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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

O MESTRE ZEN QUE FAZIA CHOVER

Aldeões pediram a um mestre ZEN que os ajudasse a levar chuva aos seus campos áridos.

O mestre solicitou apenas uma pequena casa com um jardim onde pudesse cultivar.

Dia após dia, ele cultivava o pequeno jardim, sem praticar nenhuma magia. Decorrido algum tempo, a chuva começou a cair sobre a terra ressecada.

Ao perguntarem como obtivera tamanho milagre, ele respondeu humildemente...

"A cada dia, ao cultivar o jardim, voltava-me mais para dentro de mim mesmo. Quanto à chuva, não sei a razão, mas tenho certeza que a terra do meu jardim já está preparada. E a de vocês?"

Conto Zen.



retirado do blog:
http://pensandozen.blogspot.com/2008/02/o-mestre-zen-que-fazia-chover.html
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terça-feira, 16 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Torne-se um lago !

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – disse o rapaz.

– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.

– Não – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

(conto zen)
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Qual a diferença entre ilusão e delusão?

São dois conceitos realmente diferentes, veja:

Ilusão: Você vê e sabe que é, ex: cinema é uma ilusão de ótica, você sabe como funciona (24 quadros por segundo etc...). Existe uma realidade subjacente da qual você tem conhecimento, você pode escapar dela por mero raciocínio.

Delusão: Você vê mas não consegue perceber a realidade subjacente. A delusão engana a experiência e impede qualquer outro raciocínio. Ex: Uma pessoa "vê" um fantasma, era um fogo de santelmo mas ela corre e se desespera, mesmo que se explique a pessoa não consegue se acalmar. A realidade que vemos é assim, mesmo que expliquemos que são nuvens de átomos, impermanentes, interdependentes, a ilusão nos toma completamente e não conseguimos nos livrar dela, é o caso do EU, você sabe que é construído, mas não adianta, ele está sempre tomando conta de você. Isto é delusão, é muito mais seriamente enganador.

Monge Genshô.

Fonte: www.chalegre.com.br/zendo/

A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente.
Albert Einstein.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O que é Zen ?

“Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.”
Monja Coen Sensei

“Zen significa entender a si mesmo completamente e então ajudar nosso mundo. Os seres humanos sofrem por não compreenderem a si mesmos. Temos forte tendência a nos identificar com nossos desejos e ódio, nossos gostos e aversões. Assim criamos sofrimento para nós mesmos e para os outros seres com quem compartilhamos nosso planeta. O Zen utiliza técnicas básicas de meditação para nos ajudar a retornar a nossa natureza original, a nosso ser amoroso e compassivo. Quando nossas mentes se acalmam, nossa natureza original se revela e nos permite viver uma vida útil com clareza, momento a momento.”
Escola Zen Kwan Um

“A prática Zen não é simplesmente ficar sentado numa almofada no zendo, olhando para a parede, acompanhando a respiração, ou trabalhando com um koan. O cerne da prática Zen - e, de fato, de toda prática espiritual - é a perplexidade, o encantamento, a preocupação e o cuidado com a nossa situação humana.”
Mestre Zen Albert Low

FONTE:
http://paramitta.org/site/?page_id=8
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Kung-An (Koan) e Sua Função

Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh Zen Keys - A Guide to the Zen Practice. Parallax Press
Capítulo III - The Cypress in the Courtyard
(Tradução Samuel Cavalcante)

Diz-se existir aproximadamente 1.700 declarações ou conversas curtas entre Mestres Zen e seus discípulos que são usadas como kung-an (japonês: koan; vietnamita:cong an). Poderia-se entender um kung-an como um tema para meditação, mesmo que não seja exatamente um tema. A palavra chinesa kung-an significa "documento oficial ou jurídico", documento de valor oficial. Ao invés de kung-an, às vezes, usamos a expressão co tac (kou tso) ou thoai dau (hua t'ou) que significam, respectivamente, "formatos clássicos" e "a essência de uma conversação". No Zen, os praticantes usam o kung-an como tema para meditação até o despertar de suas mentes. Existe uma grande diferença entre um kung-an e ma questão de matemática - a solução do problema de matemática está incluída no próprio problema, enquanto que a resposta para o kung-an está na vida do praticante.

