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sábado, 27 de fevereiro de 2010

BUSHIDO

Bushido (武士道) que é literalmente, “O caminho do guerreiro”, se desenvolveu no Japão. Um modo de vida, código de conduta não-escrito e código ético praticado pelos samurais, a classe de guerreiros do Japão feudal ou bushi.

O Bushido recebeu forte influência do Zen Budismo, Xintoísmo e  Confucionismo. Caminho espiritual, ético e filosófico enfatiza a prática das virtudes: honradez e justiça – GI (義); Coragem, bravura e heroísmo – YUU (勇); Compaixão, benevolência, simpatia, amor incondicional para com a humanidade – JIN (仁); Polidez, cortesia, amabilidade – REI (礼); Sinceridade absoluta – MAKOTO (誠); Honra, gloria – MEIYO (誉); Dever, lealdade, devoção – CHUU (忠).

Seu maior princípio era buscar uma morte com dignidade, conforme expresso no Hagakure (oculto nas folhas), um dos mais importantes tratados acerca do Bushido, escrito por Yamamoto Tsunetomo, um samurai da província de Nabeshima, atual Saga, em 1716.

A essência do Bushido está presente no “Credo de um Guerreiro”, escrito por um samurai no século XV.

» Não tenho país: fiz do céu e da terra meu país.
» Não tenho lar: fiz da percepção o meu lar.
» Não tenho vida ou morte: fiz do fluir e do refluir da respiração a minha vida e minha morte.
» Não tenho poder divino: fiz da honestidade o meu poder divino.
» Não tenho recursos: fiz da compreensão os meus recursos.
» Não tenho segredos mágicos: fiz do meu caráter o meu segredo mágico.
» Não tenho corpo: fiz da resistência o meu corpo.
» Não tenho olhos: fiz do relâmpago os meus olhos.
» Não tenho ouvidos: fiz da sensibilidade os meus ouvidos.
» Não tenho membros: fiz da diligência os meus membros.
» Não tenho estratégia: fiz da mente aberta a minha estratégia.
» Não tenho perspectivas: fiz de “agarrar a oportunidade por um fio” as minhas perspectivas.
» Não tenho milagres: fiz da ação correta os meus milagres.
» Não tenho princípios: fiz da adaptabilidade das circunstâncias os meus princípios.
» Não tenho táticas: fiz do pouco e do muito as minhas táticas.
» Não tenho talentos: fiz da agilidade mental os meus talentos.
» Não tenho amigos: fiz da minha mente o meu amigo.
» Não tenho inimigos: fiz do descuido o meu inimigo.
» Não tenho armadura: fiz da benevolência e da imparcialidade a minha armadura.
» Não tenho castelo: fiz da mente imutável o meu castelo.
» Não tenho espada: fiz da ausência do ego a minha espada.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SETE DICAS MOTIVADORAS

1) ENCONTRE UMA RAZÃO: a maioria das pessoas desiste facilmente porque na verdade não tem uma razão séria para continuar. Se quiser atingir seus objetivos, encontre uma razão para aquilo. Um motivo tão forte, tão motivador, tão contagiante, que todas as dificuldades que surgirem parecerão pequenas. Quando parecer que lhe faltam forças, é porque na verdade está faltando um motivo. Encontre uma forte razão, e força é o que nunca mais lhe faltará.

2) DEDICAÇÃO E PERSISTÊNCIA: Se você parar para pensar, com certeza vai se lembrar de alguma vez que tentou alcançar um objetivo que parecia impossível, mas com muita persistência e determinação, você conseguiu. Mas só porque você levou aquilo a sério e realmente se dedicou. Ao tomar a decisão de alcançar um objetivo, leve isso muito a sério.

