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sexta-feira, 12 de março de 2010

DANCEI !

A sociedade moderna é doente, esta tão distante do ser original, espontâneo, natural, que seus valores estão completamente invertidos. O homem moderno sofre é de saudade do primitivismo, quando o simples e singelo era grandioso, e a vida fluía muito mais tranqüila e despreocupada.

Sofremos de nostalgia da vida natural, e ao mesmo tempo, já não conseguimos conceber uma vida sem o conforto da vida moderna, sem o celular, a internet, o carro, o elevador, etc.

É um conflito instalado na mente e coração do ente moderno:
“eu quero o campo, quero ar puro, quero comida natural e vitalizante, água fresca e cristalina, quero paz, mas como levar a cidade junto comigo?”

O homem primitivo revela a graça da celebração, e isto esta perdido no homem moderno, para o homem da cidade celebrar é se empanturrar de comida, nada saudável diga-se de passagem, é buscar algum tipo de fuga para as mazelas da rotina tresloucada, palavra que para mim significa loucura multiplicada por três, família -tradição –propriedade, as bases da sociedade repressora e patriarcal.

O homem da natureza, da tribo, é o homem da celebração viva, da ciranda, do circulo, do canto e da dança, dos ritos orgásticos, é o homem da pele, do prazer e do riso puro, praticamente sem motivo.

Estar vivo já é o grande motivo.

Como pode o homem moderno manter um estado de bem-aventurança e alegria? Com tantos afazeres, tantos compromissos, tanto corre-corre, tantas contas para pagar? Como pode existir qualquer tipo de euforia mística, quando a religião é uma propaganda e uma promessa continua de bens seguros, garantidos pelo investimento em dízimos?

O homem moderno é um macaco triste engaiolado a própria vontade por já não saber como é viver fora da jaula. Cabisbaixo repete as máximas de uma doutrina de medo e repressão que é tudo o que ele viu e aprendeu. Destas máximas, as mais “engraçadinhas” também são as mais cruéis, acha graça e ri da própria tortura auto-imposta e repetida mecanicamente desde a tenra idade!

Um exemplo? Aquela frase de efeito que se utiliza quando as coisas não saem do jeito que gostaríamos, é comum exclamar:

“ih dancei!”, “fulano de tal dançou bonito!”, não, não, não, mil vezes não!
Quando as coisas dão erradas, a última coisa que fazemos é dançar, alias, não dançamos nem quando as coisas dão certo!

A dança foi colocada no lugar errado, dançamos quando temos motivos para celebrar, e para quem sabe o sentido de viver, celebração é todo dia, todo dia é dia de agradecer e sorrir, mesmo quando a dor transpassa o peito, agradeço, pois estou vivo para sentir esta dor com toda a sua majestosa presença!

A desgraça vem e nós a chamamos de dança, enquanto a dança é o próprio estado de graça, de beatitude. A celebração foi ridicularizada, foi colocada como algo menor, celebração e prazer rebaixados a infortúnio, inferior( e o inferior leva ao inferno)exagero meu?

Perdoem-me as palavras consideradas chulas, mas é inevitável, quando tudo vai mal, costuma-se dizer: esta foda, estou fudido, oras não são estas palavras que remetem ao sexo? Ao prazer?

O individuo que celebra, que vive seu prazer com liberdade é mal visto dentro da sociedade doente, se todos sofrem, como alguém pode ter direito ao riso? A celebração? Ele não deve ser bom da cabeça, deve ser um louco, um irresponsável, com certeza esta não é uma pessoa confiável.

Para ser confiável ela deve ser séria, carrancuda, fechada e um tanto infeliz. Estes são os elementos que garantem uma pessoa de caráter, de moral, claro, todo moralista é um chato de galocha, a galocha é um tipo de calçado, de botas, aquelas que se usa nos dias chuvosos, sim para o chato moralista todo dia é nublado, e ele precisa proteger os seus pés, uma boa capa de chuva, um guarda-chuva negro imenso e uma cara sisuda, bem feia.

Para o homem natural os dias são mais ensolarados, e quando a chuva cai, é uma ótima oportunidade para dançar descalço na grama, louvando o dom das águas que descem para lavar a Terra.

