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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O MÍNIMO


RECOMENDO!!!

"O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota"

- Olavo de Carvalho

Organização Felipe Moura Brasil

Editora Record


Quando postei a foto ao lado no facebook na comunidade de divulgação do livro o próprio Professor Olavo replicou a foto com o seguinte comentário: "Abrace o conhecimento!" - Uma honra este comentário, me deixou muito feliz.


Comunidade do livro no facebook:
https://www.facebook.com/ominimoquevoceprecisasaberparanaoserumidiota

Indico esta resenha para entender o conteúdo do livro e quem é Olavo de Carvalho:
http://reaconaria.org/resenha/o-minimo-que-voce-precisa-saber-para-nao-ser-um-idiota/

Apresentação do livro pelo Padre Paulo Ricardo:
(excelente - veja o vídeo)
http://www.felipemourabrasil.com.br/2013/09/padre-paulo-ricardo-e-o-minimo-que-voce.html

Caso queira saber ainda mais veja os comentários de Reinaldo Azevedo:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-minimo-que-voce-precisa-saber-para-nao-ser-um-idiota/

Rodrigo Constantino também comenta o livro:
http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/nao-seja-um-idiota-leia-o-livro-de-olavo-de-carvalho/

Entrevista de Olavo de Carvalho por Guilherme Macalossi Rádio Sonora FM:
https://soundcloud.com/radiosonorafm/confronto-olavo-de-carvalho

Elementos da filosofia de Olavo de Carvalho
Postado por Ronald Robson
http://www.adhominem.com.br/2013/08/elementos-da-filosofia-de-olavo-de.html

Posições já alcançadas entre os mais vendidos do país: (outubro/2013)
1º lugar na Amazon;
2º lugar na Livraria Cultura e na Travessa;
3º lugar no Publish News (lista referencial do mercado) e na Saraiva;
4º lugar nas revistas Veja e Época; e no jornal O Globo;
5º lugar na Folha de S. Paulo.

UM FENÔMENO EDITORIAL!
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

RONALD REAGAN


Frases de Ronald Reagan que merecem reflexão:
(não tenho certeza de que todas são realmente de autoria dele)

“Percebi que todos aqueles que são a favor do aborto já nasceram.”

“A história vai lembrar com perplexidade daqueles que eram os que mais tinham a perder e foram os que menos fizeram para prevenir o seu próprio fim.”

“O governo não resolve problemas, ele os subsidia.”

“Eu me pergunto como seriam os Dez Mandamentos se Moisés tivesse que os passá-los por um congresso.”

“Governos existem para proteger as pessoas das outras pessoas. O governo passa do limite quando ele protege as pessoas delas mesmas. “

“Poder concentrado sempre foi inimigo da liberdade.”

“Nós devemos julgar o assistencialismo por quantas pessoas estão nele, mas por quantas pessoas estão saindo dele.”

“Nunca um governo tentou diminuir ele mesmo. Programas uma vez lançados, não acabam nunca. Um escritório governamental é a coisa mais próxima da eternidade que vamos ver nessa vida.”

“O homem não é livre se o governo não é limitado”.

“Acima de tudo, devemos perceber que nenhum arsenal, ou nenhuma arma nos arsenais do mundo, é tão formidável como a vontade e coragem moral dos homens e mulheres livres. Esta é uma arma que nossos adversários no mundo de hoje não têm.”

“Não espere que a solução venha do governo. O governo é o problema.”

“Uma definição de economista é alguém que vê algo acontecer na prática e se pergunta se ele vai funcionar na teoria.”

“Eu acho que o melhor programa social é o emprego.”

“As melhores mentes não estão no governo. Se tivesse alguma, a iniciativa privada iria roubá-los.”

“Como você define um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como você define um anti-comunista? É alguém que entende Marx e Lênin.”

“Visão do governo da economia poderia ser resumida em poucas frases curtas: Se a coisa se move, a taxe. Se continua em movimento, a regule. E se ele parar de se mover, a subsidie.”..

“A coisa mais próxima para a vida eterna que nunca vai ver nesta terra é um programa de governo.”

“Estamos caminhando para o socialismo, um sistema que, como se diz, só funciona no Céu, onde não precisam dele, e no Inferno, onde ele já existe.’

“Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira.

“Você e eu como indivíduos podemos, por meio de empréstimo, viver além de nossos meios, mas apenas por um período limitado de tempo. Porque deveríamos pensar que coletivamente, como uma nação, não estamos ligados pelo mesma limitação?”

“Você consegue realizar muito se você não se importa com quem ganha o crédito.

“O poder concentrado sempre foi o inimigo da liberdade.”

“Um hippie é alguém que se parece com Tarzan, caminha como a Jane e cheira como Cheetah”.

“O sonho americano não é que todo homem deve estar ao nível de qualquer outro homem. O sonho americano é que cada homem deve ser livre para se tornar o que Deus quer que ele seja.”

“Quando você não pode fazê-los ver a luz, faça eles sentirem o calor.”

”O propósito dos benefícios do governo deve ser o de eliminar, tanto quanto possível, a necessidade para a próprias existência dos benefícios do governo.”

”O contribuinte é o único que trabalha para o governo sem ter que prestar concurso.”

“Uma forma de deixar o crime não pagar por suas consequências seria deixar o governo executá-lo.”

“Um legislador acusou-me de ter uma atitude do século XIX na lei e na ordem. Isso é uma acusação totalmente falsa. Tenho uma atitude do século XVIII. Isso foi ensinado pelos Fundadores da América e eles deixaram claro que a segurança dos cumpridores da lei cidadãos deve ser uma das principais preocupações do governo. “

“Espero que tenhamos mais uma vez de lembrar as pessoas de que o homem não é livre, a menos que o governo seja limitado. Há uma clara causa e efeito aqui que é tão limpa e previsível quanto uma lei da física:.. Conforme o governo expande, a liberdade diminui”

“Temos de rejeitar a ideia de que cada vez que uma lei é quebrada, a sociedade é culpada, em vez de o infrator. É tempo de restaurar o preceito americano de que cada indivíduo é responsável por seus atos.” 