3) IDENTIFIQUE ONDE PODE MELHORAR: Faça uma lista de livros que deveria ler, cursos que deveria fazer, pessoas que deveria conhecer, experiências que deveria ter. E comece a eliminar, uma por uma, as barreiras entre você e seus objetivos. Todos os dias, ao acordar, você tem duas escolhas a fazer: continuar com os hábitos destrutivos que você tem, ou livrar-se deles e começar a melhorar imediatamente. Ninguém faz essa escolha por você. Qual dessas escolhas você vai fazer hoje?

4) CUIDE-SE: Muitas vezes vemos pessoas tão obcecadas atrás de seus objetivos, que se esquecem de cuidar da sua saúde física e mental. Muitas pessoas não dão 100% de si simplesmente porque não conseguem, sentem-se tão mal que a simples idéia de um esforço, sejam físico ou mental, já é por si só cansativa. Mente sã e corpo são com certeza ajudam muito a atingir objetivos. Melhor ainda, permitem que você desfrute o sucesso de forma mais agradável (do que adianta ter sucesso e estar doente, ou morto?).

5) PENSAMENTO POSITIVO: Otimistas conseguem mais, e ainda por cima aproveitam melhor a viagem! Na dúvida, seja um otimista. Se você vai pensar alguma coisa, que seja positiva e encorajadora. Faça com que seus pensamentos enriqueçam sua vida, não o contrário. É você quem escolhe o que vai pensar, então por que não escolher coisas boas? O copo está metade cheio ou metade vazio? Está metade cheio e de champagne! E se estiver vazio, encha-o e faça um brinde!

6) PAPO POSITIVO: Ao falar com você mesmo, use termos positivos. Muitas vezes seu pior inimigo é você mesmo, aquela vozinha interior dizendo: “Vai dar errado! Não vai funcionar! Você é burro mesmo! Você já tentou e não conseguiu – desista”. Essa repetição constante acaba criando correntes mentais, barreiras imaginárias que nos impedem de alcançar objetivos. Então quando conversar com você mesmo, seja um guru sábio otimista e paciente, não um chato negativo e cobrador, como muitas vezes fazemos.

7) AÇÃO POSITIVA: Depois de tudo isso, só falta agir! Não existe sucesso somente com pensamento positivo. Você tem que fazer algo. Você já tem o objetivo, já sabe o que tem que fazer. Agora faça! Uma sensação de urgência, de pressa, é o que diferencia as pessoas de sucesso do resto. Elas agem. Fazem. Erram! E aprendem, e voltam e fazem de novo, só que desta vez melhor. As outras 6 dicas não servem para nada se você não colocar esta sétima em prática.

(fonte desconhecida)
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto - Cordelista, natural de Santa Bárbara/BA, residente em Salvador.

O que mais podemos falar?
O cara que criou esse cordel é um artista, conseguiu exteriorizar tudo que eu e muita gente acha do famigerado BBB. 
Uma verdadeira obra de arte.



Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.
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TRÊS PERGUNTAS

Um rei se apercebeu que se soubesse a hora certa de agir, quem eram as pessoas mais necessárias e o mais importante a ser feito, nunca falharia no que fizesse.

Procurou um homem sábio para se aconselhar. Vestiu roupas simples, e antes de chegar ao destino, apeou do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.

O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e falou: "Vim aqui porque preciso que me responda três perguntas:

Como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa?

Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção?

Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?"


O sábio não respondeu e continuou a cavar. Estava fraco e inspirava profundamente, a cada golpe.

O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras. Sem receber nenhuma resposta às suas perguntas, quase ao final da tarde, disse: "Vim até aqui para obter respostas. Se não pode me dar nenhuma, então me diga que vou embora."

Nisso, um homem barbado saiu correndo da floresta. Estava ferido e caiu desmaiado, gemendo baixinho.

O rei e o sábio o socorreram. Havia uma grande ferida em seu corpo. O rei a lavou e a cobriu com seu lenço e uma toalha do sábio.

O sangue continuou a jorrar. Muitas vezes o rei lavou e cobriu a ferida.

Finalmente, a hemorragia parou. O homem foi levado para a cama e adormeceu. A noite chegou. O rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu.

Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O homem ferido o olhou e lhe pediu perdão.

"Não tenho nada para lhe perdoar", disse o rei. "nem o conheço."

"Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Quando soube que o senhor vinha para cá, também vim. Esperei na floresta para matá-lo pelas costas.

Mas o senhor não voltou. Saí de minha emboscada e seus guarda-costas me viram. Foram eles que me feriram. Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido.

Majestade! Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos."

O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo tão facilmente. Disse que mandaria seu médico para o atender.

Levantou-se e procurou o sábio que estava agachado, plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.

"Então, vai responder às minhas perguntas?"

Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:

"O senhor já tem todas as suas respostas."

E ante a indagação da real figura, explicou:

"Se sua majestade não tivesse ficado condoída da minha fraqueza ontem e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem.

Teria assim se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras.

Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.

Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidava dele. Se não tivesse cuidado da sua ferida, ele teria morrido sem estar em paz consigo.

Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.

Então, só existe um momento importante, o agora.

O homem mais necessário é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém.

O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.

...............

A hora de agir é agora. O local onde você está é o mais ajustado e as pessoas que estão com você as ideais para a sua vida e o seu crescimento.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ORAÇÃO DO MATUTO



Ói Deus,
Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô.
Nóis pede dinhero,
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê
E se chove demais
Nóis pede pra pará
Mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amô,
Nóis pede pra casá
Pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz,
Nóis pede pra dislindá os nó
Quando as coisa cumprica
Mode a vida corrê mió.

Quano a coisa aperta nóis reza
Pedindo tudo que farta
É uma pedição sem fim
E quano as coisa dá certo,
Nóis vai na igreja mais perto
E no pé de argum santo
Que seja de devoção
Nóis deixa sempre uns merréis
E lá no cofre da frente
Nóis coloca mais uns tostão.

Mais hoje Meu Sinhô
Bateu uma coisa isquisita
E eu me puis a matutá
Nóis pede, pede e pede
Mais nóis nunca pregunta
Comé que o Sinhô tá
Se tá triste ou tá contente
Se percisa darguma coisa
Que a gente possa ajudá
E por esse esquecimento
O sinhô tem que nos adiscurpá.

Ói Deus, nóis sempre pensa
Que o Sinhô num percisa de nada
Mas tarvez num seja assim
Tarvez o Sinhô percise de mim
Sim, o Sinhô percisa, sim
Percisa da minha bondade
Percisa da minha alegria
Percisa da minha caridade
No trato c’os meus irmão.

Nóis semo seu espêio
Nóis semo a Sua Criação
Nóis num pode fazê feio
Nem ficá fazendo rodeio
Nem desapontá o Sinhô
Nem amargá o seu sonho
Que foi um sonho de amô
Quando essa terra todinha criô.

Ói Deus, eu prometo
Vô rezá de ôtro jeito
Vô pará com a pedição
E trocá milagre por tostão
Tarvez eu inté peça uma graça
Mas antes vô vê direitinho
O que é que andei fazendo de bão.
E se nada de bão eu encontrá
Muito vô me envergonhá
E ainda vô pedi perdão.



retirado do site:
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domingo, 24 de janeiro de 2010

EXPERIÊNCIA SOCIALISTA

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo. ‘

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas. ‘ Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”…

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”.
 
Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”.
 
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
 
“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
 
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.  O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro  alguém.   Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

Adrian Rogers, 1931


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"Eu sou 100% a favor de políticas de distribuição de renda, desde que sejam destinadas a ensinar a pescar e não dar o peixe pronto e cozido"

Luis Pereira (2010)
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sábado, 23 de janeiro de 2010

FAZENDA MALUNGA


Hoje estive visitando a Fazenda Malunga, uma das maiores e mais belas fazendas de produção de orgânicos do Brasil. Fica no Distrito Federal, numa área de 129 hectares.

Eu realmente me surpreendi ao ver tudo o que o Joe e sua equipe vem produzindo e assim que possível irei fazer um curso com eles.

