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segunda-feira, 28 de junho de 2010

CALA A BOCA GALVÃO

O Diógenes é um amigo de Piracicaba/SP, também hoasqueiro, tem um grupo próprio.

Ele sempre escreve artigos muito interessantes e compartilha no orkut, talvez alguns de voces já conheçam na comunidade Ayahuasca Brasil.

Este agora eu gostei muito e resolvi compartilhar aqui no blog.

Espero que gostem.

Luis Pereira

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CALA A BOCA GALVÃO

Meu pequenino espaço de paz verde no quintal de casa, no meio do centro urbano, sofreu a invasão repentina de poderosos ruídos: cornetas, fogos de artifício, gritos, aplausos, palavrões, buzinas, cachorrada latindo... enfim, toda a trilha sonora que acompanha o evento contemporâneo do “pão e circo”: a copa do mundo.

Agora mesmo, enquanto escrevo estas palavras, os rojões já estão pipocando e tenho de agradecer, pois ao menos estou treinando minha equanimidade. A meditação deve fluir no silêncio madrigal e no caótico festejo do gol.

Mas em tempos de futebol e meditação, fiquei pensando numa figura odiada e amada por muitos torcedores, o singular comentarista esportivo Galvão Bueno. Na verdade, se levarmos em consideração o quanto ele vem recebendo críticas, penso que ele está mais pro “mal me quer” mesmo. Tanta repulsa pelo narrador esportista deu a luz um movimento mais ou menos organizado, o “cala boca Galvão”.

Faixas espalhadas pela torcida com o ácido enunciado parecem dar um trabalhão para os cinegrafistas, que se movimentam rapidamente tentando evitar a propaganda do movimento organizado “fora, Galvão!”, mas ao mesmo tempo, fazem a alegria das emissoras concorrentes. E quando a coisa toda chegou ao mundo virtual, tomou proporções ainda maiores: americanos e ingleses, curiosos em saber do que se tratavam os inumeráveis posts publicados no Twitter mencionando o nome Galvão, receberam um trote dos bons. Brasileiros, ainda não identificados, espalharam a informação de que “Galvão” seria o nome de uma ave em extinção no Brasil e que “cala a boca” significaria algo como “salvem”.

Desde então, ingleses e americanos apóiam o movimento entusiasticamente para salvar a ave em extinção, espalhando a frase “Cala a boca Galvão!” mundo afora, já existem até cartazes e vídeos para divulgar.

Mas e a meditação, onde entra nisto tudo? Muito bem. O comentarista está lá, falando sem parar, descrevendo cada movimento, cada bola fora, cada falta, cada gesto para os telespectadores. Ora, está lá na cara de todos, todo mundo está vendo, mas o narrador fala, fala, fala. Na época do rádio até funcionava, mas hoje praticamente todas as famílias têm em casa uma televisão, e ainda assim, o comentarista não foi aposentado, ele continua exercendo a função de descrever o que está claro e à vista de todos.

Muito bem, na meditação também temos este chato tagarela, o nosso comentarista interior, uma vozinha teimosa que fica narrando a todo o momento tudo o que está acontecendo, traçando opiniões em cima do que é, do que está claro e manifesto.

Não sei como é para você, caro amigo, mas às vezes esta voz tagarela chega a ser insuportavelmente irritante e dá vontade de soltar um belo grito saído das entranhas:

CALA A BOCA GALVÃO!

Galvão Bueno que me perdoe, mas tive que usá-lo para exemplificar esta falação interna. Não é nada pessoal, eu até acho o sorriso do Galvão bonito, bochechas verdadeiramente coradas... Mas a irritabilidade nada simbólica que ele produz em muitas pessoas ilustra muito bem o tema.

O pensamento fica ali correndo de um lado para outro, narrando nossas ações e pautando nossas atividades, rubricando em cima da vida, enchendo de ruído o nosso espaço interior com opiniões, sugestões, equações sem fim para resolver alguma coisa muito “complicada”, que só é o simples viver.

A televisão tem um recurso ótimo para isto, chamado “mute”: você aperta um botãozinho e acabou o Galvão. Mas e a mente? O filme da vida vai correndo e uma legenda contínua vai nomeando cada cena.

Coloque-se diante de uma grande paisagem natural, em cima de um alto monte, e diante de toda aquela exuberância que nos rouba o ar, o Galvão interior vai comentar:

“Que lindo!” E este inocente comentário é uma maneira ardilosa de evitar o arroubo do momento, pois quando nomeamos a coisa, nos desviamos dela. Quando estamos diante desta beleza, que, como disse, nos rouba o ar, sentimos que vamos nos perder ali mesmo. É imenso, pois tem o poder de nos colocar num estado alterado de consciência.