“O primeiro dever do governo é proteger as pessoas, não governar suas vidas.”

“Você e eu temos um encontro com o destino. Vamos preservar para os nossos filhos esta, a última esperança do homem sobre a terra, ou nós iremos sentenciá-los a dar o primeiro passo para milhares de anos de escuridão. Se falharmos, pelo menos, deixem os nossos filhos e os filhos de nossos filhos dizerem que nós justificamos o nosso breve momento aqui. Nós fizemos tudo o que poderia ser feito. “

”O governo é como um bebê. Um canal alimentar com um grande apetite numa ponta e nenhum senso de responsabilidade na outra.”

“A recessão é quando seu vizinho perde o emprego. Uma depressão é quando você perde o seu. Ea recuperação é quando Jimmy Carter perde o seu.”

“Como você define um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como você define um anti-comunista? É alguém que entende Marx e Lênin.”

“Confie, mas verifique”.

“Espero que sejam todos republicanos.” (Para os cirurgiões quando ele entrou na sala de cirurgia depois de sua tentativa de assassinato)

“Os homens da Normandia tinham fé de que o que eles estavam fazendo era certo. Eles tinham fé que lutavam por toda a humanidade, a fé que um Deus justo iria conceder-lhes a misericórdia. Foi nesse profundo conhecimento que descobrimos uma profunda diferença moral entre o uso da força para libertação e ao uso da força para a conquista “.

“Algumas pessoas se perguntam todos os dias se eles fizeram a diferença. Os fuzileiros navais não têm esse problema.”

“A história ensina que a guerra começa quando os governos acreditam que o preço de agressão é barato.”

“A liberdade nunca está mais do que uma geração de distância da extinção. Nós não a passamos aos nossos filhos na corrente sangüínea. Ele deve ser protegida e entregue para para que eles façam o mesmo, ou um dia vamos passar anos nossos dizendo aos nossos filhos e os filhos de nossos filhos como era nos Estados Unidos, onde os homens eram livres. “

“As nove palavras mais terríveis no idioma em Inglês são: ‘Eu sou do governo e estou aqui para ajudar.”

“Não temos uma dívida de trilhões de dólares porque não taxamos o suficiente, temos uma dívida de trilhões de dólares, porque gastamos muito.”

“Secretário Geral Gorbachev, se você procura a paz, se você busca a prosperidade para a União Soviética e para Europa Oriental, se você procura a liberalidade:! Venha para este portão Sr. Gorbachev! Abra este portão Sr. Gorbachev! Derrube este muro! “
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terça-feira, 7 de maio de 2013

RAPADURA

QUANDO SE TEM DOUTORADO

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

QUANDO SE TEM MESTRADO

A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO

O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO

Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL

Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO

Rapadura é doce, mas não é mole não!!!!!

(desconheço o autor)
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

PLANTA SOBREVIVE A 40 ANOS EM TERRÁRIO LACRADO

Uma planta cultivada dentro de uma garrafa de vidro está viva há 40 anos sem ar fresco ou água.

O jardineiro David Latimer, 80 anos, plantou o exemplar em uma garrafa de vidro em 1960 e lacrou o frasco 12 anos depois. Mas, para sua surpresa, até hoje ela continua “firme e forte”.

Especialistas dizem que a garrafa pode ser um perfeito ecossistema completamente autossuficiente com a planta e bactérias trabalhando ativamente no solo.

A única coisa externa necessária para manter a planta viva durante tantos anos é a energia vital para promover a produção de glicose, seu alimento que a faz crescer e se manter viva. Evidentemente, a fonte energética vem do Sol.

A água já existia dentro da garrafa quando a planta foi inserida e ela continuou a ser reciclada, enquanto as bactérias da terra quebravam materiais orgânicos em decomposição que caíam da planta, liberando dióxido de carbono, tão necessário para o processo de fotossíntese.

O senhor Latimer disse que quatro espécies foram plantas e quando a garrafa foi lacrada, 3 morreram e apenas 1 sobreviveu todo esse tempo. Ele tem orgulho de sua “obra” e a mantém embaixo de sua escada.

Ele afirmou ao portal Dailymail que espera deixar a garrafa para seus filhos quando morrer. Mas, se eles não quiserem, a Royal Sociedade de Horticultura da Inglaterra já demonstrou grande interesse em adquiri-la.

Vejam mais fotos e a notícia completa (em inglês) no DailyMail:

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

DESMISTIFICANDO O BODE DA MAÇONARIA

Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.´

Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por­que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.

Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja. Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - “Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”. Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” - aquele que não fala, sabe guardar segredo.

Texto: JOSÉ CASTELLANI
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

BLOG DO CÓDIGO FLORESTAL

Durante muito tempo estive acompanhando o Blog do Código Florestal e com isso aprendi a respeitar seu autor Ciro Siqueira.

Recentemente ele decidiu fechar o blog e sob protesto de muitos de seus leitores tomou a decisão de passar o bastão do blog para uma equipe de blogueiros. Para mim foi uma honra ser convidado a fazer parte deste time e espero estar a altura de tal empreendimento.

Por enquanto o blog está titulado como "ExBlog do Código Florestal" mas oportunamente mudará de nome. A linha editorial seguirá bem próxima versando sobre código florestal, meio-ambiente, política indigenista, agricultura e agronegócio, produtor rural, fontes energéticas, sustentabilidade, mudanças climáticas, etc. - Sempre com um viés de contestação ao fundamentalismo manipulador imposto pela ideologia de muitas ONGs e de movimentos sociais esquerdistas.

Não é uma tarefa fácil e já prevemos problemas mas alguém precisa fazer este serviço: Alertar o mundo que nem tudo é o que parece.
"Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que os bons homens não façam nada." - Edmund Burke 1729/1797

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O EXTERIOR REFLETE O INTERIOR

Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou á beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

"Que tipo de pessoas vive neste lugar?"

Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem? - Perguntou por sua vez o ancião.

