nossa plena consciência. Um dia, apresentar-se-á a nós a flor do despertar.

fonte:
http://samoockah.blogspot.com/2007/09/o-kung-koan-e-sua-funo.html

Leia Mais ►

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Como ser um Conquistador

1 - PENSE NAS POSSIBILIDADES DA CONQUISTA

AMBIENTE FAVORÁVEL - Alfred A. Montapert disse: “o ambiente que você formar com seus pensamentos, suas crenças, seus ideais e suas filosofias será o clima em que você vai viver”. Se ocupares o pensamento com uma idéia positiva seu ambiente também será favorável.

Robert J. Hastings disse: “os lugares e as circunstâncias jamais garantem a felicidade. É preciso decidir dentro de você mesmo se quer ser feliz. E uma vez tomada a decisão, a felicidade virá com mais facilidade”.

TUDO É POSSÍVEL - Jesus, nosso mestre por excelência, afirmou: “tudo é possível ao que crê (aquele que acredita)”.

Pensar nas possibilidades pode ser aprendido por qualquer pessoa, independente das circunstâncias, temperamento ou inteligência.

VEJA-SE COMO BEM SUCEDIDO - O industrial multimilionário norte-americano, Andrew Carnegie, disse: “o homem que adquire a habilidade de tomar posse completa da sua própria mente, pode tomar posse de qualquer coisa a qual tenha adquirido o direito”. Quando pensamos na possibilidade e vemo-nos como pessoas bem sucedidas, começamos a ser bem-sucedidos.

LIMPE SUA MENTE E NELA CULTIVE O QUE É BOM - Arranque as ervas daninhas da sua mente e aceite o conselho bíblico do apóstolo Paulo: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8 RA).

A VERDADE É CLARA - “nada poderá impedir um homem que acredita na possibilidade de atingir seus objetivos; mas também nada poderá ajudar uma pessoa com um pensamento de que seu objetivo é impossível de atingir” (W. W. Ziege). O nosso pensar determina qual será o tamanho da nossa conquista.

2 - SUPERE OS FANTASMAS QUE AMEAÇAM OS CONQUISTADORES

MEDO DE FRACASSAR – depois da palavra “morte” o “fracasso” seria a palavra menos desejada por uma pessoa. No entanto, podemos tirar proveito de um aparente fracasso. Fracassar é apenas a oportunidade de começar novamente, de modo mais inteligente. O fracasso deve ser nosso professor e não nosso coveiro. Ele pode ser uma demora, mas não a derrota. Ele pode ser um atalho temporário, mas não um beco sem saída.

MEDO DAS CRÍTICAS – é incrível como nos preocupamos com as críticas. Vivemos orientados por uma frase de Jan Spoelman: “em caso de dúvida (ou de não entender), tome como sendo uma ofensa pessoal”.

A maioria dos grandes vencedores foram pessoas que sofreram críticas cruéis, mas perseveraram. Se você tem medo de críticas, concentre-se naquilo que acredita ser a verdade e passe menos tempo preocupando-se com o que os outros pensam a seu respeito. Algumas pessoas sempre terão algo negativo a dizer. Afirmou Lloyd Cory: “é cem vezes mais fácil criticar do que criar”.

MEDO DE ARRISCAR – Walt Disney afirmou: “todos os nossos sonhos podem se tornar realidade – se tivermos a coragem de persegui-los”. Quem quer conquistar precisa ter a coragem de se arriscar. Vá até a ponta do galho – é lá que estão os frutos. Henry Ford em duas tentativas na indústria automobilística o que viu foi a falência, mas na terceira foi bem sucedido.

Douglas MacArtur tinha um sonho que era ingressar na Academia Militar de West Point (USA). Candidatou-se a primeira vez e foi reprovado. Imagine-se no lugar dele. Resolveu candidatar-se novamente e foi reprovado outra vez. Pela terceira vez se candidatou e foi aprovado, tornando-se um dos maiores generais dos Estados Unidos, que comandou os aliados na 2ª guerra mundial.

MEDO DE PERDER A AUTOCONFIANÇA – Se você crer que está derrotado, possivelmente isso se tornará realidade. Muitos vivem uma vida medíocre por temerem perder a autoconfiança. Se você corre o risco de perder a autoconfiança, porque não corrê-lo tentando alcançar o seu melhor? Se tentar e falhar não terá perdido nada. E se conseguir qualquer sucesso sairá melhor com a experiência. Se nunca tentar nunca terá qualquer oportunidade de sucesso.

3 - TENHA ATITUDES POSITIVAS

Alguém afirmou com muita propriedade; “conquistamos não porque somos brilhantes, mas porque continuamos”. Claro que ouvimos muitas palavras contrárias, mas continuamos.

Uma coisa é certa: só poderá continuar aquele que começou. Se você for esperar até ter vontade de agir, nunca agirá. Agindo primeiro, a vontade aparecerá.