Este é o site comercial da Fazenda Malunga:
http://www.malunga.com.br/


E este é o blog do Joe, o idealizador deste projeto:
http://www.blogdojoe.com.br/


E neste link um vídeo do Globo Rural:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1143106-7823-NA+FAZENDA+MALUNGA+CADA+PEDAO+DE+TERRA+RECEBE+TRATAMENTO+INDIVIDUAL,00.html

Espero que gostem... eu adorei !


O Joe é 10 !
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

101%

Prezados Amigos(as) do Universo Místico,

Quem me conhece mais de perto sabe que venho propondo um novo código de vida, onde cada um assuma a responsabilidade de dar mais de sí, superando sempre nossas normais debilidades humanas, rumo a superação de todos os limites, e para isso as vezes comento que temos que encontrar formas de dar mais do que 100%, dar sempre um pouco mais....

Eu posso ! Tu podes ! E juntos, no Amor de Deus, podemos muito mais !

De um ponto de vista estritamente matemático:

O que é igual a 100%?
O que significa dar MAIS que 100%?

Já pensaste sobre aquelas pessoas que dizem estar dando mais do que 100%?

Todos já estivemos em situações em que alguém quer que tu DÊS MAIS DO QUE 100%.

O que achas de ALCANÇAR 101%?

O que se iguala a 100% na vida?

Aqui está uma pequena fórmula matemática que pode ajudar a responder a essas perguntas:

Se

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

for representado como:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26,

se

H-A-R-D-W-O-R-K (trabalho duro)
8+1+18+4+23+15+18+11 = 98%,

e

K-N-O-W-L-E-D-G-E (conhecimento)
11+14+15+23+12+5+4+7+ 5 = 96%,

mas

A-T-T-I-T-U-D-E (atitude)
1+20+20+9+20+21+4+5 = 100%,

ENTÃO, vê aonde o Amor de Deus te levará: 

L-O-V-E-O-F-G-O-D (amor de Deus)
12+15+22+5+15+6+7+15+4 = 101%.

Portanto, pode-se concluir com certeza matemática que:

Enquanto Trabalho Duro e Conhecimento te levarão perto, e Atitude te levará até lá, é o Amor de Deus que te colocará no topo!

Tenha um ótimo dia, um 2010 nota 10 !

E que Deus abençoe o teu trabalho, teu conhecimento e tua atitude!
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eu Sou Nuvem Passageira

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

(refrão)
      Eu sou nuvem passageira
      Que com o vento se vai
      Eu sou como um cristal bonito
      Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

Refrão

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Refrão

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.

ah ah
ah ah

Sou um castelo de areia na beira do mar.

——————————
Hermes Aquino
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O que é Zen ?

“Zazen literalmente significa Sentar Zen. Zen é uma palavra que vem do Sânscrito Dhyana ou Jhana e significa um estado meditativo profundo. Geralmente não chamamos o Zazen de meditação, pois o verbo meditar é transitivo direto, ou seja, requer um objeto. Meditar sobre a vida, meditar algo. Enquanto que o Zen é intransitivo. Não há objeto de meditação. Até o sujeito desaparece. E quando isso acontece o Caminho se manifesta em sua plenitude.”
Monja Coen Sensei

“Zen significa entender a si mesmo completamente e então ajudar nosso mundo. Os seres humanos sofrem por não compreenderem a si mesmos. Temos forte tendência a nos identificar com nossos desejos e ódio, nossos gostos e aversões. Assim criamos sofrimento para nós mesmos e para os outros seres com quem compartilhamos nosso planeta. O Zen utiliza técnicas básicas de meditação para nos ajudar a retornar a nossa natureza original, a nosso ser amoroso e compassivo. Quando nossas mentes se acalmam, nossa natureza original se revela e nos permite viver uma vida útil com clareza, momento a momento.”
Escola Zen Kwan Um