Oh! Um grupo de pessoas egoístas e malvados - replicou-lhe o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho replicou - a mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:

"Que tipo de pessoas vive por aqui?"

O velho respondeu com a mesma pergunta: "Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?"

O rapaz respondeu: " Um magnífico grupo de pessoas amigas, honestas, hospitaleiras... Fiquei muito triste por ter de deixá-las.

"O mesmo encontrará por aqui" - respondeu o ancião.

Um senhor que havia escutado as duas conversas perguntou ao ancião: "Como é possível dá a mesma resposta a situações diferentes?"

Ao que o velho respondeu: "Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive".

"Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmo".

"O homem sempre colherá justamente o produto da semente que ele plantou!"
(Gálatas 6.7)
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

YES, NÓS TEMOS BANANAS! até quando?

Esta postagem leva no título a marchinha de carnaval que o Braguinha e Alberto Ribeiro fizeram em 1937. Naquela época eles nunca poderiam ter imaginado a situação que hoje o cultivo desta fruta tão comum na mesa do brasileiro poderia estar sofrendo.

A frase tão comum "a preço de banana" em breve poderá ter outro uso: indicar algo de preço caro e inacessível ao povo sendo reservado aos mais abastados. Talvez isso não aconteça, esperamos que não aconteça, mas o risco existe a depender de um outro tipo de "bananas" - os eco-bananas militontos a la Madre Marina Selva.

Refiro-me as consequências que o novo Código Florestal poderá impor a produção desta fruta colocando um ônus impagável a muitos pequenos agricultores e provavelmente condenando muitos deles a saírem de suas terras e virem aumentar a população urbana.

Semana passada estive em viagem do RS à SP e tirei algumas fotos. A primeira foto abaixo é da região de Maquiné/RS e ao longo de 50 km ou mais o que vimos foi bananas e mais bananas, morros e mais morros repletos de bananas, muitos deles em áreas consideradas APP e que terão que ser destruídos para plantio de mata nativa.


Seguindo viagem, logo após Curitiba, passamos pelo Parque Estadual de Jacupiranga, também repleto de bananais por todos os lados, vejam nas duas fotos seguintes:



Em nossas viagens tenho o costume de sempre parar e conhecer esses produtores rurais de beira de estrada. Além de comprar alguma coisa busco sempre conversar, perguntar, aprender, conhecer algo novo e tenho sido bem feliz nesses contatos. Pessoas boas, de bom coração e atenciosos, mas que tem sofrido uma injustiça e uma insegurança jurídica incrível e muitos deles contam histórias da truculência dos fiscais ambientais impondo um ônus incrivelmente difícil de cumprir.

Com o novo Código Florestal talvez isso melhore um pouco e algumas garantias sejam legitimadas para a permanência do homem no campo mas ainda falta muito para o reconhecimento pleno desta que é a mais bela das profissões: o agricultor, que retira da terra o alimento que sustenta a todos nós.

Sobre bananas indico ainda a postagem do Ciro Siqueira neste blog:
http://www.codigoflorestal.com/2012/09/adeus-banana.html

Para finalizar quero registrar uma outra foto que me fez parar na estrada para tirar a foto e entrei no site indicado para ver do que se tratava e pude constatar outro problema sério que os agricultores da região de Maquiné/RS estão enfrentando: a perda de suas terras para a nova legislação que trata dos quilombolas - uma lei que ao tentar corrigir uma injustiça do passado atua cometendo novas injustiças e causando inúmeros outros problemas na região. Vejam a foto e depois entrem nos links indicados a seguir:


Blog dos Agricultores Familiares da Região de Maquiné/RS:
http://comunidadeaguapes.blogspot.com.br/

Texto de Reinaldo Azevedo sobre Quilombolas:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-stf-a-voz-rouca-a-voz-louca-a-lei-os-quilombolas-os-indios-as-minorias-barulhentas-a-maioria-silenciosa-ou-sem-o-stf-so-resta-o-golpe-de-estado-excelencias/

ATUALIZAÇÃO DESTA POSTAGEM EM 31/10/12
Após eu ter escrito esta artigo a Presidente Dilma fez alguns vetos no Código Florestal e confirmou minhas previsões que já começam a ser notícias como esta abaixo:
Área para produção de bananas em São Paulo pode perder até 10 mil hectares com Código Florestal, diz associação


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

TUDO QUE VICIA COMEÇA COM "C"

Os vícios vêm como passageiros, visitam-nos como hóspedes e ficam como amos.
- Confúcio
Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.

Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.

Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seuchimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.

Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?

E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal écloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.

Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade…cinco.

Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.

Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.

Escrito por Ricardo Mallet e transcrito do blog do autor aqui:
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

"TODO MUNDO" É MUITO SUBJETIVO

Já faz algum tempo que assuntos como Código Florestal e Belo Monte (entre outros) vem causando um reboliço na mídia e nas redes sociais.

Agora devido à Rio+20 o assunto virou assunto obrigatório em todos os telejornais e sobrecarregou as redes sociais com manifestações de todos os tipos: a favor, contra, emotivos, apelativos, sem noção, com argumentos, inteligentes, e ..... discussões e bate-bocas de todos os tipos.

Ontem tivemos dois eventos bem significativos de como as coisas estão ficando delicadas neste sentido:

1. O primeiro foi a invasão e depredação do espaço AgroBrasil por arruaceiros do MST e Via Campesina como amplamente noticiado e inclusive com participação do Greenpeace como noticiado pelo jornalismo da Band. Vejam neste link:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/espaco-da-cna-na-rio20-e-invadido-e-depredado-por-terroristas-do-mst-da-via-campesina-e-de-outros-movimentos/

2. O segundo foi em um evento com a Ministra do Meio-Ambiente Izabella Teixeira onde manifestantes perderam a razão (alguns dizem que perderam a paciência) e foram obrigados a ouvir uma aula de democracia - vejam aqui no Blog da Amazônia:
http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2012/06/22/ministra-do-meio-ambiente-quebra-silencio-sobre-belo-monte-e-codigo-florestal-nao-posso-resolver-todos-os-problemas/

A característica mais marcante que fica patente em todas as manifestações é que TODOS tem opinião formada a respeito desses assuntos e TODOS são a favor do meio-ambiente ... MAS .... nem TODOS entendem exatamente os "porquês", os "para que" e ainda pior o "como" - e o mais importante que quero considerar e motivo principal deste artigo: TODOS vão se retrair quando souberem exatamente a parte que lhes cabe.