Este estado é acompanhado de um assombro, onde a psique, a personalidade e o passado não são convidados. Eu posso derreter-me ali - e sabe-se lá o que pode acontecer! - então um processo condicionado de proteção e resistência tem inicio: que lindo, que coisa boa, que terrível, que chato, que qualquer coisa. Tudo isto para evitar perder o sentido de “eu”.

Na meditação, o observador e o objeto observado vão se fundir, e a linguagem não interfere, não pode acontecer. Há apenas o evento, a “coisa”, ou o manifesto some, se perde no imanifesto, e fica a observação, o ato de contemplar silenciosamente.

O desafio é aceitar o Galvão nada Bueno ai dentro, deixar a voz falar e falar e falar até desmaiar. Não há garganta que agüente, não há fluxo de pensamento tagarela que não seja pacificado diante de uma serena observação desprovida de preferências.

Se estivermos perceptíveis e mantendo o fluxo livre da respiração, pouco a pouco a serenidade vai prevalecer, um intervalo será dado, uma pausa silenciosa vai se espreguiçar em seu mundo subjetivo, o que provocará transformações verdadeiras em seu mundo objetivo, maior clareza, mais energia, mais disposição, mais atenção etc. Apenas uma pausa de fato, porque virá o segundo tempo, e lá estará de volta nosso companheiro papagaio.

Há mais do que o pensamento, e vamos percebendo isto na medida em que ancoramos nossa atenção mental nos fenômenos manifestos no presente, e sempre é positivo recordar, que o corpo é um fenômeno do agora.

O condicionamento se fortaleceu e se fortalece quando desviamos nossa atenção do corpo para o pensamento, produzindo a fragmentação interna. Agora vamos empreender uma viagem diferente, trazemos o foco para as sensações, para a respiração, sem lutar, sem resistir ao pensamento.

Deixamos a tagarelice acontecer, não nos agarramos a ela, nem com apego, nem com aversão. O espetáculo é o jogo, o maha leela de Deus na manifestação, e o comentarista é só um fenômeno a mais que se desvanecerá no tempo. Eu não sou o “Galvão”, e eu também não sou o jogo, EU SOU a testemunha.

Mas é possível ou não dar um “cala boca Galvão!”? Há certos truques que ajudam positivamente para isto, como exercícios de kriya yoga, meditações ativas, mantras, respiração alotrópica etc. No entanto, quando você não estiver de posse destes recursos, na vida prática dentro das atividades cotidianas, será mais difícil dar-se conta da atuação sorrateira do comentarista interior e em sua dinâmica de interferir nas percepções. Aliás, ele poderá voltar com mais ímpeto, e agitar a lagoa da mente.

São recursos valiosos, mas nada como a percepção direta de si, das sensações, das contrações musculares, do fluxo da respiração, do movimento do próprio pensamento, tudo isto você carrega continuamente consigo, sentado, deitado, caminhando, trabalhando ou em contemplação meditativa.

Você poderá antes de sua meditação e mesmo ao inicio do dia, realizar o seu Sankalpa, a sua afirmação positiva. Aplicamos a resolução interna de mantermo-nos serenos e tranqüilos durante toda a nossa prática, ou mesmo durante todas as nossas atividades. É interessante nutrir um sentimento positivo diante da vida, e manter o inconsciente informado de que agora estamos abertos à vivência da serenidade e da atenção.

Não podemos esperar que uma pessoa fique a desfilar a nossa frente com uma faixa nos fazendo recordar o “cala a boca Galvão”. Teremos de desenvolver esta habilidade de voltar-se para o momento presente, para o corpo e para a respiração por nós mesmos.

Retornar para o centro, para o nosso verdadeiro SER, que não tem torcida, nenhuma preferência, nenhuma bandeira, nem opiniões formadas sobre o existir, mas que é pura disponibilidade para a vida, para o Amor.

É interessante criar um paralelo aqui com a copa do mundo: antes de cada jogo o comentarista traz o histórico dos jogos passados entre os times adversários, quantas vezes ganharam ou perderam um do outro etc. O nosso Galvão interior faz o mesmo, revelando memórias sobre o passado, em especial os erros que cometemos.

Nada podemos fazer para alterar uma poeira se quer do que passou. Talvez você possa encontrar a pessoa envolvida no episódio triste, mas ainda assim, isto já é presente, e então, quando surgem estas retrospectivas internas, você pode dar um belo “cala a boca” simplesmente sorrindo diante das imagens mentais e aplicando o decreto:

“Os erros que cometi no passado, os cometi por não ser maduro o suficiente, AGORA EU SOU!”.

Aplique o Sankalpa e siga contemplando o jogo, sem identificar-se com nada, sem torcer por nenhum dos lados que se apresentam diante do campo interno. Não se identificando nem com o comentarista (a narrativa interna), nem com o juiz (os julgamentos), nem com a partida (o conflito).