Um homem andando em seu jardim encontrou um ninho de passarinho que havia caído e estava destruído por causa de uma tempestade. Ele ficou triste e com muita dó dos passarinhos, mas olhou para cima e percebeu que já estavam construindo um novo ninho num dos galhos da árvore. Já haviam tomado uma atitude positiva.

Um imperador no século XIV (Tamerlão) estava sentindo-se derrotado e seu exército estava disperso. Ele se escondeu numa manjedoura abandonada. Enquanto estava deitado, desesperado e abatido começou a observar uma formiga que carregava um grão de milho (que era muito maior que ela). A formiga fez sessenta e nove tentativas. Sessenta e nove vezes despencou com milho e tudo. Na septuagésima tentativa empurrou o grão por cima do muro. Ele deu um pulo e com um grito colocou-se em pé, dizendo: “eu também triunfarei”. Ele reagrupou seus soldados e pôs o inimigo em fuga. Seu império se estendeu do Rio negro até o Rio Ganges.

CONCLUSÃO:

O que você acha desse caso: Fracassou nos negócios aos 22 anos; candidatou-se a cargo público aos 23 e perdeu; fracassou nos negócios novamente aos 24; foi eleito deputado estadual aos 25; sua namorada faleceu aos 26; foi dominado por uma crise séria de estresse aos 27; candidatou-se aos 29 e foi derrotado; aos 31 foi rejeitado pelo colégio eleitoral; perdeu as eleições aos 34; foi eleito aos 37; perdeu outra eleição aos 39; perdeu para senador aos 46; perdeu para vice presidente aos 47; perdeu outra vez para o senado aos 49; aos 51 foi eleito presidente dos Estados Unidos. Seu nome é Abraão Lincoln – o melhor presidente que os Estados Unidos já teve.

Creia que sua hora chegará !

LEMBRE-SE SEMPRE:

"Não são as perdas nem as quedas que podem fazer fracassar nossa vida, senão a falta de coragem para levantar-nos e seguir adiante" - Samael Aun Weor
Leia Mais ►

segunda-feira, 30 de junho de 2008

FORRÓ

José Teles
Especial para o JC OnLine

fonte:
http://jc.uol.com.br/blogs/blogsaojoao2008/canais/forro/index.php

Para começo de conversa, não passa de lenda, sem nenhuma sustança, a idéia de que o termo forró vem da expressão "for all". Segundo esta versão, os ingleses que vieram ao Nordeste construir ferrovias, quando faziam bailes, colocavam na porta de entrada uma tabuleta na qual escreviam "for all", ou seja "para todos". Forró seria, pois, corruptela da expressão britânica. Muitos estudiosos, entre os quais o potiguar Luis da Câmara Cascudo, afirmavam que isto não tem o sentido (não exatamente com estas palavras). Primeiro porque os esnobes ingleses nunca foram de se misturar com a cabroeira que trabalhava para eles. Depois, esta cabroeira não sabia ler nem em português, quanto mais em inglês!

Forró vem, não se tem dúvidas, de forrobodó, palavra originária, segundo José Ramos Tinhorão, de Portugal. Significava, tanto no Sudeste, quanto no Nordeste do Brasil, os sambas promovidos pelo populacho. Em 1911, Chiquinha Gonzaga, musicou uma opereta intitulada Forrobodó, de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. A dupla Xerém e Tapuia, em 1937, gravou a primeira música com o termo no título: Forró na roça, de Xerém e Manoel Queiroz, mas era um choro, não o forró formatado alguns anos mais tarde por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Quando Luiz Gonzaga deixou, em 1930, a casa dos pais, no Araripe, povoado de Exu (PE), forró já pertencia ao seu vocabulário, designando os bailes de finais de semana, movidos a oito baixos, zabumba, melê, às vezes triângulo, pífano, cuja trilha eram xotes, arrasta-pés, quadrilhas, rancheiras, marchinha-de-roda.

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, numa tarde de outono, de 1946, no Centro do Rio de Janeiro (na avenida Calógeras, onde o cearense mantinha um escritório de advocacia) arquitetaram o baião, em 1946. A partir da gravação desta composição seminal pelos 4 Ases e 1 Curinga, baião se tornaria por dez anos mania nacional. Mas ainda não era forró. Assim como o frevo até final dos anos 20 significava a folia, não a música que a animava, o forró continuou, até meados dos anos 50, sendo também chamado de samba, o frege, não os estilos musicais que Gonzaga ia incorporando ao seu repertório: xenhenhem, xaxado, rojão, coco, embolada, samba de latada, torrado, xamego, xerém, balaio, balanceio (criação do cearense Lauro Maia, cunhado de Humberto Teixeira). Não apenas incorporando, mas disseminando a música pelo Nordeste, onde virou ídolo, e influenciou dezenas de músicos a seguirem seus passos.