Quem estiver acompanhando o noticiário sobre a Rio+20 vai entender perfeitamente a charge acima que sinteticamente revela o resultado da conferência, ou seja, um relatório final enfraquecido, como já era previsto a meses por quem estuda o assunto, refletindo a soma das nações, de seus governos e de seus cidadãos.

Ahhhh.... dos cidadãos não senhor! <== Um dos argumentos muito utilizados nas discussões.

Claro! - Como já ficou esclarecido: TODOS são a favor do meio-ambiente. Eu também !!!

Vou agora entregar argumentos sólidos (será?) em favor do meio-ambiente "de bandeja" tá:

http://www.senado.gov.br/noticias/DataSenado/release_pesquisa.asp?p=41

No link acima iremos encontrar uma pesquisa de opinião pública do Senado Federal que diz que 92% da população é a favor do meio-ambiente e não querem desenvolvimento que implique em poluição. Há outros números na pesquisa. Confiram!

Mas o que exatamente isso significa? - Pesquisa por telefone? Como assim? Alguém me liga e me pergunta o que eu acho do meio-ambiente? - Vou responder que o meio-ambiente é muito importante sem dúvidas. Ou seja: pesquisa completamente subjetiva sem valor estatístico real!

TODO MUNDO é a favor da PAZ e do AMOR
...mas não pise no meu calo seu fdp¨$@&#$(*%^!

Os que usam este argumento já fizeram propostas de um plebiscito, um sobre o Código Florestal e outro sobre Belo Monte, pelo que já li a respeito. Na verdade, juridicamente falando, um Plebiscito não seria o instrumento mais adequado mas um Referendo para ratificar ou derrubar a lei já aprovada. Em minha opinião isso seria ótimo. Sou a favor!

Em se instituindo os trâmites para um Plebiscito ou Referendo teremos toda uma nova discussão democrática e o mais importante: teremos horário político na televisão com tempos iguais para os argumentos dos prós e dos contras. Alguém aqui se lembra do Referendo de 2005 sobre a proibição de armas de fogo e munição? Vejam aqui como foi:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Referendo_no_Brasil_em_2005

No caso atual seria complicado estabelecer a pergunta base, mas faremos um exercício virtual - vou formular a pergunta baseado nos acontecimentos recentes:

REFERENDO DEMOCRÁTICO 2013:
Você é a favor do Brasil priorizar o meio-ambiente reduzindo drasticamente a implementação de infra-estrutura que o impactem diretamente?

Chapa pelo SIM:
VERDE BRASIL - FLORESTA FAZ A DIFERENÇA
Liderado por Marina Silva

Chapa pelo NÃO:
BRASIL AGRO SUSTENTÁVEL - CELEIRO DO MUNDO
Liderado por Kátia Abreu

Adoraria ver esse embate. Seria muito revelador. Vamos apoiar essa ideia?

Quero ver se "TODO MUNDO" vai ajudar a pagar a conta.
> Será que "TODO MUNDO" vai querer sair da zona de conforto pagando mais impostos e taxas, vendo os alimentos subindo de preço, correndo riscos de novos apagões, tendo suas vidas vigiadas pelo "Grande Olho Verde" e engolindo sapos de ver suas liberdades individuais sob a ingerência acachapante do estado...
OU
> Será que "TODO MUNDO" vai querer manter e ainda melhorar sua qualidade de vida com aumento do PIB Brasileiro, mais empregos, mais infra-estrutura, telecomunicações, eletricidade estável de boa qualidade e com preços mais competitivos...
Já estou até ouvindo as críticas: Luis, você está sendo radical! - Nã-nã-ni-nha-não! Estou sendo apenas realista e sem que com isso eu esteja sendo contra o meio-ambiente. Estou "advogando" em prol de bom senso e pé-no-chão. Desenvolvimento sustentável não pode ser sustentável com argumentos insustentáveis. Simples!

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Observações:

* Um referendo sobre o Código Florestal é factível juridicamente mas sobre Belo Monte não pelo fato do mesmo não ser regulamentando por lei.

* Sobre o Código Florestal já escrevi um artigo aqui neste blog, vejam aqui:
http://liberatusconscientiae.blogspot.com.br/2012/05/reflexoes-sobre-o-codigo-florestal.html

* Sobre Belo Monte ainda pretendo escrever um artigo oportunamente.

* Em tempo: sou ambientalista e estou ajudando a pagar a conta - mas sou contrário aos argumentos falaciosos e fundamentalistas de grande parte do movimento dito "ambiental". Acredito em mudanças conciliatórias e democráticas. Acredito em educação e na pesquisa científica verdadeira. Vivo e trabalho em uma Ecovila e procuro ensinar pelo exemplo do que é possível fazer aliando 3 pilares: meio-ambiente + economia + humanismo (não necessariamente nesta ordem).

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sábado, 16 de junho de 2012

VELHINHO MINEIRO APOSTADOR

A Receita Federal decide fazer auditoria na declaração de um velhinho mineiro, e convoca-o para comparecer à Repartição.

O auditor não ficou surpreso quando o velhinho apareceu com seu advogado.

O auditor disse:

'Bem, o senhor tem um estilo de vida extravagante e sem emprego o tempo todo, como pode explicar, isto ?
Dizendo que ganha dinheiro no jogo? A Receita Federal não considera crível.

“Eu sou um grande jogador e apostador, e eu posso provar isso ", diz o velhinho. "Que tal uma demonstração?

O auditor pensa por um momento e disse: 'Ok ... Vá em frente. "
O avô diz: "Eu aposto com você mil Reais que eu posso morder meus próprios olhos."