“A prática Zen não é simplesmente ficar sentado numa almofada no zendo, olhando para a parede, acompanhando a respiração, ou trabalhando com um koan. O cerne da prática Zen - e, de fato, de toda prática espiritual - é a perplexidade, o encantamento, a preocupação e o cuidado com a nossa situação humana.”
Mestre Zen Albert Low

FONTE:
http://paramitta.org/site/?page_id=8
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Código de Vida do Rosacruz - Christian Bernard


I - Pela manhã, antes de levantar, agradece ao Deus do teu coração, o novo dia que te é dado viver no plano terreno e pede-lhe que o inspire ao longo desse dia. Depois, de pé e voltado para o Leste, fazer três respirações profundas, concentrando-te na vitalidade, que é despertada em ti mesmo. Feito isto, beber um copo d`água e dar início às tuas tarefas.

II- Apesar das vissicitudes e das provações que a vida comporta, considera-a sempre como o mais precioso bem que o Cósmico outorgou ao ser humano, pois ela é o suporte de tua evolução espiritual e a fonte da felicidade a que aspira. Neste particular, considera teu corpo como o templo de tua Alma e cuida dele o melhor que puderes.

III- Reserva, se possível, em tua casa um lugar para prece, meditação e estudo dos ensinamentos de nossa Ordem. Faze dele o teu oratório particular, o teu Sanctum, e conserva-o livre de toda preocupação e de toda atividade profana.

IV- Antes de cada refeição, dá graças a Deus pela chance que tens de te alimentares, e pensa em todos aqueles que não têm o privilégio de saciar sua fome. Se estiveres sozinho ou na companhia de outros membros da Ordem, coloca as mãos sobre o alimento, com as palmas voltadas para baixo, e fazendo mentalmente, ou em voz alta, a invocação simbólica: “Que este alimento seja purificado e magnetizado pelas vibrações que emanam de minhas mãos, a fim de que ele supra as necessidades do meu corpo e da minha alma. Que todos aqueles que têm fome estejam associados a esta refeição e participem espiritualmente de seus benefícios. Assim Seja!”

V- Sabendo que o objetivo de todo ser humano é de se aperfeiçoar e de se tornar melhor, faze constantes esforços para despertar e expressar as virtudes da Alma que o anima. Ao faze-lo estarás contribuindo para tua evolução e servindo à causa da humanidade.

VI- Durante o dia, isola-te por alguns instantes, de preferência no Sanctum, e irradia pensamentos de amor, harmonia e saúde para toda a humanidade, em particular para todos aqueles que estejam sofrendo, física ou moralmente. Pede também a Deus que os ajude em todos os aspectos e os preserve o quanto possível das tribulações da vida.

VII- Comporta-te de tal maneira que todos aqueles que compartilham de tua vida ou vivem em teu contato, sintam em teu exemplo o desejo de se assemelharem contigo. Guiado pela voz de tua consciência, que tua ética seja a mais pura possível e que tua preocupação primeira seja sempre de pensar bem , falar bem e agir bem.

VIII- Sê tolerante, defendendo o direito à diferença. Nunca uses a faculdade do julgamento para censurar ou condenar a outrem, pois tu não podes ler os corações e as almas. Considera os outros com benevolência e indulgência, atento para o que haja de melhor neles.

IX- Mostra-te generoso para com aqueles que estejam passando necessidades ou que sejam menos favorecidos do que tu. Todo dia procura realizar pelo menos uma boa ação para outrem. Seja qual for o bem que faças a alguém, não te vanglories disso, mas agradece a Deus o ter permitido contribuir para o seu bem-estar.

X- Sê moderado em teu comportamento e evite os extremos em tudo. Demonstra temperança, seguindo o reto caminho do meio em toda circunstância.

XI- Se ocupas um cargo de poder, não te glorifiques disso, nem te deixes arrebatar pela influência que esse cargo te permita exercer. Nunca o empregues para forçar alguém a fazer coisas que reprovas ou que sejam injustas, ilegais ou imorais. Assume-o com humildade, colocando-o a serviço do bem comum. 