Apenas por curiosidade, que tal sabermos a origem da palavra “copa”? Ela vem do latim e significa “vasilha grande” e dela vem também a palavra “copo”. O troféu era uma grande taça onde se poderia até mesmo beber champanhe. Isto, porém, já faz tempo e o troféu perdeu o côncavo necessário para fazer literal o sentido de copa.

Eu, de minha parte, estou torcendo pelo Amor para que ele aconteça, que esta vibração poderosa possa ser percebida pela rede da vida, que todos os seres conectados nesta grande trama do existir, despertem para a sua verdadeira natureza.

Que nesta grande copa, que é o coração, possa derramar-se a luz de sabedoria, graça plena do Amor transbordante do Mestre!

Que o vinho místico do Amor transborde em sua taça!

Vida plena!

Vajrananda (Diógenes Mira)

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sábado, 26 de junho de 2010

PRINCÍPIOS DE RELACIONAMENTO CORRETO

Essas regras são baseadas e descritas na "A Árvore Sagrada", criadas por um grupo inter-tribal nativo como um manual de espiritualidade nativo para os povos indígenas de todas as Américas.
Através da orientação de chefes tribais, os valores nativos são ensinados como a chave primária para libertar a força que você vai passar no seu caminho de auto-desenvolvimento.
Os anciãos profetizaram que o retorno a valores tradicionais das sociedades indígenas pode transformar o mundo. Se você praticar os princípios descritos sua vida será mudada para sempre. São valores fundamentais não só para nativos e sim para todos.
Hartshorn Nature's Sanctuary Pace, Missouri (MO) 65.479


Estes princípios descrevem o que significa Sabedoria no relacionamento entre as pessoas, na família e na vida da Comunidade.

São jóias cintilantes da experiência praticada por povos nativos em todos os lugares. Estes princípios representam nosso caminho através da vida e até a Grande Montanha do Lago Sagrado.

1. Cada manhã ao levantar-se, e todas as noites antes de dormir, dar graças pela vida dentro de você e para toda a vida, pelas coisas boas que o Criador lhe deu e aos outros, e para a oportunidade de crescer um pouco mais a cada dia. Considere seus pensamentos e ações do dia passado e busque a coragem e a força para ser uma pessoa melhor. Busque aquilo que irá beneficiar a comunidade e todos.

2. Mostrar respeito. Respeito significa sentir ou mostrar honra ou amor por alguém ou alguma coisa, considerar o bem-estar e tratar algo ou alguém com deferência e cortesia. Mostrar o respeito é uma lei básica da vida.
  • Tratar com respeito todos os seres, desde o mais ínfimo, o humano, o filho, o mais velho, planta, mineral ou água, a todo o momento. Cuide de ferramentas e outros itens, respeitando a energia usada para fazê-los.
  • Um respeito especial deve ser dado aos detentores da sabedoria, e os pais e líderes.
  • Nenhuma pessoa deve sentir-se “para baixo por você”; evitar ferir corações como você evitaria um veneno mortal.
  • Não toque nada que pertence a outra pessoa (e especialmente objetos sagrados), sem um entendimento entre vocês.
  • Respeite a privacidade de cada pessoa. Nunca se intrometa em momentos tranquilos de uma pessoa ou um espaço pessoal.
  • Nunca ande entre as pessoas que estão conversando. Nunca se intrometa em conversas sem saber se é bem-vindo. Se você vier a conhecer pessoas, respeite a sua privacidade. Seja simpático.
  • Nunca interrompa as pessoas que estão conversando a não ser que peçam para ficar
  • Falar em voz baixa, especialmente quando você está na presença de detentores de sabedoria, estranhos ou outras pessoas a quem respeito especial é devido.
  • Nunca fale sobre os outros de uma forma negativa, estando eles presentes ou não.
  • Trate-a Terra e todos os seus aspectos como a sua mãe. Mostre profundo respeito pelo mundo mineral, vegetal mundo e mundo animal.
  • Não faça nada para poluir o ar ou o solo. Se percebe outros destruindo nossa Mãe-Terra, levante-se com sabedoria para defendê-la.
  • Mostre profundo respeito pelas crenças e religiões dos outros.
  • Ouça com cortesia que os outros dizem, mesmo que se sinta que o que eles estão dizendo que é inútil. Ouça com o coração.
  • Trate todos os objetos feitos pelo homem com cuidado e atenção, respeitando os recursos, materiais, conhecimento, cuidado e trabalho necessário para construí-los.