O auditor pensa um instante e diz: 'Tá apostado. "

O velhinho tira o olho de vidro e morde. O queixo do auditor cai.

O velhinho diz: 'Agora, eu aposto que dois mil Reais que eu posso morder meu outro olho. "

Agora, o auditor, sabendo que o velhinho não é cego, topa a aposta.

O velhinho tira a dentadura e morde seu olho bom.

O auditor atordoado agora percebe que ele apostou e perdeu duas vezes, e tendo o procurador do velhinho como testemunha. Ele começa a ficar
nervoso.

"Quer ir para o dobro ou nada? O velhinho fala: 'Aposto seis mil Reais que eu posso ficar em um lado da sua mesa, e fazer xixi na lixeira do outro lado e não cair nenhum pingo sobre a sua mesa ..'

O auditor, duas vezes queimado, é cauteloso agora, mas ele olha com atenção e decide não há nenhuma possibilidade de ele fazer aquilo para aquela distância sem respingar sobre a mesa, então ele topa de novo.

O velhinho fica ao lado da mesa e abre sua calça, mas apesar de ele forçar poderosamente, ele não consegue fazer o fluxo do xixi alcançar a lixeira do outro lado, então ele praticamente urina em toda mesa do auditor .

O auditor da saltos de alegria, percebendo que ele acabou de fazer de uma grande perda em uma grande vitória.

Mas o advogado do velhinho estava aos gemidos e coloca sua cabeça entre suas mãos.

'Você está bem?' o auditor pergunta ao advogado.

"Não realmente," diz o advogado. "Esta manhã, quando meu avô me disse que tinha sido convocado para uma auditoria da Receita, ele apostou comigo vinte e cinco mil reais que ele poderia vir aqui e fazer xixi em sua mesa e que você ainda ficaria feliz com isso!

* copiei deste blog: http://www.curvasdeminas.com/2012/06/velhinho-mineiro-apostador.html

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terça-feira, 5 de junho de 2012

CARTA DOS CRIADORES DE ASF AO CONAMA

Já faz muitos anos que venho estudando e alimentando o ideal de começar um meliponário. Para quem não conhece "meliponário" é uma coleção de colméias de Abelhas Sem Ferrão (ASF) também conhecida como Meliponíneos, nativas ou indígenas. Acredito que muita gente já ouviu falar da "Jataí", mas esta é apenas uma espécie entre aproximadamente 300 existente no Brasil.

Recentemente teve uma feira do Mel aqui na cidade e pude conversar com diversos criadores e resolvemos finalmente iniciar nosso projeto adquirindo uma caixa e começando a construir outras caixinhas além de estamos estudando bastante, lendo livros, visitando blogs, conversando com criadores, etc.

Estamos bem entusiasmados... ou estávamos... pois uma nuvem escura se interpõe no horizonte e tive uma baita surpresa ao me deparar com uma resolução do CONAMA assinada por MARINA SILVA que tem criado inúmeros problemas e dificuldades aos criadores das abelhas nativas. Lamentável, simplesmente lamentável, fiquei profundamente entristecido e frustrado. Vamos aos fatos:

O meliponicultor Jean Locatelli, do Grupo Abena que possui mais de mil associados, enviou uma carta ao CONAMA, onde de forma clara, conseguiu relatar as dificuldades que impedem que a meliponicultura se consolide como uma atividade de vital importância para a ecologia brasileira.

É um absurdo que o criador de abelhas nativas, ao realizar uma grande ação voluntária em favor da natureza ao conseguir com muito trabalho, amor e investimento próprio, chegar a mais de 50 colônias de abelhas nativas, que irão polinizar a flora nativa e assim garantir a preservação das nossas matas, sofrer as mesmas exigencias que são impostas a um jardim zoológico, por exemplo.

Nunca é demais lembrar que diversas árvores brasileiras, algumas ameaçadíssimas de extinção, são polinizadas exclusivamente pelas abelhas nativas brasileiras. Quanto maior o número de abelhas nativas, maiores as chances de salvação e ampliação da flora brasileira.

Assim, segue abaixo o texto do Jean, que na verdade não é apenas do Jean, mas sim a voz de praticamente a totalidade dos meliponicultures brasileiros.

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Prezado Sr Nilo Sérgio de Melo Diniz
Diretor do Departamento de Apoio ao Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA.
Secretaria Executiva - Ministério do Meio Ambiente. Brasília/DF

Primeiramente concordamos com o enunciado da Resolução 346, especialmente quando diz: “abelhas silvestres nativas, ..., e que vivem naturalmente fora do cativeiro,...”, ou seja, não podemos enquadrar esses animais aos demais animais que quando criados racionalmente ficam presos, reclusos, e privados de sua liberdade de ir e vir, ou seja, em cativeiro, sob a tutela exclusiva do homem.

No entanto Senhores, as Abelhas Sem Ferrão – ASF são animais que para viverem precisam estar soltas. Sim – livres, assim podem forragear na natureza, e em busca do néctar que é a sua fonte primária de energia; acabam realizando o fantástico serviço de fecundação cruzada, ao levarem o pólen que é o gameta masculino para as anteras que são os órgãos reprodutores femininos da outra planta da mesma espécie, contribuindo assim, para o milagre da reprodução e continuidade das espécies.

Executam também uma atividade desconhecida e pouco comentada até então, que é a dispersão de sementes, quando coletam prendem sementes em seus corpos e as perdem no cominho, com efeitos positivos e muito benéficos para a flora e fauna.

Então para executarem essas tarefas naturais, precisam estar SOLTAS e não em CATIVEIRO, como podem penar alguns defensores da fauna nativa, e claro na Resolução citada.