O kung-an é um instrumental no trabalho do despertar, assim como uma enxada é um instrumento útil para se trabalhar o solo. O que é realizado a partir desse trabalho no chão depende não somente da enxada, mas da pessoa que está trabalhando. O kung-an não é um enigma a ser resolvido; por isso não podemos dizer exatamente que de um tema ou assunto para meditação. Um kung-an é apenas um meio hábil de ajudar um praticante a atingir seu objetivo. o kung an esteve muito em moda durante a dinastia T'ang na China. Cada praticante do Zen trabalhava em um kung-an. Antes desse período, Mestres Zen não o utilizavam. Podemos, portanto concluir que o kung-an não é indispensável à prática d Zen. São meios hábeis criados pelos Mestres Zen para ajudar os estudantes que trabalhavam sob sua direção. Um kung-an pode ser também um obstáculo ao despertar do praticante que acha que a verdade está escondida no kung-an e pode ser interpretada em termos conceituais.

Hakuin, um mestre japonês da seita Zen Rienzai, costumava questionar os seus discípulos: "como é o som de uma só mão batendo palmas?". Isto é um kung-an. Alguém reflete; alguém quer saber como é o som emitido por uma só mão. Existe um significado profundo escondido nesta questão? Se não, por que Hakuin a elaborou? Se existe, como podemos encontrá-lo? Como um trem que está sempre olhando para os trilhos à sua frente e corre adiante, nosso intelecto tenta logo estabelecer princípios lógicos, enquanto se engaja na busca da verdade. De repente, os trilhos são removidos. Nossa energia de hábito ainda tenta estabelecer trilhos imaginários para que o trem do intelecto possa continuar adiante, mas observe! Continuar desse jeito é cair no abismo!

"Qual é o som de uma mão?" Tal questão é o machado que corta a linha do trem - que destrói o hábito de conceptualização em nós. Se o fruto está maduro, se nosso espírito está bem preparado, a pancada desse machado será capaz de nos liberar das amarras que nos ataram por tantos anos a este mundo , onde vivemos "como cadáveres", e nos levar ao coração da realidade viva. Mas se não estivermos prontos para recebê-lo, continuaremos nossa jornada pelo mundo dos conceitos. A questão está bem à nossa frente, "Qual é o som de uma só mão?". Nós especulamos o tanto que pudermos, imaginamos esse famoso "som de uma só mão" de mil maneiras e o que acharmos levaremos ao mestre na esperança de receber sua aprovação. Mas o mestre sempre diz "Não!". Chegamos num impasse, a ponto de perdermos nossa mente e é exatamente neste ponto que o caminho de volta a nós mesmos começa. Nesse momento "o som de uma só mão" pode se tornar um sol que ilumina nosso ser por inteiro.

Hsiang era um discípulo do mestre Po Chang. Ele era inteligente, mas até a morte do seu mestre ele não tinha atingido a Iluminação. Então ele estudou sob a direção do mestre Wei Shan. Wei Shan perguntou a ele: "Como era a sua face antes de seus pais nascerem?". Hsiang Yen tentou responder em vão. Retirou-se para a sua sala, refletiu dia e noite, releu os textos que havia estudado, procurou nas notas que ele mesmo escreveu na época de Po Chang, mas não pôde achar uma resposta. Quando ele se apresentou para Wei Shan, ele lhe disse: "Eu não quero saber quanto conhecimento você adquiriu, eu quero apenas sua visão espiritual. Diga alguma coisa!". Hsiang Yen respondeu: "Eu não sei o que dizer, mestre. Por favor, ensine-me". Mas Wei Shan respondeu: "De que servirá se eu lhe disser a minha própria visão?".

Hsiang Yen ficou desesperado. Ele pensou que seu mestre talvez não quisesse ajudá-lo, então queimou todos os seus livros e foi morar em uma área remota dizendo: "Pra que estudar os textos budistas? Eu quero apenas levar a vidas simples de um monge. Um dia, enquanto preparava o chão para plantar alguns feijões, seus movimentos deslocaram um seixo que bateu numa vara de bambu e fez 'crack' ". Este som fez brotar a iluminação nele. O que Wei Shan chamou "sua face antes de seus pais nascerem" de repente brilhou em sua mente. Wei Shan se recusou a introduzir Hsiang Yen no mundo do intelecto. Ele quis que Hsiang Yen se voltasse para sua própria natureza. A possibilidade do despertar apareceu para Hsiang Yen somente quando ele abandonou as construções do intelecto. O kung-an realizou bem o seu trabalho. Pôs o praticante de volta ao caminho da experiência espiritual e provocou uma crise que desembocou em um despertar real.

O Significado do Kung-An

Discutimos a função do kung-an, mas não seu significado. Um kung-an para ser efetivo, tem que significar algo para a pessoa que o recebe. Quando um mestre propõe um kung-an para um estudante, ele deve ser adequado àquele discípulo. Ele tem que ser um meio hábil.