3. Respeite a sabedoria das pessoas do Conselho. Depois de dar uma idéia para uma reunião o conselho já não lhe pertence, pertence ao povo. Tenha o respeito de escutar atentamente as ideias dos outros no Conselho, mesmo as que insistem em que suas idéias não prevaleçam. Na verdade, você deve apoiar livremente as idéias dos outros, se elas são verdadeiras e boas, mesmo que essas idéias são muito diferentes das suas. O confronto de idéias, muitas vezes traz à tona a centelha da verdade. Uma vez que o Conselho tenha decidido algo em unidade, exige o respeito de que ninguém falará secretamente contra o que foi decidido. Se o Conselho cometeu um erro, este erro vai se tornar evidente para todos a seu próprio tempo.

4. Seja verdadeiro em todos os momentos e em todas as condições. Lembre-se, as mentiras vêm em diversas formas: não dizer toda a verdade, omissão, falha de fazer o que prometeu e não seguir as regras e os acordos que você fez.

5. Sempre tratar os clientes com honra e consideração. Dê o seu melhor alimento, a melhor cobertores, melhor parte do seu alojamento, e seu melhor serviço aos clientes. Nas refeições, pratos devem sempre passar no sentido horário e sempre ofereça aos hóspedes e aos anciãos os alimentos antes de servir-se. Nunca tome o último de qualquer prato, sem oferecer primeiro para convidados. Às crianças são servidas após as refeições dos adultos e jovens.

6. A mágoa de um é a mágoa de todos, a honra de um é a honra de todos.

7. Receber estranhos e estrangeiros, com um coração amoroso e como membros da família humana.

8. Todas as raças e tribos do mundo são como flores coloridas diferentes de um prado. Todas são lindas. Como filhos do Criador, todos eles devem ser respeitados.

9. Servir os outros, ser de alguma utilidade para a família, comunidade ou o mundo é um dos principais propósitos para os quais os seres humanos foram criados. Não encha-se com seus assuntos esquecendo a sua tarefa mais importante. A verdadeira felicidade vem apenas para aqueles que dedicam suas vidas ao serviço dos outros.

10. Observe moderação e equilíbrio em todas as coisas.

11. Saiba aquilo que te leva ao seu bem-estar, e o que leva à sua destruição.

12. Escute e siga a orientação dada ao seu coração. Espere orientação para vir de várias formas, em oração, nos sonhos, nos momentos de solidão e nas palavras e ações de sábios anciãos e amigos. Ganhar compreensão dos ensinamentos sagrados é uma viagem eterna. É a nossa oração profunda, que o Grande Espírito (Deus) irá abençoar e guiar a cada passo nesta jornada para uma visão maior de cada beleza, verdade, amor, sabedoria e justiça.

Na Luz das Virtudes,

2010 - O ANO DOS RELACIONAMENTOS
Léo Artése

fonte:
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1277554816
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A PSICOLOGIA BUDISTA

O físico Fritjof Capra, em seu livro O Tao da Física, nos fala que o budismo - ao contrário do hinduísmo que lhe serviu de preparação e que possui um forte colorido mitológico e ritualístico - tem um caráter e um "sabor" eminentemente psicológicos. Segundo Capra, "Buda não estava interessado em satisfazer a curiosidade humana acerca da origem do mundo, da natureza do Divino ou questões desse gênero. Ele estava preocupado exclusivamente com a situação humana, com o sofrimento e frustrações dos seres humanos. Sua doutrina, portanto, não era metafísica; era uma psicoterapia. Buda indicava a origem das frustrações humanas e a forma de superá-las. Para isso, empregou os conceitos indianos tradicionais de maya, karma, nirvana, etc., atribuindo-lhes uma interpretação psicológica renovada, dinâmica e diretamente pertinente." (Capra, 1986, p. 77). Ele havia dedicado-se a um aspecto da evolução humana: a autocompreensão para por fim ao sofrimento humano, e só a este aspecto se dedicara.

"O que hoje somos deve-se aos nossos pensamentos de ontem que condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constroem a nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação de nossa mente. Se um homem fala ou atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro segue ao animal que o arrasta". (Buddha)


Fonte:
http://pensandozen.blogspot.com/2008/07/psicologia-budista.html
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

PRATICANDO A REVERÊNCIA

A tradição de juntar as palmas das mãos e fazer uma reverência quando encontramos alguém é muito bonita. Na Ásia, milhões de homens e mulheres cumprimentam-se desta maneira, diariamente. Quando uma pessoa me oferece uma xícara de chá, sempre faço uma reverência respeitosa.

Contudo, devemos lembrar de não fazê-lo mecanicamente. Temos que estar conscientes da pessoa que estamos cumprimentando. Quando nosso respeito é sincero, lembramos que ela tem a natureza búdica, a natureza do despertar.

Se praticarmos assim regularmente, veremos uma mudança se operar em nós mesmos. Desenvolveremos a humildade e também nos daremos conta de que nossas habilidades são ilimitadas. Quando sabemos respeitar os outros, sabemos também respeitar a nós mesmos.