Dançar e enamorar-se ficaram tão dificilmente desconfortáveis e antinaturais para o homem moderno, que só bebendo muito e inventando datas “especiais” para poder viver um pouquinho do que experimentaram nossos antepassados, os mais longínquos que você possa imaginar, já que o que chamo de sociedade moderna representa séculos de vida nas grandes cidades e fora da natureza.

A pessoa celebrante, jubilosa, apaixonada é considerada mundana, uma irresponsável, uma profana e profanadora, estas qualificações fazem com que todos tenham medo da fofoca, e se esforcem por manter uma imagem adequada e condizente com os valores impostos por outrem. Valores que visam manter as massas como cordeiros mansos aceitando a pirâmide social, sem questionar e pior contribuindo para sustentá-la, esforçando-se para subir nela ou ansiando por uma próxima reencarnação com um melhor “pedigree”.

Realmente a pessoa original, natural, intensa é mundana, só ela esta no mundo de verdade, os demais vivem dentro de um faz de contas em busca do reinado da segurança. Um mundinho artificial e barulhento.

O prazer liberta, a dança nos enriquece interiormente, a vida livre e solta acompanhando o compasso, o ritmo da musicalidade da natureza, nos faz plenamente mais satisfeitos com nossa realidade interior e com desejo de compartilhar e amar sem hierarquias, e isto não enche os cofres, não enche as igrejas, não proporciona busca incansável de bens de consumo que prometem êxtases divinos, promessa que nunca é cumprida!

Em síntese feliz você consome menos, ponto.

Se a sua vida é uma eterna dança de celebração, se você esta satisfeito, enamorado, se você experimenta o orgasmo da existência, e apaixonado beija as flores do campo assim como o beija-flor que livre vive a voar, você esta vivendo, vou repetir, você esta vivo!

E se você considerar-se vivo, como você gastará uma fortuna em comprimidos e drogas legalizadas e também as ilegais?Aliás, consideradas ilegais porque não existem impostos e taxas para engordar os cofres de poucos, mas servem a outros propósitos que invariavelmente vão render boas quantias de vil metal!

Se sua vida é gratidão, dança, amor, liberdade você esta vivo, repetirei isto incansavelmente, pois a promessa do mestre é vida abundante, o amor nos convida a viver com abundancia e prosperidade, e com simplicidade tudo fica mais simples.
Sério, melhor, sério não, brincadeira, se sua idéia sobre abundancia e prosperidade for o de acumular, você nunca estará suficientemente pleno, mesmo porque, a cada dia inventa-se uma bugiganga nova “indispensável para a vida”, as necessidades básicas vão sendo assomadas por variadas tecnologias e objetos sem valor intrínseco a vida. O básico já não é tão básico assim.

O que faz a vida plena é o sentido que damos a ela, encontre o seu sentido de viver (cada um tem o seu) e você terá encontrado uma fonte inesgotável de felicidade, abundancia e prosperidade, e então será fácil, celebrar e dançar, amar e viver.

Amar é viver, e quem não esta amando, esta morto, só falta enterrar.

Sim eu dancei, com toda alegria e gratidão, eu danço!

Vajrananda (Diógenes Mira)

*O sonho da casa própria e do modelinho papai+ mamãe+filhinhos, é um embuste e mantém o jogo de poder piramidal, comunidade é a resposta dentro e principalmente fora das grandes cidades.

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Este post é minha homenagem ao amigo Diógenes Mira que colocou esse texto na comunidade "Ayahuasca Brasil" no dia 12 de Março de 2009. Felicitações Diógenes.... Continuemos dançando...


http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=66491&tid=5447542046440532083&start=1
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Torne-se um lago !

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

– Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – disse o rapaz.

– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.

– Não – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

(conto zen)
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Qual a diferença entre ilusão e delusão?

São dois conceitos realmente diferentes, veja:

Ilusão: Você vê e sabe que é, ex: cinema é uma ilusão de ótica, você sabe como funciona (24 quadros por segundo etc...). Existe uma realidade subjacente da qual você tem conhecimento, você pode escapar dela por mero raciocínio.