XII- Escuta os outros e fala com o devido conhecimento de causa. Se tiveres de fazer uma crítica, faze com que ela seja construtiva. Se te pedirem opinião sobre um assunto que desconheças, admite humildemente tua ignorância. Nunca te permitas recorrer à mentira, à maledicência ou à calúnia. Se ouvires declarações maldosas a respeito de outra pessoa, não as reforce com a tua condescendência. 

XIII- Respeita as leis do teu país e te esforces para ser um bom cidadão. Lembra-te sempre de que é na evolução das consciências que se encontra a chave do progresso humano.

XIV- Sê humanista e considera a humanidade inteira como tua família. Além de tua raça, de tua cultura e de tuas crenças, todos os seres humanos são teus irmãos e irmãs. Merecem, por conseguinte, o mesmo respeito e consideração.

XV- Considera a natureza como o mais belo santuário e a expressão da Perfeição Divina na Terra. Respeita a vida em todas as suas formas, vendo os animais como seres, não apenas seres vivos, mas igualmente conscientes e sensíveis.

XVI- Sê sempre um livre pensador. Reflete por ti mesmo, nunca pensando conforme a opinião dos outros. Além disso, dá a todo mundo a liberdade de pensamento; não impões as tuas idéias a outrem e considera sempre que elas são susceptíveis de evoluir.

XVII- Respeita as crenças religiosas ou filosóficas, desde que não atentem contra a dignidade humana. Não apóies nem abones o fanatismo ou o integrismo, em qualquer que seja a forma. Na maneira de viver tua fé, cuida para não seres dogmático ou sectário.

XVIII- Sê fiel às tuas promessas e aos teus compromissos. Quando deres tuia palavra, atribui-lhe um caráter sagrado e compromete tua honra através dela. Se tiveres de prestar juramento, faze-o pensando na Rosacruz, símbolo do seu ideal ético, e lembra-te de que toda mentira de tua parte traz conseqüências cármicas. Com efeito, se é possível enganar os teus semelhantes, ninguém pode se subtrair à Justiça Divina.

XIX- Se teus meios o permitirem e o desejares, traze teu apoio material à Ordem, a fim de ajuda-la em suas atividades e contribuir para sua perenidade.

XX- Como o objetivo da Ordem é contribuir para a elevação das consciências e transmitir seu ensinamento secular, sabe estar disponível para apresentar seus ideais e sua filosofia àqueles que estejam em busca de conhecimento, sem jamais tentar convence-los.

XXI- Nunca deixes alguém supor que os membros da Ordem são sábios e detentores da verdade. A quem te perguntar, apresenta-te antes como um estudioso ou um buscador da Sabedoria. Nunca pretendas ser um Rosacruz, e sim um neófito em via de aperfeiçoamento.

XXII- À noite, antes de adormecer, faze um balanço do dia que estarás terminando, vendo o que foi construtivo ou não. Em tua alma e consciência, julga o que pensaste, disseste e fizeste ao longo desse dia. Tira disso lições úteis para tua evolução espiritual, tomando boas resoluções. Feito isto, irradia pensamentos positivos para toda a humanidade e depois confia tua Alma a Deus.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Kung-An (Koan) e Sua Função

Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh Zen Keys - A Guide to the Zen Practice. Parallax Press
Capítulo III - The Cypress in the Courtyard
(Tradução Samuel Cavalcante)

Diz-se existir aproximadamente 1.700 declarações ou conversas curtas entre Mestres Zen e seus discípulos que são usadas como kung-an (japonês: koan; vietnamita:cong an). Poderia-se entender um kung-an como um tema para meditação, mesmo que não seja exatamente um tema. A palavra chinesa kung-an significa "documento oficial ou jurídico", documento de valor oficial. Ao invés de kung-an, às vezes, usamos a expressão co tac (kou tso) ou thoai dau (hua t'ou) que significam, respectivamente, "formatos clássicos" e "a essência de uma conversação". No Zen, os praticantes usam o kung-an como tema para meditação até o despertar de suas mentes. Existe uma grande diferença entre um kung-an e ma questão de matemática - a solução do problema de matemática está incluída no próprio problema, enquanto que a resposta para o kung-an está na vida do praticante.