Às vezes pensamos que somos superiores aos outros - talvez mais educados ou inteligentes. Ao ver uma pessoa sem educação um sentimento de desdém pode surgir em nós, mas esta atitude não ajuda ninguém. Nosso conhecimento é relativamente limitado.

Uma orquídea, por exemplo, sabe como produzir flores nobres e simétricas, um caracol sabe como fazer uma linda e bem proporcionada concha. Comparando os nossos conhecimentos a esses, sentimos que não vale a pena propalarmos as nossas habilidades, mesmo que tenhamos um Ph.D.

Deveríamos é fazer uma profunda reverência perante a orquídea e o caracol, assim como juntar as palmas das mãos reverentemente diante da majestade de uma borboleta e de uma árvore de magnólias.

Sentir respeito por todas as espécies de seres vivos nos ajudará a reconhecer uma parte da natureza divina em nós mesmos.

No Ocidente, talvez você prefira o aperto de mãos. Tudo bem, desde que você reverencie os outros com plena atenção e respeito, qualquer que seja a forma usada, que seja com natureza humilde.

Formar uma flor de lótus em botão ao juntar as palmas das mãos nos dá grande prazer. Espero que você procure fazê-lo sempre que possível.

A flor de lótus possui a natureza de Buda.

Retirado do Blog:
http://pensandozen.blogspot.com/2008/06/praticando-reverncia.html
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terça-feira, 11 de maio de 2010

UM HOMEM INTELIGENTE FALANDO DAS MULHERES

por: Luiz Fernando Veríssimo

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana. Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'. Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat 
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

2. Alimentação correta 
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

3. Flores 
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

4. Respeite a natureza 
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

5. Não tolha a sua vaidade 
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro feminino não é um mito 
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire GAY.

Só tem mulher, quem pode!

ps. encontrei este texto em diversos blogs e sites e em alguns deles citam outros autores, na dúvida resolvi deixar a autoria como de Luiz Fernando Veríssimo mas com esta nota de observação.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

APRENDA INGLÊS ON-LINE - LINGQ

Olá Pessoal,

Prá quem gosta de aprender idiomas como eu o post de hoje é uma dica bem interessante para aprendizado on-line, e ainda melhor, sem nenhum custo. Trata-se do site LingQ. Vou repassar abaixo algumas informações do site:

"Todos aprendem a falar a sua língua materna. Por que não usar o mesmo método para aprender um segundo idioma? Rodeie-se de conteúdo significativo, o que realmente lhe importa. Comece num nível fácil e trabalhe para subir. Acelere a aquisição de vocabulário com o sistema único do LingQ. Em pouco tempo o idioma será uma parte de você, naturalmente. O LingQ é para todos os estudantes de idiomas, desde iniciantes absolutos até falantes avançados, de autodidactas a alunos que frequentam uma classe. Você está começando do zero? Está determinado a tornar-se fluente? Ou quer apenas dar uns retoques antes de viajar? O LingQ é para você. À medida que seu idioma cresce, o LingQ cresce consigo."

1) A idéia do site é simples, você terá a disposição inúmeros podcasts (textos com áudio) com assuntos bem interessantes. Esses podcasts são provenientes de diversos sistemas de notícias, então você irá encontrar muitos narradores diferentes.

2) Escolha seu texto de estudo, vá lendo e ouvindo o audio, podendo a qualquer momento clicar nas palavras que não conhece para ver as dicas ou consultar um dicionário interno, depois vá marcando as palavras que já conhece ou deixando em amarelo as palavras chaves que ainda precisa estudar mais.

3) No inicio o sistema vai marcar em azul todas as palavras que você não conhece (ou que o sistema acha que você não conhece). Ao passar com o mouse em cada uma das palavras marcadas em azul você poderá consultar uma dica rápida de tradução ou então introduzir sua própria tradução ou ainda marcar em amarelo para criar "flashcards" que seriam palavras em destaque que você precisa reforçar o aprendizado.

4) Esse tipo de marcação nas palavras ou a consulta aos dicionários internos é muito bom, bem intuitivo mesmo, facilitando bastante, inclusive se você marcar uma palavra como já conhecida e por algum motivo se esquecer poderá clica nela duas vezes e o sistema voltará a marcar com azul ou amarelo, conforme sua necessidade.

5) Conforme o sistema vai registrando as palavras que você já conhece os próximos textos que for estudar já não terá mais dicas para as palavras conhecidas, desta forma tua atenção ficará voltada apenas nas palavras em destaque, ou seja, o textos seguintes que for estudar vai considerar seu aprendizado anterior, então com o passar do tempo apenas palavras realmente novas irão ficar marcadas.