Delusão: Você vê mas não consegue perceber a realidade subjacente. A delusão engana a experiência e impede qualquer outro raciocínio. Ex: Uma pessoa "vê" um fantasma, era um fogo de santelmo mas ela corre e se desespera, mesmo que se explique a pessoa não consegue se acalmar. A realidade que vemos é assim, mesmo que expliquemos que são nuvens de átomos, impermanentes, interdependentes, a ilusão nos toma completamente e não conseguimos nos livrar dela, é o caso do EU, você sabe que é construído, mas não adianta, ele está sempre tomando conta de você. Isto é delusão, é muito mais seriamente enganador.

Monge Genshô.

Fonte: www.chalegre.com.br/zendo/

A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente.
Albert Einstein.
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terça-feira, 9 de março de 2010

DOIS DIAS

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ZEN - A VIDA DO MESTRE DOGEN ZENJI


Baseado na vida de Dogen Zenji (19 de Janeiro de 1200 – 22 de Setembro de 1253), um professor japonês de Zen Budista, fundador da escola Zen de Soto e filósofo importante. Abrir mão de tudo, rendendo-se ao fluxo da natureza e somente sentando-se em meditação. Isto é a essência do Budismo Zen de Dogen. No 13º século, Dogen, um jovem monge japonês viajou à China, determinado a encontrar seu verdadeiro mestre. Lá ele encontrou um monge que lhe ensinou que a meditação Zen é o verdadeiro e único caminho à iluminação. Voltando, esclarecido, ao Japão, Dogen arriscou a sua vida para divulgar o Budismo Zen, inspirando milhões de budistas que praticam ao redor do mundo hoje.

Título original: Zen
Diretor: Banmei Takahashi's
Língua original: Japonês
Duração: 127 min.

 O filme ambientado no Japão e na China, foi lançado em 10 janeiro de 2009. Retrata a vida do mestre zen budista Dogen Zenji (1200-1253 DC), durante o turbulento período Kamakura. Os pais de Dogen morreram quando ele ainda era muito jovem, e o desejo final de sua mãe era que ele se tornasse um monge e trabalhasse para o bem-estar de todos os seres. A experiência de ter perdido seus pais, deu uma visão especial a Dogen para a natureza fugaz da vida e desencadeou a sua busca pela iluminação. Ele viajou para a China e treinou para se tornar um mestre budista, mas quando retornou ao Japão para difundir o que ele aprendera como uma forma nova de budismo, foi recebido com muita resistência e repressão.


Assisti ontem a noite esse auspicioso filme sobre a vida do Mestre Dogen e confesso que me tocou profundamente aumentando ainda mais meu respeito pelo Budismo e pelos ensinamentos de Buddha. É realmente um filme tocante e recomendo a todos.


Trailer no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=94n2hDg-vTg
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sábado, 6 de março de 2010

UN PAR DE ALAS

Urgentemente
necesito un par de alas.

Ya vinieron los cuerpos amantes 
y las manos amigas 
para sofocar esta llama fría 
de angustia.

Ahora necesito un par de alas 
delirantes y veloces
           para estrellar la razón              
en el acantilado más duro del mundo.

Si he de morir 
que no sea lentamente
ni sobre el asfalto 
ni bajo el cemento asesino.

Que no sea entre los humanos       
a los que mi irracionalidad ha abandonado.

Si he de morir 
que sea en el riesgo 
del último vuelo desesperado,
¡oh Icaro!
hacia lo Inefable.

Dokushô Villalba
Sevilla, 1976
durante un ataque de romanticismo juvenil.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

É ASSIM QUE SE GANHA !

O que segue a baixo é um diálogo extraído do filme ROCKY BALBOA (de 2006), 6o. filme da série, interpretado pelo ator Sylvester Stallone.
Nesta cena, o filho chama o pai para uma conversa.
O motivo é que Rocky (Sylvester Stallone) resolve mais uma vez lutar e, o filho se “preocupa”, não tanto em o pai se tornar uma vergonha, caso perca, mas em ele ser visto por todos como uma vergonha.
Acompanhe o diálogo e veja que por muitas vezes é exatamente assim que agimos com o nosso (Pai), Deus.