O kung-an é um instrumental no trabalho do despertar, assim como uma enxada é um instrumento útil para se trabalhar o solo. O que é realizado a partir desse trabalho no chão depende não somente da enxada, mas da pessoa que está trabalhando. O kung-an não é um enigma a ser resolvido; por isso não podemos dizer exatamente que de um tema ou assunto para meditação. Um kung-an é apenas um meio hábil de ajudar um praticante a atingir seu objetivo. o kung an esteve muito em moda durante a dinastia T'ang na China. Cada praticante do Zen trabalhava em um kung-an. Antes desse período, Mestres Zen não o utilizavam. Podemos, portanto concluir que o kung-an não é indispensável à prática d Zen. São meios hábeis criados pelos Mestres Zen para ajudar os estudantes que trabalhavam sob sua direção. Um kung-an pode ser também um obstáculo ao despertar do praticante que acha que a verdade está escondida no kung-an e pode ser interpretada em termos conceituais.

Hakuin, um mestre japonês da seita Zen Rienzai, costumava questionar os seus discípulos: "como é o som de uma só mão batendo palmas?". Isto é um kung-an. Alguém reflete; alguém quer saber como é o som emitido por uma só mão. Existe um significado profundo escondido nesta questão? Se não, por que Hakuin a elaborou? Se existe, como podemos encontrá-lo? Como um trem que está sempre olhando para os trilhos à sua frente e corre adiante, nosso intelecto tenta logo estabelecer princípios lógicos, enquanto se engaja na busca da verdade. De repente, os trilhos são removidos. Nossa energia de hábito ainda tenta estabelecer trilhos imaginários para que o trem do intelecto possa continuar adiante, mas observe! Continuar desse jeito é cair no abismo!

"Qual é o som de uma mão?" Tal questão é o machado que corta a linha do trem - que destrói o hábito de conceptualização em nós. Se o fruto está maduro, se nosso espírito está bem preparado, a pancada desse machado será capaz de nos liberar das amarras que nos ataram por tantos anos a este mundo , onde vivemos "como cadáveres", e nos levar ao coração da realidade viva. Mas se não estivermos prontos para recebê-lo, continuaremos nossa jornada pelo mundo dos conceitos. A questão está bem à nossa frente, "Qual é o som de uma só mão?". Nós especulamos o tanto que pudermos, imaginamos esse famoso "som de uma só mão" de mil maneiras e o que acharmos levaremos ao mestre na esperança de receber sua aprovação. Mas o mestre sempre diz "Não!". Chegamos num impasse, a ponto de perdermos nossa mente e é exatamente neste ponto que o caminho de volta a nós mesmos começa. Nesse momento "o som de uma só mão" pode se tornar um sol que ilumina nosso ser por inteiro.

Hsiang era um discípulo do mestre Po Chang. Ele era inteligente, mas até a morte do seu mestre ele não tinha atingido a Iluminação. Então ele estudou sob a direção do mestre Wei Shan. Wei Shan perguntou a ele: "Como era a sua face antes de seus pais nascerem?". Hsiang Yen tentou responder em vão. Retirou-se para a sua sala, refletiu dia e noite, releu os textos que havia estudado, procurou nas notas que ele mesmo escreveu na época de Po Chang, mas não pôde achar uma resposta. Quando ele se apresentou para Wei Shan, ele lhe disse: "Eu não quero saber quanto conhecimento você adquiriu, eu quero apenas sua visão espiritual. Diga alguma coisa!". Hsiang Yen respondeu: "Eu não sei o que dizer, mestre. Por favor, ensine-me". Mas Wei Shan respondeu: "De que servirá se eu lhe disser a minha própria visão?".