6) Em minha opinião qualquer pessoa que se dedicar a estudar apenas 1 podcast por dia estará fluente em inglês em menos de 1 ano. Eu disse acima que é sem custos, mas o sistema tem uma parte paga que é para participar de uma espécie de rede social interna, conversação com outros participantes, comunicação com professores, envio de textos para correção, etc. Deve ser interessante também para reforçar o estudo.

7) Eu estou me dedicando apenas a reforçar e melhorar meu inglês, mas o sistema tem 10 idiomas: Inglês, Espanhol, Japonês, Russo, Italiano, Sueco, Chinês, Português, Francês e Alemão.

Bom, espero que a dica seja útil, prá mim tá sendo ótimo.

Good Luck!

Luis

http://www.lingq.com/?referral=pereiraluis
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sábado, 8 de maio de 2010

O TEMPO E AS JABUTICABAS

















Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'

O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

CHÁ VERDE

Uma curiosidade oriental é o motivo da xícara de chá não terem alça naquela região do mundo: se você consegue segurar com as mãos, é porque a temperatura do chá está apropriada para consumo. Se queimar as mãos e não conseguir segurar, é porque pode fazer mal... Isso deve ser assim mesmo, pois normalmente, em termos de saúde, os orientais sabem das coisas.

Os chineses e os japoneses bebem chá quente (de preferência, chá verde) durante as refeições, nunca água gelada ou bebidas geladas. Líquidos gelados durante e após as refeições solidificam os componentes oleosos dos alimentos, retardando a digestão. Reagem com os ácidos digestivos e serão absorvidos pelo intestino mais depressa do que os alimentos sólidos, demarcando o intestino e endurecendo as gorduras, que permanecerão por mais tempo no intestino. Daí o valor de um chá morno ou até água morna depois de uma refeição. Facilita a digestão e amolece as gorduras para serem expelidas mais rapidamente, o que também ajuda no emagrecimento.

Diversos estudos e reportagens têm demonstrado uma série de benefícios do chá verde para a saúde. Os chineses conhecem há mais de 4.000 anos as propriedades medicinais do chá verde usando-o para tratar todo tipo de doença, de dor de cabeça à depressão.

Pesquisando em sites de artigos científicos com o pubmed pode-se encontrar uma infinidade de artigos que testam as mais diversas propriedades atribuídas ao chá-verde. A maior parte desses estudos comprova os benefícios desde que se fique atento para a qualidade do chá empregada, para o modo de preparo e para a quantidade de chá verde ingerida. Assim, tomar uma vez por mês uma xícara de chá verde de procedência duvidosa, muito quente e ainda adoçado não traz benefícios para a saúde de ninguém.

O que é o chá verde?
Em primeiro lugar a palavra chá só é corretamente empregada para os produtos que contenham a planta Camellia sinensis. O processo de fabricação do chá verde (no qual as folhas não são expostas ao sol para secagem – como é feito com o chá preto) permite que as catequinas presentes nas folhas da planta sejam preservadas. As catequinas são as substâncias encontradas no chá verde que possuem propriedades antioxidantes, elas fazem parte de um grupo de substâncias chamados flavonóides (vamos falar mais sobre eles em outros posts em breve), presentes em uma série de frutas e outros vegetais e tem características semelhantes das vitaminas.

O que significa uma substância ser antioxidante?
Ser antioxidante não significa combater o oxigênio. Significa que elas atuam contra uma reação química chamada de oxidação. Essa é a reação que causa a ferrugem no ferro, os que deixam as frutas expostas ao ar pretas. O contato do oxigênio com algumas moléculas causa essa reação que libera radicais livres. Esses radicais livres são responsáveis por uma série de danos ao corpo entre eles o envelhecimento da pele.

Quanto chá verde é necessário beber para ter os benefícios?
É difícil dizer exatamente, mas a maioria das pesquisas só comprova os benefícios do chá verde para a saúde quando se toma entre 3 e 10 xícaras do produto por dia, o que dá cerca de 1,000 mg de catequinas.

Quais os benefícios para a beleza comprovados do chá verde?
Entre os diversos estudos feitos com chá verde, foi comprovado que o consumo do produto traz benefícios neurológicos, diminui a incidência de uma série de tipos de câncer como de mama, de próstata e de pele, diminui os níveis de LDL (o colesterol “ruim”) e aumenta os níveis de HDL (tendo assim efeito de diminuir o risco de doenças cardiovasculares), bem como diminui a incidência de diabetes tipo 2.

Em termos estéticos o chá verde seja ele consumido ou usado em produtos cosméticos tem poder de proteção contra os raios solares, ou seja, minimiza os efeitos da exposição solar que é a principal causa do envelhecimento da pele. Isso não significa que quem toma chá verde pode dispensar o protetor solar, mas o seu uso é potencializado e os efeitos são mais duradouros.