(filho)
- Sabe, conviver com você não tem sido fácil. As pessoas me vêem, mas pensam em você; com tudo isso, será pior do que nunca.
(Rocky)
- Não precisa ser.
(filho)
- Claro que precisa.
(Rocky)
- Você tem muitas coisas.
(filho)
- O quê? Meu sobrenome? É por isso que consegui o trabalho decente, é por isso que as pessoas me dão atenção. Agora que consegui algo sozinho, acontece isso. Estou pedindo o favor de não fazer isso. Certo? Vai acabar mal para você e para mim.
(Rocky)
- Isso te incomoda?
(filho)
- De certa forma, sim.
(Rocky)
- Nunca quis isso.
(filho)
- Não é sua vontade, mas as coisas são assim. Não se importa com o que dizem?
Não se incomoda em virar uma piada e que eu seja incluído nisso?
Acha que isso está certo? Acha?
(Rocky)
Não vai acreditar, mas você costumava caber aqui (na mão).
Eu dizia para sua mãe:
“Ele vai ser a melhor pessoa do mundo”. “Ele vai ser melhor do qualquer um”.
E você cresceu bom e maravilhoso.
Foi ótimo assistir, cada dia foi um privilégio.
Quando chegou a hora de virar homem e ganhar o mundo, você foi.
Mas em algum lugar, você mudou. Deixou de ser você. Você se deixou convencer de que não é bom. E quando a coisa apertou, começou a procurar algo para culpar, como uma grande sombra.
Vou dizer algo que já sabe:
O mundo não é feito de arco-íris. É um lugar ruim e duro, e não importa o quão forte seja, vai colocá-lo de joelhos e vai deixá-lo lá. Ninguém vai bater mais forte do que a vida, mas não importa como bate, e sim o quanto agüenta apanhar e continuar tocando. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha.
Se tem valor, busque o que é digno de você.
Tem que estar disposto a apanhar, e não levar dedo na cara, dizendo que não é o que deseja por causa de ninguém. Covardes fazem isso.
Você não é assim, é melhor que isso.
Sempre vou amar você de qualquer jeito, não importa o que aconteça. Você é meu filho e é meu sangue. É a melhor coisa da minha vida, mas até acreditar em si mesmo, não terá uma vida.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

CAMINHO DO MEIO

Ser justo, mas com amor.

Amar, mas sem aprisionar.

Amparar, mas sem fazer pelo outro o que ele deve fazer por si mesmo.

Ajudar, mas sem tirar do outro o direito de escolher seu próprio caminho.

Perdoar, mas sem ser conivente com o mal.

Esquecer o mal, mas sem ser indiferente a ele.

Ser pacífico, mas não passivo diante dos acontecimentos.

Cultivar a não violência, mas sem violentar a si mesmo.

Lutar com coragem de enfrentar os próprios limites, mas também de reconhecer as próprias fraquezas.

Servir ao dever, mas sem ser oprimido por ele e sem escravizar-se por coisa alguma.

Viver com prazer, mas não viver em função dele.

Ser simples e humilde, mas não descuidar-se de si mesmo.

Crer em Deus, mas sem atribuir a Ele aquilo que nos compete.

Cultivar a fé, mas sem abdicar da razão.

Caminhar com equilíbrio, eis o nosso maior desafio.

Sem equilíbrio, tombamos sempre...

...para um lado... ... ou para outro.



Amor-Sabedoria

Bondade-Justiça

Sentimento-Razão

Harmonia



Extraído do Jornal Mundo Zen - www.mzen.com.br

(autor: Alexandre Paredes)
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

BUSHIDO

Bushido (武士道) que é literalmente, “O caminho do guerreiro”, se desenvolveu no Japão. Um modo de vida, código de conduta não-escrito e código ético praticado pelos samurais, a classe de guerreiros do Japão feudal ou bushi.

O Bushido recebeu forte influência do Zen Budismo, Xintoísmo e  Confucionismo. Caminho espiritual, ético e filosófico enfatiza a prática das virtudes: honradez e justiça – GI (義); Coragem, bravura e heroísmo – YUU (勇); Compaixão, benevolência, simpatia, amor incondicional para com a humanidade – JIN (仁); Polidez, cortesia, amabilidade – REI (礼); Sinceridade absoluta – MAKOTO (誠); Honra, gloria – MEIYO (誉); Dever, lealdade, devoção – CHUU (忠).