O ponto nevrálgico na Resolução 346, é referente a quantidade de colméias. Pois em seu parágrafo 2º do Art 5º, diz:

§ 2o Ficam dispensados da obtenção de autorização de funcionamento citada no parágrafo anterior os meliponários com menos de cinqüenta colônias e que se destinem à produção artesanal de abelhas nativas em sua região geográfica de ocorrência natural.
Então, essa limitação de 50 (cinqüenta colônias), não tem propósito ambiental. Enquanto os demais seres não possuem tal dispositivo limitador as ASF tem, e sem uma justificativa plausível. As próprias Apis melliferas (abelhas africanas) são criadas pelo continente inteiro sem restrições, ocorrem no campo e nas cidades, e estão sendo fomentadas no mundo inteiro devido às grandes baixas de suas populações por intoxicações por defensivos agrícolas e transgênicos.

Frangos, bovinos, caprinos, eqüinos, etc, mesmo sendo animais de fora do nosso território são criados sem qualquer restrição de quantidade, e sim estimulados para aquecer a economia, gerar empregos e alimentos, mas as ASF parecem que foram eleitas como bode espiatório...

Impor um limite ao criador é impedir o crescimento da atividade – meliponicultura. É tratar a atividade diferenciadamente pois é sabido que grande parte dos Meliponicultores, artesanais, hobistas, preservacionistas e que laboram em educação ambiental, não possuem condições de se enquadrarem na legislação que exige além de um profissional (biólogo), casa do mel e demais requisitos pertinentes a industria, o que não cabe a meliponicultura de fundo de quintal.

Essa condição de ilegalidade, expõe desnecessariamente pessoas que trabalham na preservação de um nicho em extinção, que investem recursos próprios em benefício da natureza.

A lei deveria diferenciar os níveis da meliponicultura por ATIVIDADE e não por quantidade.
- conservacionista/preservacionista, hobista, doméstica ou subsistência;
- comercial; e
- cientifica.

A meliponicultura além de ser natural do homem do campo, da zona rural, hoje também é praticada por muitos criadores que moram em áreas urbanas, contribuindo assim para a preservação de plantas que mesmo sem fins comerciais, contribuem para com a vida nas cidades.

Não esqueçamos que onde há antropização, ou seja utilização dos espaços por humanos, a bem pouco tempo era tudo da natureza, logo, qualquer espaço que seja, é área de ocorrência natural dos seres endêmicos deste continente, e não há de se conjeturar, erradicar as ASF dessas ares, exceto algumas espécies extremamente defensivas, quando estiverem alojadas em local impróprio e estiverem inviabilizando as atividades urbanas.

Já para os criadores da zona rural, quando inseridos na meliponicultura, passam a ter mais zelo para com o uso dos recursos naturais (solo, ar e água), bem como ficam comedidos no emprego de venenos e substancias tóxicas, adequando as demais atividades da lavoura a meliponicultura, pois não se pode dispor de práticas nocivas ao meio ambiente, e ter conjuntamente ASF; passam assim a serem potenciais parceiros ajudando no processo de fiscalização contra práticas nocivas a natureza (caça, pesca, queimadas, derrubadas, uso inadequado ou proibido de substancias tóxicas, etc).

Mas, do jeito que está disposto na Resolução 346 (e IN 169), mesmo que numa cidade de 1.000.000 de habitantes, tenha somente um criador, ele não poderá ter mais de 50 enxames, sob pena de ter de se cadastrar como criador profissional. E isso é inconcebível, pois a atividade não se sustenta com tão reduzido plantel, sendo que defendemos que não deve haver limitador, o qual para se considerar adequado, precisaria ser de pelo menos 20 vezes esse quantitativo.

No outro vértice, se houverem centenas de ASF num local, não há prejuízo a natureza, pois em primeira análise, não se vislumbra qualquer dano, pois mesmo em caso de superlotação, como elas não possuem ferrão, não podem causar mal a ninguém, e há de se considerar que em meliponários de maior envergadura, se requer manejo racional, com técnicas modernas de subsistência dos cortiços, compensando a eventual falta de recursos naturais do local, a exemplo de outras atividades (avicultura, suinocultura, etc.) que exigem a suplementação energética de forma artificial, o que é plenamente dominado pelos atuais criadores de ASF.

E, como a lei não proíbe divisões, como explícito no Art 4º, que diz:

“Art. 4o Será permitida a comercialização de colônias ou parte delas desde que sejam resultado de métodos de multiplicação artificial ou de captura por meio da utilização de ninhos-isca.”
Nem o aumento do plantel, como apregoa o Art 3º:
“Art. 3o É permitida a utilização e o comércio de abelhas e seus produtos, procedentes dos criadouros autorizados pelo órgão ambiental competente, na forma de meliponários, bem como a captura de colônias e espécimes a eles destinados por meio da utilização de ninhos-isca.”
Ratificados pelo Art. 5o que em seu parágrafo 3º cita:
“§ 3o A obtenção de colônias na natureza, para a formação ou ampliação de meliponários, será permitida por meio da utilização de ninhos-isca ou outros métodos não destrutivos mediante autorização do órgão ambiental competente.”
Logo, um criador de ASF amadorista que obtiver 50 enxames de forma legal (divisão racional ou captura natural via iscas), por essa norma fica impedido de progredir, sob pena de ter de se enquadrar em outra categoria, a comercial, com normas rigorosas e com encargos incompatíveis para com a atividade. Na categoria amadora, a atividade está crescendo lentamente, mas recuou com a edição da Resolução, que inviabiliza totalmente qualquer iniciativa não comercial, afastando potenciais preservadores das espécies.

Isso per si gerou desistências, pessoas que optaram por sair da atividade para não terem de se submeter a uma carga desproporcional de impostos e gastos, incompatíveis com a atividade de preservação.

Noutro vértice, os que permaneceram não conseguem se regularizar. Acabam ficando a própria sorte e ao arrepio da lei; essa situação transforma o criador parceiro do meio ambiente em um infrator, pois sim, quem não está a contento da lei está contra ela.

Perde dessa forma a natureza com a participação voluntária desse contingente, e perde o Estado, com a perspectiva de futura inclusão no mercado produtor e perdem as ASF por ficarem desprotegidas, pois o Estado na sua boa intenção, protege no papel, mas não protege na prática.