O chá verde também tem benefícios comprovados na saúde bucal (e ninguém discorda que a saúde dos dentes é fundamental para a beleza né?), isso porque os componentes do chá verde combatem a placa bacteriana, diminuem a incidência de cárie e a produção de tártaro.

O chá verde também tem sido estudado no combate à obesidade (se bem que para esse efeito acredita-se que o chá Oolong – um outro tipo de preparação com a mesma planta que faz o chá verde e sobre o qual falaremos em breve – tenha efeitos superiores). Estima-se que o consumo de 3 xícaras de chá verde por dia, sem açúcar obviamente, leve a uma queima adicional de 80 calorias (parece pouco, mas se multiplicarmos pelos 365 dias no ano dá 29.200 calorias!!)

Como preparar o chá verde?
Use um saquinho (ou 2-4 gramas se for usar as folhas soltas) de chá verde por xícara.
Leve a água para ferver. Depois de fervida espere a água esfriar por cerca de 3 minutos. Coloque então a água sobre o chá e deixe agir por 3 minutos. Deixe o chá esfriar novamente por mais 3 minutos. Tome sem adoçar (o açúcar além dos malefícios conhecidos ainda atua quebrando parte do efeito benéfico das catequinas presentes no chá verde).

Estudos americanos sobre os chá verde engarrafados têm concluído que no processo de industrialização a maior parte dos benefícios presentes no chá são perdidos, portanto esses produtos não substituem o chá verde preparado em casa a partir das folhas de boa qualidade.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

PDC - IPEC - ABRIL/2010

De 18 a 25 de abril próximo passado estive presente no PDC do Ecocentro Ipec em Pirenópolis/GO.

Foram 8 dias reciclando conceitos e absorvendo toneladas de novos conhecimentos. Simplesmente inesquecível e com certeza será lembrado em minha vida como um raro evento de transformação.

André Soares, o designer do Ecocentro, continua otimista: "A próxima década vai estabelecer o futuro da humanidade. É a década do Design consciente. Vamos aprender que somos todos designers e temos a opção de planejar e construir nossas vidas para a qualidade, com equilíbrio e justiça. Neste intervalo vamos olhar para a terra e perguntar: como podemos cooperar com a vida? Como podemos contribuir para um mundo ideal? Onde podemos aperfeiçoar nosso trabalho, nossas atitudes, nossos valores?"


Agradeço a todas as novas amizades formadas durante este tempo. Obrigado por fazerem parte de minha vida. Em especial a toda a equipe da organização que fazem milagres e ao André Soares e Lucia Legan por sua convicção e fé num mundo melhor. Lindo casal que merecem todo nosso respeito e consideração. Felicitações !


Conheçam o Ecocentro Ipec:
http://www.ecocentro.org/inicio.do



Fotos do Curso em meu Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=1222680301341246713&aid=1272354059
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

ESPIRITUALIDADE E TRANSFORMAÇÃO INTERNA

Em uma comunidade no Orkut durante uma discussão sobre se a religião é o ópio do povo eu havia respondido inicialmente que:

religião = dogmas e doutrinas = sim
religião = espiritualidade e transformação interna = não

Ao ser questionado sobre o que eu considero como "espiritualidade e transformação interna" resolvi escrever este texto. Vamos então explorar o assunto...

Se considerarmos "religião" como Dogmas e Doutrinas então a resposta é afirmativa, é ópio e entorpece, trazendo "paz", mas uma "paz" momentanea, uma "paz" fabricada, a base de medos e obediência cega, com base em "fé" inconsciente, sem resultados profundos, é água sim e mata a sede, mas é água parada, sem vida, que se bebida em grande quantidade pode envenenar.

Se considerarmos "religião" como Espiritualidade e Transformação Interna então a resposta é negativa, nunca foi, não é e nunca será ópio pois a liberdade jamais irá entorpecer, pelo contrário, é baseada na confiança em seus próprios valores e experiências íntimas.

Penso eu que a religião, como tradicionalmente se classifica, está baseada em ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. Já a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas as tradições

- Se formos discutir quem vai para o céu e quem vai para o inferno, se Deus é a favor ou contra o homossexualismo, o cigarro ou o aborto, se você tem que fazer penitências ou dar dízimos para sua igreja para alcançar favores divinos, então estamos discutindo religião.

- Discutir se o certo é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou o Gênesis, a Bíblia ou o Alcorão, se a yoga hinduísta é melhor ou pior que o zazen budista, então estaremos sem dúvida discutindo religião.

- Perder tempo tentando descobrir se o melhor é dar o peixe ou ensinar a pescar e se a caridade é melhor ou pior exercida pelos kardecistas, evangélicos ou católicos, isso é pura discussão religiosa.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixam de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretendemos ser "O Deus".