Um destes seguidores de Gonzagão chamava-se Zito Borborema, um paraibano que, em 1955, começou a fazer apresentações como Zito Borborema e seus Cabras da Peste. Em 1958, Zito Borborema seria mais um dos protegidos de Luiz Gonzaga, que o incentivou a formar com Dominguinhos e Miudinho o Trio Nordestino, que teve pouco tempo de vida com estes integrantes (no mesmo ano, os baianos Coroné, Cobrinha e Lindú pediriam autorização à dona Helena Gonzaga, para usar o nome do trio). Antes, em 1956, Zito Borborema entraria para a história da música nordestina ao gravar o primeiro disco (um 78rpm) que trazia no selo o nome forró como gênero na música Forró no Alecrim. Por esta época forró já deixara de significar a festa para ser o coletivo que abrigava os vários estilos musicais espalhados pelo Nordeste, que tanto podia ser instrumental, quanto cantado, tendo como característica principal o tripé: sanfona, zabumba e triângulo, consagrado por Luiz Gonzaga.

Esta era a instrumentação básica, mas raramente o forró gravado se limitava a ela. O pífano, a tuba, violão, com ênfase na baixaria, enriqueciam os discos do gênero. Em 1955, Jackson do Pandeiro incorporaria mais um estilo ao forró, o rojão, numa composição do pernambucano Edgar Ferreira, Forró em limoeiro. O paraibano, mais adiante, já no Rio de Janeiro, definiria seu estilo próprio, com um fraseado vocal, e um senso rítmico que até a atualidade influencia cantores e cantoras. Valia-se igualmente do uso de todo e qualquer instrumento que desse um colorido à sua música: de metais a violino. Também da Paraíba, viria Marinês (uma pernambucana de São Vicente Férrer, cuja família mudou-se, quando ela ainda era criança, para Campina Grande). Mais uma protegida de Luiz Gonzaga, Marinês formaria com este, mais Jackson do Pandeiro a santíssima trindade do forró, O Rei do Baião, o Rei do Ritmo, e a Rainha do Xaxado.

Nos anos 60, forró era tudo que fosse chamado de forró. Abdias, um paraibano, que foi um dos maiores tocadores da história dos oito baixos, marido de Marinês, incluía em seus discos, além dos estilos embutidos dentro do coletivo forró, também frevos e choros. Em meados dos anos 60, Abdias especializou-se no samba de latada, de letras passionais (que hoje seria chamada de brega), acompanhado de um regional (pandeiro, violão de sete, violão, cavaquinho) mais os instrumentos tradicionais do forró. Nos discos gravados no Recife, nos anos 60, na gravadora Rozenblit, era muito comum se ouvir tuba, clarinete, e pífano, ao lado de sanfona, triângulo e zabumba, acompanhando Jacinto Silva, Genival Lacerda, ou o Coroné Ludugero, nome artístico do pernambucano Luis Jacinto, humorista e forrozeiro, verdadeira lenda nordestina, falecido precocemente num desastre aéreo em 1970, no Pará. Luiz Gonzaga, mais uma vez inovaria o forró, no início dos anos 70, ao incorporar ao seu instrumental a detestada guitarra dos conjuntos de iê-ê-iê, fustigados por ele em Xote dos cabeludos (dele e José Clementino) em 1967, no auge da Jovem Guarda.

O que é forró? O alagoano Jacinto Silva responde a pergunta: "Forró é poeira, é simplicidade. Forró é uma seqüência de ritmos nordestinos: xaxado, coco de roda, marchinha de roda, baião, xote... Esses ritmos todos é que significam o forró".

----------------

Clique prá ouvir e conhecer os ritmos abaixo:
xenhenhem, xaxado, rojão, coco, torrado, xamego, xerém, balaio, balanceio
Leia Mais ►

domingo, 22 de junho de 2008

Conhecimento e Sabedoria

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.

O mestre disse-lhes:

Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé.Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.

No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte.

Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.

O outro subia naturalmente a montanha. Quando chegaram ao topo um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.

Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega:

- Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?

O companheiro respondeu:

- Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão.

É comum que se confunda Conhecimento com Sabedoria, mas essas são coisas bem diferentes.Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.

O Conhecimento é o somatório das informações que adquirimos, é a base daquilo que chamamos de Cultura.

Podemos adquirir Conhecimento sem sequer vivermos uma experiência fora dos livros e das aulas teóricas.

Podemos nos tornar Cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca.

Já a Sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos.

Para se ser Sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.

É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação.

Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado.

Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo.

E isso não parece ser uma atitude muito sábia.Então, sejamos Sábios :vivamos,amemos ecompartilhemos o que há em nossos corações!

E que saibamos cozinhar nossos feijões!!!

Autor: Desconhecido
Leia Mais ►

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Borboletas

O Segredo não é correr atrás das borboletas.

É cuidar do jardim para que elas venham até você.

(Mário Quintana)
Leia Mais ►