Então um Meliponicultor que tem 49 enxames, e os divide todos, passaria em uma temporada de multiplicação para 98 cortiços. Estaria assim de um dia para o outro na ilegalidade, caso não contratasse um biólogo, fizesse uma casa de mel, e pagasse todas as taxas como criador comercial profissional, ficando em condição desconfortável perante a legislação, justamente quem está agindo em benefício das espécies criadas e manejadas racionalmente, com todas as custas requeridas pelo segmento.

Ou seja, seria num espaço de tempo muito curto, catapultado de criador hobista ou preservacionista, para a qualificação de comercial, mesmo que não tenha tal intenção.

E, isso simplesmente por conta dessa COTA injustificável de 50 Enxames.

Tem muito TEÓRICO que não possui ASF e nem tem noção de quão importantes são para a natureza, e as tratam a semelhança de outros animais em cativeiro, e isso tem prejudicado sobremaneira a expansão da atividade.

A meliponicultura necessita de políticas públicas pró-atividade, pois é uma atividade incluidora, sociambientalmente correta e necessária a natureza.

Com relação a Guia de Transito e Circulação dos enxames de ASF, diz o Art 6º:

"Art. 6o O transporte de abelhas silvestres nativas entre os Estados será feito mediante autorização do IBAMA, sem prejuízo das exigências de outras instâncias públicas, sendo vedada a criação de abelhas nativas fora de sua região geográfica de ocorrência natural, exceto para fins científicos."
Com relação a esse assunto, temos a convicção de que a meliponicultura deve ser direcionada para CAPACITAÇÃO e não para a limitação, exclusão e punição.

Ao transformar os Meliponicultores que hoje não tem acesso a cursos pagos pelo sistema de proteção a fauna, e acabam sendo banidos da atividade por não conseguirem se adaptar as exigências absurdas da lei, que pode até servir para atividades extensivas, mas não para a preservação de fundo de quintal; onde se pretende oferecer alternativas laborais de apoio a renda familiar, e produção orgânica, sendo as ASF bioindicadores naturais, sendo que a atividade precisa reconhecer a importância dos trabalhadores da polinização, e da preservação do meio ambiente, pelo excepcional prestação do SERVIÇO AMBIENTAL.

Assim, os criadores devem ser estimulados fazer o curso básico de capacitação em meliponicultura, com no mínimo 20 horas aula, 20 de teoria e 4 de prática. Modulo 1, para ser preservacionista/hobista, turismo ecológico, amadorista, urbano e rural, que não tem fins comerciais, capacitando-o ao manejo profícuo e exitoso das ASF, que como polinizadores, estão protegidos pela lei e devem ser proliferadas, pois a cada criador, mais um aliado na atividade, sendo que o Meliponicultor precisa por força da atividade conservar a flora existente, e plantar mais, para subsistência de seu plantel.

Para o Meliponicultor Comercial, curso de 40 horas, sendo 32 de teoria e 8 horas de prática, Módulo 2. Idem para os criadores científicos. Assim, o criador Meliponicultor ao se formar, é direcionado a se cadastrar no IBAMA, afim de obter o numero do seu REGISTRO e fazer o seu Cadastro no site.

Dessa forma o IBAMA tem como acompanhar a atividade e gerir o processo e as novas políticas para aproveitamento desse potencial latente que são os Meliponicultores, que capacitados com cursos serão pessoas úteis a natureza e essenciais / necessários à preservação das ASF;

Sugerimos também a criação de uma Carteirinha de Meliponicultor, que pode ser expedida automaticamente pelo próprio site do IBAMA, já com os dados do criador e o numero do cadastro impresso, a fim de diferenciar o criador homologado para a atividade do mateiro e do inabilitado.

Essa forma de controle, também pode ser gerenciada junto as Associações regionais ou estaduais de Meliponicultores ou apicultores onde não existir aquelas. Sempre precedidas do registro no site do IBAMA, e com a referente numeração para fins de fiscalização e controle.

Assim estaremos fomentando o ASSOCIATIVISMO e a integração dos envolvidos, pois entendemos que o homem é ser gregário, precisa conviver com seus afins, solidificando a saúde mental e física, pois no mundo moderno que vivemos cada um está se voltando para o seu Eu, e a população está ficando doente, estressada e depressiva.

Esse comportamento individualista e pouco altruísta, redunda em doenças de toda ordem e numa violência crescente em todos os setores da nossa sociedade. Então podemos concluir que fomentando o associativismo e a integração a meliponicultura é incluidora e socialmente justa.


É um assunto polemico a criação das Abelhas de outras áreas de ocorrências, pois são tratados, geralmente, por pessoas desinformadas, desatualizadas e adstritas a doutrinas defasadas, e ao assessorarem o Legislativo, IBAMA e o Conama (MMA), concorrem para com o estigma de que essa prática seja inviável, o que não é verdade.


Temos muitos criadores, em diversas regiões do continente, que estão criando eficazmente ASF de regiões não endêmicas, um exemplo clássico é a Apis (africana) que está sendo criada praticamente no mundo inteiro, e sendo uma abelha pode ser usada como referencia de adaptação.


Mas, no que tange as nossas tupiniquins brasileiras, não é verdade de que Abelhas de outras áreas de ocorrências não podem ser criadas fora de suas regiões de endemia, pois PODEM e podemos provar devido a existência de um numero enorme de meliponários dessas espécies, que desde que criadas de forma técnica e racional, apresentam a mesma performance das locais.

E, quanto a questão fitossanitária não há nenhuma evidencia ou caso concreto de que as ASF tenham causado algum problemas a fauna, se bem que temos plantas e animais exóticos criados em todos os lugares (demais animais COMERCIAIS), e quanto ao manejo dos subprodutos das ASF já existe uma norma especifica de boas praticas, previstas pela Riispoa.

Quanto ao fator da aclimatação, um tabu a bem pouco tempo, já foi derrubado. E isso ocorreu pela força popular, os próprios criadores tiveram de arcar com experiências as suas próprias expensas, ate que desenvolveram as técnicas adequadas de aclimatação e hoje essas espécies já estão se adaptando a climas distintos aos originais, se tornando opção de produção orgânica frente a decadência das apis (africanas).