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Esses valores é o que venho buscando vivenciar e transmitir, talvez ainda de forma imperfeita, mas na busca sempre, com calma e tranquilidade, encontrando aqui e ali exemplos de transformação interna, de mudanças de comportamento, de superação de limites, etc.

Espiritualidade prá mim é encontrar Deus na amizade, na fala de um irmão, na canção do alvorecer, no sorriso de uma criança, na alegria de um cãozinho, no arco-íris multi-colorido e nas lágrimas de um arrependimento sincero.

Transformação Interna é ver os resultados de uma prática dando frutos no dia a dia, em todas as nossas relações, na resignação e aceitação do que não pode ser mudado, na superação valente de mudar o que se pode mudar, no reencontro com o simples e no silêncio das estrelas, no milagre de uma borboleta !



Luis Pereira
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

SABEDORIA DO SILÊNCIO

Fale simplesmente quando for necessário. Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair a palavra pela boca, deixa sair, ao mesmo tempo, parte da sua vitalidade. Desenvolva a arte de falar sem perder a energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe e não utilize em seu vocabulário palavras que projetem imagens negativas, porque isto produzirá ao teu redor tudo o que criou com suas palavras carregadas de Chi (energia criadora).

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor se calar e não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho; observe e reflita a energia.

Se você se identifica com o fracasso, terá fracasso. Se você se identifica com o êxito, terá êxito. Assim podemos observar que as circunstâncias que vivemos são, simplesmente, manifestações externas do conteúdo de nossa conversa interna.

Não se dê muita importância. Seja humilde, porque quanto mais se mostrar superior, inteligente e prepotente, mais se tornará prisioneiro de sua própria imagem, e viverá num mundo de tensões e ilusões.

Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta maneira você se libera da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente.

Ajude os outros perceberem suas qualidades, suas virtudes e a brilhar.

Não entre em competição com os demais; torne-se como a terra que nos nutre, que nos dá o necessário. O espírito competitivo faz com que o ego cresça, nos separa e cria conflitos, inevitavelmente.

Tenha confiança em si mesmo, preserve sua paz interna evitando entrar em provocações e nas trapaças dos outros.

Não se comprometa facilmente. Se agir de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação, vai acabar criando complicações.

Tome um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta a ti, e só então tome uma decisão. Assim desenvolverás a confiança em ti mesmo e a sabedoria.

Se realmente há algo que não sabe, ou não tenha a resposta a uma pergunta que tenham feito, aceite o fato.

O fato de não saber é muito incômodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, sempre ter razão e sempre dar sua opinião muito pessoal.

Evite o hábito de julgar e criticar as pessoas. Cada vez que você julga alguém, a única coisa que faz é expressar sua opinião, e isso é uma perda de energia, é puro barulho.

Julgar, é uma maneira de esconder suas próprias fraquezas.O sábio a tudo tolera, sem dizer uma palavra.

Recorde que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo que não venceu em si mesmo.Deixe que cada um resolva seus problemas e concentre sua energia em sua própria vida.

Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando você tenta se defender, na realidade está dando demasiada importância às palavras dos outros, dando mais força à agressão deles.

Pratique a arte do não falar. Tome um dia da semana para abster-se de falar. Ou, pelo menos, algumas horas no dia, segundo permitir a sua organização pessoal.

Graças a essa força, atrairá para si tudo que necessita para sua própria realização e completa liberação.

Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre. O poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio.

Se teu ego se impõe e abusa desse poder, o mesmo poder se converterá em um veneno, e todo seu ser se envenenará rapidamente.

Respeite a vida dos demais e de tudo que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo.

Converta-se em seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que são, ou o que têm a capacidade de ser.

Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO.

(Texto Taoísta)

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São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio. - (Florian Bernard).

transcrito do blog:
http://acordocoletivo.wordpress.com/2010/04/02/sabedoria-do-silencio/
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quinta-feira, 18 de março de 2010

O MESTRE ZEN QUE FAZIA CHOVER

Aldeões pediram a um mestre ZEN que os ajudasse a levar chuva aos seus campos áridos.

O mestre solicitou apenas uma pequena casa com um jardim onde pudesse cultivar.

Dia após dia, ele cultivava o pequeno jardim, sem praticar nenhuma magia. Decorrido algum tempo, a chuva começou a cair sobre a terra ressecada.

Ao perguntarem como obtivera tamanho milagre, ele respondeu humildemente...

"A cada dia, ao cultivar o jardim, voltava-me mais para dentro de mim mesmo. Quanto à chuva, não sei a razão, mas tenho certeza que a terra do meu jardim já está preparada. E a de vocês?"

Conto Zen.



retirado do blog:
http://pensandozen.blogspot.com/2008/02/o-mestre-zen-que-fazia-chover.html
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