Seu maior princípio era buscar uma morte com dignidade, conforme expresso no Hagakure (oculto nas folhas), um dos mais importantes tratados acerca do Bushido, escrito por Yamamoto Tsunetomo, um samurai da província de Nabeshima, atual Saga, em 1716.

A essência do Bushido está presente no “Credo de um Guerreiro”, escrito por um samurai no século XV.

» Não tenho país: fiz do céu e da terra meu país.
» Não tenho lar: fiz da percepção o meu lar.
» Não tenho vida ou morte: fiz do fluir e do refluir da respiração a minha vida e minha morte.
» Não tenho poder divino: fiz da honestidade o meu poder divino.
» Não tenho recursos: fiz da compreensão os meus recursos.
» Não tenho segredos mágicos: fiz do meu caráter o meu segredo mágico.
» Não tenho corpo: fiz da resistência o meu corpo.
» Não tenho olhos: fiz do relâmpago os meus olhos.
» Não tenho ouvidos: fiz da sensibilidade os meus ouvidos.
» Não tenho membros: fiz da diligência os meus membros.
» Não tenho estratégia: fiz da mente aberta a minha estratégia.
» Não tenho perspectivas: fiz de “agarrar a oportunidade por um fio” as minhas perspectivas.
» Não tenho milagres: fiz da ação correta os meus milagres.
» Não tenho princípios: fiz da adaptabilidade das circunstâncias os meus princípios.
» Não tenho táticas: fiz do pouco e do muito as minhas táticas.
» Não tenho talentos: fiz da agilidade mental os meus talentos.
» Não tenho amigos: fiz da minha mente o meu amigo.
» Não tenho inimigos: fiz do descuido o meu inimigo.
» Não tenho armadura: fiz da benevolência e da imparcialidade a minha armadura.
» Não tenho castelo: fiz da mente imutável o meu castelo.
» Não tenho espada: fiz da ausência do ego a minha espada.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SETE DICAS MOTIVADORAS

1) ENCONTRE UMA RAZÃO: a maioria das pessoas desiste facilmente porque na verdade não tem uma razão séria para continuar. Se quiser atingir seus objetivos, encontre uma razão para aquilo. Um motivo tão forte, tão motivador, tão contagiante, que todas as dificuldades que surgirem parecerão pequenas. Quando parecer que lhe faltam forças, é porque na verdade está faltando um motivo. Encontre uma forte razão, e força é o que nunca mais lhe faltará.

2) DEDICAÇÃO E PERSISTÊNCIA: Se você parar para pensar, com certeza vai se lembrar de alguma vez que tentou alcançar um objetivo que parecia impossível, mas com muita persistência e determinação, você conseguiu. Mas só porque você levou aquilo a sério e realmente se dedicou. Ao tomar a decisão de alcançar um objetivo, leve isso muito a sério.

3) IDENTIFIQUE ONDE PODE MELHORAR: Faça uma lista de livros que deveria ler, cursos que deveria fazer, pessoas que deveria conhecer, experiências que deveria ter. E comece a eliminar, uma por uma, as barreiras entre você e seus objetivos. Todos os dias, ao acordar, você tem duas escolhas a fazer: continuar com os hábitos destrutivos que você tem, ou livrar-se deles e começar a melhorar imediatamente. Ninguém faz essa escolha por você. Qual dessas escolhas você vai fazer hoje?

4) CUIDE-SE: Muitas vezes vemos pessoas tão obcecadas atrás de seus objetivos, que se esquecem de cuidar da sua saúde física e mental. Muitas pessoas não dão 100% de si simplesmente porque não conseguem, sentem-se tão mal que a simples idéia de um esforço, sejam físico ou mental, já é por si só cansativa. Mente sã e corpo são com certeza ajudam muito a atingir objetivos. Melhor ainda, permitem que você desfrute o sucesso de forma mais agradável (do que adianta ter sucesso e estar doente, ou morto?).