O kung-an não pode ser apenas uma palavra ou frase aleatória encerrando em si mesma uma contradição para desmantelar a especulação do praticante. Por outro lado, o desejo de decifrar um kung-an pode levar o praticante ao labirinto da reflexão filosófica.

Um kung-an tem significado somente para uma determinada pessoa ou grupo. Este é o princípio dos meios hábeis. Se um kung-an for usado por mais de uma pessoa é somente por que suas condições mentais e psicológicas são similares. O significado do kung-an, portanto, existe somente para aqueles que estão implicados nesta relação e não para outros.

O significado do kung-an não pode ser reduzido a conceitos. É o próprio efeito produzido pelo próprio kung-an na mente daquele que o recebe. Se o kung-an não é adequado para aquele praticante ao qual é destinado, ele perde seu significado, mesmo que ele saia da boca de um grande mestre zen.

Um monge, caminhando pelo mercado, ouviu um açougueiro dizer ao seu cliente "esta carne é de primeira qualidade" e então sua mente despertou. O que o açougueiro disse não significou nada para o monge, mas, por acaso, sua afirmação sobre a carne bateu na mente já madura do monge e produziu um grande efeito. Somente o recém iluminado sabe o significado e o efeito de um kung-an. O açougueiro estava completamente alheio ao que estava acontecendo.

Um mestre deve conhecer bem a mentalidade de seu discípulo para poder propor um kung-an que seja adequado. Quando um ex kung-an, um kung-an já proposto para outra pessoa, é novamente proposto para nós, pode ser que nós mesmos atinjamos a iluminação; tudo o que é necessário é que o kung-an seja adequado para a nossa mente. Se um kung-an não produz efeito sobre nós, pode ser por duas razões: primeiro, o kung-an não é certo para nós; o segundo é que não estamos prontos para recebê-lo. Em todo caso, é necessário permitir que o kung-an possa agir e não fazer esforços usando a dedução e a razão para encontrar nele um significado conceptual.

O kung-an somente tem significado para aquele que está na "esfera das circunstâncias". Se estivermos fora dessa esfera, ele não pode fazer sentido para nós. Quando estamos dentro, ou seja, quando nos encontramos nas mesmas condições daquele para o qual o kung-an foi originalmente proposto, ele pode tornar-se nosso próprio kung-an. Então, podemos somente plantá-lo no solo de nossa vida espiritual e aguá-lo com nossa plena consciência. Um dia, apresentar-se-á a nós a flor do despertar.

fonte:
http://samoockah.blogspot.com/2007/09/o-kung-koan-e-sua-funo.html

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terça-feira, 3 de junho de 2008

Vivendo o Tao - Vivendo no Momento - por: Derek Lin

"Você as vezes se sente incapaz de abandonar fatos do passado, ou de para de se preocupar com o futuro? Quando me sinto assim, eu lembro uma excelente história Zen:

Um dia, andando na selva, um homem encontrou um tigre feroz. Ele correu para salvar sua vida, perseguido pelo tigre.

O homem chegou à beira de um precipício, e o tigre estava quase alcançando-o. Sem opção, ele se agarrou a uma parreira com suas duas mãos, e desceu.

No meio do precipício, olhou para cima e viu o tigre no topo, arreganhando os dentes. Ele olhou para baixo, e viu outro tigre, rugindo e esperando sua chegada. E ficou preso entre os dois.

Em seguida, apareceram dois ratos sobre o precipício, um branco e outro preto. Como se ele não tivesse com preocupações suficientes, os ratos começaram a roer a parreira.

Sabia que se os ratos continuassem a roer, chegaria um ponto em que a parreira não poderia suportar seu peso, causando sua queda. Tentou espantar os ratos, mas eles voltavam e continuavam a roer.

Neste momento, ele observou um morangueiro crescendo na parede do precipício, não muito longe dele. Os morangos pareciam grandes e maduros. Segurando-se na parreira com apenas uma das mãos, com a outra colheu um morango.

Com um tigre acima, outro abaixo, e com os ratos continuando a roer a parreira, o homem comeu o morango e achou-o absolutamente delicioso.

Esta história é sobre viver o momento. Apesar de sua situação desesperadora, o homem escolheu não deixar que os perigos potenciais o paralisassem. Ele continuou capaz de aproveitar o momento e saboreá-lo.

A história está cheia de metáforas. Todos os elementos importantes da história são representações que possuem um significado mais profundo." .......

Leia a explicação completa de Derek Lin no link abaixo, incluindo um complemento de minha autoria:

http://www.universomistico.org/s/vivendo-o-tao-por-derek-lin.html
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