E essa capacidade de se adaptar em clima variado é adstrita a vida, pois se assim não o fosse teriam sido extintas pelas mudanças do clima a muito tempo, haja vista que existem a cerca de 200 milhões de anos. Só o que precisam para se adaptarem fora de seu nicho natural, é de manejo adequado e de tempo para reconhecerem as floradas e se adaptarem ao clima, quando diverso do seu.

Para os criadores que tem ASF de outras regiões, poderia ser criada uma classe especifica para fins de acompanhamento especial, de forma que os órgãos fiscalizadores ou reguladores da atividade possam ter relatório anual do desenvolvimento da atividade, de maneira a identificar os criadores que estão tendo problemas de manutenção dos estoques, e as causas, podendo serem adotadas medidas adequadas para a solução do problema.

Mas para isso a meliponicultura se tornar tão importante quanto é necessária, temos de quebrar os limites de criação, pois 50 não tem fundamento e nem há uma justificativa pra tal, e nem mesmo o criador de fundo de quintal, deve ser restrito a essa ínfima quantidade.

É o nosso pedido.

Jean Carlos
http://br.groups.yahoo.com/group/abena/
1209 Associados
50 mil ASF


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RESOLUÇÃO CONAMA nº 346, de 16 de agosto de 2004
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res04/res34604.xml

Publicada no DOU no 158, de 17 de agosto de 2004, Seção 1, página 70

Disciplina a utilização das abelhas silvestres nativas, bem como a implantação de meliponários.

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990, e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno,

Considerando que as abelhas silvestres nativas, em qualquer fase do seu desenvolvimento, e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituem parte da fauna silvestre brasileira;

Considerando que essas abelhas, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são bens de uso comum do povo nos termos do art. 225 da Constituição Federal;

Considerando o valor da meliponicultura para a economia local e regional e a importância da polinização efetuada pelas abelhas silvestres nativas na estabilidade dos ecossistemas e na sustentabilidade da agricultura; e



Considerando que o Brasil, signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica- CDB, propôs a “Iniciativa Internacional para a Conservação e Uso Sustentável de Polinizadores”, aprovada na Decisão V/5 da Conferência das Partes da CDB em 2000 e cujo Plano de Ação foi aprovado pela Decisão VI/5 da Conferência das Partes da CDB em 2002, resolve:

CAPÍTULO I - Disposições Gerais

Art. 1o Esta Resolução disciplina a proteção e a utilização das abelhas silvestres nativas, bem como a implantação de meliponários.

Art. 2o Para fins dessa Resolução entende-se por:

I - utilização: o exercício de atividades de criação de abelhas silvestres nativas para fins de comércio, pesquisa científica, atividades de lazer e ainda para consumo próprio ou familiar de mel e de outros produtos dessas abelhas, objetivando também a conservação das espécies e sua utilização na polinização das plantas; 
II - meliponário: locais destinados à criação racional de abelhas silvestres nativas, composto de um conjunto de colônias alojadas em colméias especialmente preparadas para o manejo e manutenção dessas espécies.
Art. 3o É permitida a utilização e o comércio de abelhas e seus produtos, procedentes dos criadouros autorizados pelo órgão ambiental competente, na forma de meliponários, bem como a captura de colônias e espécimes a eles destinados por meio da utilização de ninhos-isca.

Art. 4o Será permitida a comercialização de colônias ou parte delas desde que sejam resultado de métodos de multiplicação artificial ou de captura por meio da utilização de ninhos-isca.

CAPÍTULO II - Das Autorizações

Art. 5o A venda, a exposição à venda, a aquisição, a guarda, a manutenção em cativeiro ou depósito, a exportação e a utilização de abelhas silvestres nativas e de seus produtos, assim como o uso e o comércio de favos de cria ou de espécimes adultos dessas abelhas serão permitidos quando provenientes de criadouros autorizados pelo órgão ambiental competente.

§ 1o A autorização citada no caput deste artigo será efetiva após a inclusão do criador no Cadastro Técnico Federal-CTF do IBAMA e após obtenção de autorização de funcionamento na atividade de criação de abelhas silvestres nativas.
§ 2o Ficam dispensados da obtenção de autorização de funcionamento citada no parágrafo anterior os meliponários com menos de cinqüenta colônias e que se destinem à produção artesanal de abelhas nativas em sua região geográfica de ocorrência natural. 
§ 3o A obtenção de colônias na natureza, para a formação ou ampliação de meliponários, será permitida por meio da utilização de ninhos-isca ou outros métodos não destrutivos mediante autorização do órgão ambiental competente.
Art. 6o O transporte de abelhas silvestres nativas entre os Estados será feito mediante autorização do IBAMA, sem prejuízo das exigências de outras instâncias públicas, sendo vedada a criação de abelhas nativas fora de sua região geográfica de ocorrência natural, exceto para fins científicos.

Art. 7o Os desmatamentos e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental deverão facilitar a coleta de colônias em sua área de impacto ou enviá-las para os meliponários cadastrados mais próximos.

Art. 8o O IBAMA ou o órgão ambiental competente, mediante justificativa técnica, poderá autorizar que seja feito o controle da florada das espécies vegetais ou de animais que representam ameaça às colônias de abelhas nativas, nas propriedades que manejam os meliponários.

CAPÍTULO III - Disposições Finais

Art. 9o O IBAMA no prazo de seis meses, a partir da data de publicação desta resolução, deverá baixar as normas para a regulamentação da atividade de criação e comércio das abelhas silvestres nativas.

Art. 10. O não-cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará aos infratores, entre outras, às penalidades e sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e na sua regulamentação.

Art. 11. Esta Resolução não dispensa o cumprimento da legislação que dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado e a repartição de benefícios para fins de pesquisa científica desenvolvimento tecnológico ou bioprospecção.

Art. 12. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

MARINA SILVA - Presidente do Conselho
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