5) PENSAMENTO POSITIVO: Otimistas conseguem mais, e ainda por cima aproveitam melhor a viagem! Na dúvida, seja um otimista. Se você vai pensar alguma coisa, que seja positiva e encorajadora. Faça com que seus pensamentos enriqueçam sua vida, não o contrário. É você quem escolhe o que vai pensar, então por que não escolher coisas boas? O copo está metade cheio ou metade vazio? Está metade cheio e de champagne! E se estiver vazio, encha-o e faça um brinde!

6) PAPO POSITIVO: Ao falar com você mesmo, use termos positivos. Muitas vezes seu pior inimigo é você mesmo, aquela vozinha interior dizendo: “Vai dar errado! Não vai funcionar! Você é burro mesmo! Você já tentou e não conseguiu – desista”. Essa repetição constante acaba criando correntes mentais, barreiras imaginárias que nos impedem de alcançar objetivos. Então quando conversar com você mesmo, seja um guru sábio otimista e paciente, não um chato negativo e cobrador, como muitas vezes fazemos.

7) AÇÃO POSITIVA: Depois de tudo isso, só falta agir! Não existe sucesso somente com pensamento positivo. Você tem que fazer algo. Você já tem o objetivo, já sabe o que tem que fazer. Agora faça! Uma sensação de urgência, de pressa, é o que diferencia as pessoas de sucesso do resto. Elas agem. Fazem. Erram! E aprendem, e voltam e fazem de novo, só que desta vez melhor. As outras 6 dicas não servem para nada se você não colocar esta sétima em prática.

(fonte desconhecida)
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto - Cordelista, natural de Santa Bárbara/BA, residente em Salvador.

O que mais podemos falar?
O cara que criou esse cordel é um artista, conseguiu exteriorizar tudo que eu e muita gente acha do famigerado BBB. 
Uma verdadeira obra de arte.



Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.
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TRÊS PERGUNTAS

Um rei se apercebeu que se soubesse a hora certa de agir, quem eram as pessoas mais necessárias e o mais importante a ser feito, nunca falharia no que fizesse.

Procurou um homem sábio para se aconselhar. Vestiu roupas simples, e antes de chegar ao destino, apeou do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.

O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e falou: "Vim aqui porque preciso que me responda três perguntas:

Como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa?

Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção?

Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?"


O sábio não respondeu e continuou a cavar. Estava fraco e inspirava profundamente, a cada golpe.

O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras. Sem receber nenhuma resposta às suas perguntas, quase ao final da tarde, disse: "Vim até aqui para obter respostas. Se não pode me dar nenhuma, então me diga que vou embora."

Nisso, um homem barbado saiu correndo da floresta. Estava ferido e caiu desmaiado, gemendo baixinho.

O rei e o sábio o socorreram. Havia uma grande ferida em seu corpo. O rei a lavou e a cobriu com seu lenço e uma toalha do sábio.

O sangue continuou a jorrar. Muitas vezes o rei lavou e cobriu a ferida.

Finalmente, a hemorragia parou. O homem foi levado para a cama e adormeceu. A noite chegou. O rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu.

Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O homem ferido o olhou e lhe pediu perdão.

"Não tenho nada para lhe perdoar", disse o rei. "nem o conheço."

"Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Quando soube que o senhor vinha para cá, também vim. Esperei na floresta para matá-lo pelas costas.

Mas o senhor não voltou. Saí de minha emboscada e seus guarda-costas me viram. Foram eles que me feriram. Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido.

Majestade! Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos."

O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo tão facilmente. Disse que mandaria seu médico para o atender.

Levantou-se e procurou o sábio que estava agachado, plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.

"Então, vai responder às minhas perguntas?"

Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:

"O senhor já tem todas as suas respostas."

E ante a indagação da real figura, explicou:

"Se sua majestade não tivesse ficado condoída da minha fraqueza ontem e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem.

Teria assim se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras.

Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.

Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidava dele. Se não tivesse cuidado da sua ferida, ele teria morrido sem estar em paz consigo.

Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.

Então, só existe um momento importante, o agora.

O homem mais necessário é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém.

O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.

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A hora de agir é agora. O local onde você está é o mais ajustado e as pessoas que estão com você as ideais para a sua vida e o seu crescimento.
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