Hsiang Yen ficou desesperado. Ele pensou que seu mestre talvez não quisesse ajudá-lo, então queimou todos os seus livros e foi morar em uma área remota dizendo: "Pra que estudar os textos budistas? Eu quero apenas levar a vidas simples de um monge. Um dia, enquanto preparava o chão para plantar alguns feijões, seus movimentos deslocaram um seixo que bateu numa vara de bambu e fez 'crack' ". Este som fez brotar a iluminação nele. O que Wei Shan chamou "sua face antes de seus pais nascerem" de repente brilhou em sua mente. Wei Shan se recusou a introduzir Hsiang Yen no mundo do intelecto. Ele quis que Hsiang Yen se voltasse para sua própria natureza. A possibilidade do despertar apareceu para Hsiang Yen somente quando ele abandonou as construções do intelecto. O kung-an realizou bem o seu trabalho. Pôs o praticante de volta ao caminho da experiência espiritual e provocou uma crise que desembocou em um despertar real.

O Significado do Kung-An

Discutimos a função do kung-an, mas não seu significado. Um kung-an para ser efetivo, tem que significar algo para a pessoa que o recebe. Quando um mestre propõe um kung-an para um estudante, ele deve ser adequado àquele discípulo. Ele tem que ser um meio hábil.

O kung-an não pode ser apenas uma palavra ou frase aleatória encerrando em si mesma uma contradição para desmantelar a especulação do praticante. Por outro lado, o desejo de decifrar um kung-an pode levar o praticante ao labirinto da reflexão filosófica.

Um kung-an tem significado somente para uma determinada pessoa ou grupo. Este é o princípio dos meios hábeis. Se um kung-an for usado por mais de uma pessoa é somente por que suas condições mentais e psicológicas são similares. O significado do kung-an, portanto, existe somente para aqueles que estão implicados nesta relação e não para outros.

O significado do kung-an não pode ser reduzido a conceitos. É o próprio efeito produzido pelo próprio kung-an na mente daquele que o recebe. Se o kung-an não é adequado para aquele praticante ao qual é destinado, ele perde seu significado, mesmo que ele saia da boca de um grande mestre zen.

Um monge, caminhando pelo mercado, ouviu um açougueiro dizer ao seu cliente "esta carne é de primeira qualidade" e então sua mente despertou. O que o açougueiro disse não significou nada para o monge, mas, por acaso, sua afirmação sobre a carne bateu na mente já madura do monge e produziu um grande efeito. Somente o recém iluminado sabe o significado e o efeito de um kung-an. O açougueiro estava completamente alheio ao que estava acontecendo.

Um mestre deve conhecer bem a mentalidade de seu discípulo para poder propor um kung-an que seja adequado. Quando um ex kung-an, um kung-an já proposto para outra pessoa, é novamente proposto para nós, pode ser que nós mesmos atinjamos a iluminação; tudo o que é necessário é que o kung-an seja adequado para a nossa mente. Se um kung-an não produz efeito sobre nós, pode ser por duas razões: primeiro, o kung-an não é certo para nós; o segundo é que não estamos prontos para recebê-lo. Em todo caso, é necessário permitir que o kung-an possa agir e não fazer esforços usando a dedução e a razão para encontrar nele um significado conceptual.

O kung-an somente tem significado para aquele que está na "esfera das circunstâncias". Se estivermos fora dessa esfera, ele não pode fazer sentido para nós. Quando estamos dentro, ou seja, quando nos encontramos nas mesmas condições daquele para o qual o kung-an foi originalmente proposto, ele pode tornar-se nosso próprio kung-an. Então, podemos somente plantá-lo no solo de nossa vida espiritual e aguá-lo com nossa plena consciência. Um dia, apresentar-se-á a nós a flor do despertar.

fonte:
http://samoockah.blogspot.com/2007/09/o-kung-koan-e-sua-funo.html

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